
A Frente Parlamentar Agropecuária (FPA) intensificou sua mobilização para tentar alterar trechos do Plano Clima, estratégia nacional de mitigação e adaptação às mudanças climáticas. Em reuniões com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), parlamentares do setor ruralista alegam que o plano distorce a responsabilidade do agronegócio nas emissões e impõe metas “desproporcionais” ao setor.
A pressão culmina na próxima quarta-feira (27/08), com uma audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado, proposta pelo senador Zequinha Marinho (PODEMOS-PA), para discutir os “impactos, riscos e inconsistências” do plano setorial de agricultura e pecuária. Agricultura sob maior pressão, diz FPA A principal crítica da FPA é que o Plano Clima atribui ao agronegócio a maior parte da responsabilidade pela redução de emissões, com meta de corte de até 54%, enquanto outros setores, como energia, poderiam aumentar suas emissões em até 44% no mesmo período. “O plano bota obrigações que não fazem sentido e acaba punindo justamente quem já produz com responsabilidade”, afirma um vídeo divulgado pela FPA nas redes sociais. Controvérsia sobre desmatamento em áreas públicas Outro ponto polêmico é a inclusão, no cálculo das emissões do agronegócio, de desmatamento em áreas não privadas, como:“Essa adequação não se aplica apenas ao agro. O plano industrial, por exemplo, também incorpora emissões de combustíveis e resíduos.”Próximos passos A fase de consulta pública do Plano Clima terminou em 18 de agosto. O governo espera finalizar os planos setoriais até agosto e lançar o documento final em outubro, em Belém, durante a COP30.
Com informações: ((o))eco e MMA