EUA dobram aposta na corrida pela supremacia da Inteligência Artificial, aponta Deutsche Bank
EUA dobram aposta na corrida pela supremacia da Inteligência Artificial, aponta Deutsche Bank
Por: Redação
29/07/2025 às 19h30Atualizada em 29/07/2025 às 22h30
Foto: Reprodução
Relatório destaca plano agressivo dos Estados Unidos com foco em inovação, infraestrutura energética e geopolítica
Quase três anos após o lançamento do ChatGPT, os Estados Unidos assumem uma postura agressiva para liderar a corrida global pela supremacia em Inteligência Artificial (IA). De acordo com relatório temático do Deutsche Bank, o novo Plano de Ação da Casa Branca, impulsionado por três decretos do presidente Donald Trump, trata a IA como uma revolução industrial, informacional e cultural – e como um jogo de soma zero entre potências.
Três frentes estratégicas
O plano se estrutura em três frentes estratégicas:
1. Inovação:
Os EUA concentram 42 das 50 maiores empresas de IA do mundo, sendo 33 na Califórnia.
O país recebeu 75% do total global de investimentos em venture capital para IA em 2024.
O governo aposta na redução de barreiras regulatórias e em uma política pró-empresas, incentivando modelos open source, ampliando o uso da IA no setor público e pressionando estados com legislações consideradas "obstrutivas".
2. Infraestrutura e energia:
A explosão de centros de dados faz a IA consumir 4,4% da eletricidade dos EUA, com projeções de chegar a 12% até 2028.
O plano propõe acelerar licenças ambientais e revitalizar a indústria doméstica de semicondutores.
Também inclui investimentos em novas tecnologias energéticas (como fusão nuclear e geotermia).
Em 2024, o país investiu US$ 114 bilhões na modernização da rede elétrica.
3. Geopolítica e segurança nacional:
Embora os EUA ainda liderem, modelos chineses de IA vêm reduzindo rapidamente a distância em desempenho.
O governo americano promete reforçar o controle de exportações, impedir o uso indevido da tecnologia por rivais e ampliar a influência global com a venda do "pacote tecnológico americano" a países aliados.
Um dos decretos propõe penalidades para aliados que não cooperarem com restrições de exportação.
Outros destaques do relatório
O plano promete "IA sem viés ideológico" e inclui uma ordem executiva para impedir o uso de modelos "woke" em agências federais.
Pesquisa Ipsos citada no relatório mostra que menos de 40% dos americanos veem mais benefícios do que riscos na IA.
Mais de 500 empresas fizeram lobby sobre IA junto à Casa Branca e ao Congresso apenas no primeiro semestre de 2025.
Com informações: Adriane Froldi / Deutsche Bank
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