O presidente Lula participou da primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), órgão que visa planejar e deliberar sobre a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil, recursos estratégicos em um cenário de tensão entre China e Estados Unidos
O presidente
Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quinta-feira (16), da primeira reunião do
Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM). O órgão, criado em 2022, mas instalado apenas agora, tem como objetivo planejar políticas de exploração mineral no país, especialmente em relação aos chamados
minerais críticos e terras raras. O Conselho será composto por representantes de 18 ministérios e terá a presidência do ministro de Minas e Energia,
Alexandre Silveira.
Importância Estratégica
O ministro Alexandre Silveira comparou o papel do CNPM ao do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), afirmando que o novo colegiado irá:
- Deliberar sobre o norteamento das políticas públicas para o setor mineral.
- Dar condições para a Agência Nacional da Mineração (ANM) implementar essas políticas.
- Focar na importância dos minerais em um momento em que o mundo debate vigorosamente a descarbonização, a transição energética, a segurança alimentar e a soberania nacional.
Minerais Críticos e Relações Internacionais
Minerais críticos são recursos cruciais para setores estratégicos globais, como tecnologia, defesa e transição energética. Eles incluem elementos como
lítio, cobalto, níquel e terras raras, essenciais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas e semicondutores. O Brasil é um
player importante nesse cenário:
- Reservas: Segundo o Instituto Brasileira da Mineração (Ibram), o Brasil possui cerca de 10% das reservas mundiais desses elementos.
- Geopolítica: Esses minerais são atualmente fonte de tensão geopolítica entre a China e os Estados Unidos, o que torna a política mineral brasileira ainda mais estratégica.
- Diálogo com os EUA: O ministro Alexandre Silveira revelou ter sido convidado para discutir a exploração de minerais críticos com o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, indicando que a mineração pode entrar nas negociações entre os países para superar as taxações impostas pelos Estados Unidos contra o Brasil.
O CNPM deverá aprovar o
Plano Nacional de Mineração para os anos de 2025 a 2050.
Com informações: Revista Fórum