
Na terça-feira (26/08), milhares de israelenses saíram às ruas em Tel Aviv e outras cidades para exigir um cessar-fogo imediato na Faixa de Gaza e o retorno dos reféns ainda mantidos pelo Hamas. Os protestos ocorreram no mesmo dia em que o gabinete de segurança de Israel se reuniu para discutir a resposta à proposta de trégua apresentada pelos mediadores internacionais.
Organizados pelo Fórum de Reféns e Famílias de Desaparecidos de Israel, os manifestantes bloquearam rodovias, incendiaram pneus e se concentraram em pontos estratégicos, como o centro financeiro de Tel Aviv, a embaixada dos Estados Unidos e as residências de ministros do governo. Cartazes com fotos dos reféns e bandeiras israelenses marcaram a mobilização, batizada de "Dia Nacional de Luta".“Esperamos que a pressão pública constante leve Netanyahu a se comprometer com negociações sérias por um cessar-fogo”, afirmou um dos líderes do movimento.Proposta de trégua aguarda resposta de Israel A proposta, mediada por Catar, Egito e Estados Unidos, prevê a libertação escalonada dos reféns ao longo de 60 dias em troca da soltura de prisioneiros palestinos detidos em Israel. O Hamas aceitou a iniciativa, mas Israel ainda não respondeu oficialmente. Em coletiva em Doha, o porta-voz do Ministério do Exterior do Catar, Majed al-Ansari, cobrou uma posição clara:
“A responsabilidade agora recai sobre o lado israelense. Qualquer outra coisa será mero maneirismo político.”Pressão interna e externa cresce O governo de Benjamin Netanyahu enfrenta crescente pressão: