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Pescadores e catadores retiram 45 toneladas de resíduos em baías do RJ

Pescadores e catadores retiram 45 toneladas de resíduos em baías do RJ

Redação
Por: Redação
03/08/2025 às 12h00 Atualizada em 03/08/2025 às 15h00
Pescadores e catadores retiram 45 toneladas de resíduos em baías do RJ
Foto: Reprodução

Por meio da Operação LimpaOca, mais de 45 toneladas de lixo foram retiradas das baías de Guanabara e Sepetiba. Iniciativa envolve comunidades locais e ressalta necessidade de ações permanentes contra a poluição

Pescadores e catadores de caranguejo removeram mais de 45 toneladas de resíduos das baías de Guanabara e Sepetiba, no Rio de Janeiro, por meio da Operação LimpaOca, uma iniciativa da ONG Guardiões do Mar em convênio com a Transpetro.

A ação visa limpar os manguezais, ecossistemas vitais para a biodiversidade e o combate às mudanças climáticas, mas fortemente impactados pela poluição urbana. Em pouco mais de um ano, a força-tarefa resgatou mais de 1 milhão de itens descartados. Limpeza e renda Na Baía de Guanabara, a operação atua na chamada 'Ilha de Lixo', localizada a cerca de 20 km dos manguezais da APA de Guapimirim. 42.500 kg de resíduos foram retirados em 13 meses, com a participação de 84 pescadores e catadores de três comunidades: Saracuruna (Duque de Caxias), Suruí e Guia de Pacobaíba (Magé). Já na Baía de Sepetiba, a mobilização ocorre na Ilha da Madeira, em Itaguaí, onde 3.100 kg de resíduos foram coletados em três meses, envolvendo 21 caiçaras. Os participantes recebem uma bolsa-auxílio (iniciando em R$ 800 e chegando a R$ 900) para realizar a coleta durante duas manhãs semanais, por aproximadamente uma hora por dia, principalmente durante o período de defeso do caranguejo-uçá (outubro a dezembro). Impacto ambiental e social Segundo Rodrigo Gaião, gerente operacional do Projeto Do Mangue ao Mar, a retirada dos resíduos melhora as condições de trabalho e a segurança no ambiente, além de permitir que espécies como o caranguejo e mudas de mangue ocupem áreas antes tomadas pelo lixo.
“Percebemos então que a ação alavanca a sociobioeconomia, melhorando não só o ambiente como também a renda do catador e pescador”, destacou Gaião.
Até o momento, 13 hectares foram trabalhados: quatro na Baía de Guanabara e nove em Sepetiba. A operação se estende até setembro de 2025 . Desafios e soluções Apesar dos resultados, Gaião ressalta que a iniciativa é "uma ótima ajuda", mas não é suficiente. A solução de longo prazo está em ações conjuntas de todos os setores e em uma melhora significativa na educação ambiental sobre resíduos. Dados da pesquisa Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2023 (Abrema) mostram que cada brasileiro produz, em média, 1 kg de resíduos sólidos urbanos por dia. O plástico é o material mais encontrado nas baías, representando 98,48% do total em unidades e 83,28% do total em peso.

Com informações: Do Mangue Ao Mar, ECO
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