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Desmatamento volta a ameaçar Terra Indígena Munduruku, alerta Imazon

Desmatamento volta a ameaçar Terra Indígena Munduruku, alerta Imazon

Redação
Por: Redação
13/10/2025 às 20h00 Atualizada em 13/10/2025 às 23h00
Desmatamento volta a ameaçar Terra Indígena Munduruku, alerta Imazon
Foto: Reprodução
 
Meses após operação de desintrusão, o território indígena no Pará retorna ao topo da lista de áreas protegidas mais pressionadas da Amazônia, indicando a necessidade de fiscalização contínua e responsabilização dos invasores.

A Terra Indígena Munduruku, localizada no sudoeste do Pará, voltou a ser intensamente pressionada pelo desmatamento, ressurgindo na liderança do ranking de áreas mais ameaçadas da Amazônia entre abril e junho de 2025. O dado é do relatório “Ameaça e Pressão de Desmatamento em Áreas Protegidas”, divulgado pelo Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). O retorno da devastação é notório, pois ocorre pouco tempo após uma operação de desintrusão realizada em janeiro deste ano, que havia retirado garimpeiros e invasores do território.
“A volta da pressão sobre a TI reforça que a fiscalização precisa ser contínua, e não apenas pontual. Para que o efeito seja duradouro, é preciso fortalecer a presença do Estado e envolver as próprias comunidades indígenas nas estratégias de preservação. E, sobretudo, garantir que os responsáveis sejam responsabilizados,” afirma Bianca Santos, pesquisadora do Imazon.

Concentração no Pará

O relatório do Imazon destaca que o estado do Pará é o epicentro da destruição, abrigando seis das dez áreas protegidas mais pressionadas da Amazônia. A APA Triunfo do Xingu lidera o ranking geral de pressão, seguida por outras unidades de conservação e terras indígenas paraenses. O Sistema de Alerta de Desmatamento detectou um total de 854 km² de desmatamento na Amazônia entre abril e junho de 2025.

Pressão vs. Ameaça

O Imazon distingue entre:
  1. Pressão (Desmatamento dentro da área): Indica que o dano já está em curso. Neste ranking, a TI Munduruku está em primeiro. O Imazon defende a retirada imediata de invasores e a responsabilização criminal.
  2. Ameaça (Desmatamento nas bordas da área): Indica que o desmatamento está avançando nas zonas de amortecimento, sinalizando futuras invasões. Neste ranking, o Amazonas lidera, com o Parque Nacional Mapinguari (AM/RO) em primeiro lugar.
O monitoramento do Imazon usa uma metodologia de mapeamento que antecipa a destruição, permitindo aos órgãos ambientais identificar onde a floresta começa a ceder e orientar ações preventivas antes que o dano se consolide
Com informações: ECO
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