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Nem toda cegueira é catarata: entenda os riscos da DMRI e do EMD

Nem toda cegueira é catarata: entenda os riscos da DMRI e do EMD

Redação
Por: Redação
30/07/2025 às 07h30 Atualizada em 30/07/2025 às 10h30
Nem toda cegueira é catarata: entenda os riscos da DMRI e do EMD
Foto: Reprodução

Pesquisa aponta que 29% dos brasileiros com doenças da retina já abandonaram tratamento; julho é mês da saúde ocular

Julho é o mês da saúde ocular e, entre os desafios que afetam a visão da população brasileira, dois problemas pouco conhecidos merecem destaque: a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) e o Edema Macular Diabético (EMD). Diferente do que muitos imaginam, a cegueira não é causada apenas por catarata – essas duas doenças também podem levar à perda da visão central.
O que são DMRI e EMD
A DMRI é uma doença ocular crônica e progressiva que afeta a mácula, parte central da retina responsável por detalhes finos da visão, como ler e reconhecer rostos. Com o avanço da idade, essa região pode sofrer danos que levam à perda da visão central, enquanto a visão periférica costuma ser preservada. A forma úmida, mais grave, exige acompanhamento constante. O EMD é uma complicação da retinopatia diabética, causada pela lesão dos vasos sanguíneos da retina devido ao excesso de açúcar no sangue, levando a inchaço na região central e distorção visual. Pode afetar pessoas com diabetes tipo 1 ou 2, principalmente com controle glicêmico inadequado.
Pesquisa revela abandono de tratamento
Uma pesquisa realizada pela FGV/CPDOC, em parceria com a ONG Retina Brasil e apoio da Roche Farma Brasil, ouviu 155 pessoas diagnosticadas com DMRI ou EMD em todas as regiões do país. O estudo revelou que 29% dos entrevistados já abandonaram o tratamento pelo menos uma vez. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 50% das pessoas com doenças crônicas seguem corretamente seus planos de cuidado. A continuidade dos cuidados é um dos maiores desafios para pacientes com essas doenças.
Importância do tratamento contínuo
A oftalmologista Patrícia Kakizaki, especialista em Retina Clínica e Cirúrgica pela UNIFESP, destaca: "Muitas vezes, o paciente entende a importância do tratamento, mas a rotina, o deslocamento e até o medo da aplicação da injeção intraocular prejudicam a continuidade. Essa dificuldade na adesão, no caso das doenças da retina, pode levar a uma perda de visão irreversível".
Reabilitação e acesso a serviços
Apenas 20% dos entrevistados afirmaram ter utilizado algum serviço ou recurso de apoio. Entre os 74 entrevistados que não fizeram reabilitação, foram citados fatores como:
  • Ausência de serviços na cidade
  • Distâncias até centros de atendimento
  • Custos
  • Falta de rede de apoio
Rogério Mauad, Gerente Executivo de Estratégia Médica da oftalmologia, afirma: "O desenvolvimento de novas tecnologias ajudará a diminuir as limitações ocasionadas pelas doenças de retina, possibilitando maior independência por mais tempo". Ambas as condições podem levar à perda da visão central se não forem diagnosticadas e tratadas a tempo. Hoje existem terapias que estabilizam o quadro visual e proporcionam mais conforto ao paciente.

Com informações: inpresspni
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