O Presidente Lula anunciou na Indonésia o investimento brasileiro no Fundo TFFF, uma iniciativa proposta pelo Brasil e aprovada pelo Banco Mundial, que visa criar um mecanismo de financiamento de longo prazo para países que preservam florestas. O fundo tem uma meta de captação de US$ 125 bilhões e busca gerar renda verde permanente para substituir a dependência de doações
O Presidente
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, durante sua viagem à Indonésia nesta quinta-feira (23), o aporte inicial de
US$ 1 bilhão do Brasil no
Tropical Forests Forever Fund (TFFF). Este é o novo fundo global criado para remunerar os países que mantêm suas florestas tropicais em pé. O TFFF, proposto pelo Brasil e aprovado pelo Banco Mundial, tem uma meta ambiciosa de captação de
US$ 125 bilhões, sendo 50 vezes maior que o Fundo Amazônia.
Estrutura e Financiamento do TFFF
O fundo visa criar um sistema de
renda verde permanente e previsível, desvinculado de ciclos políticos e doações esporádicas. Ele será estruturado como uma carteira de investimentos de longo prazo, onde os rendimentos anuais financiarão os pagamentos aos países preservacionistas. A captação de recursos busca um modelo híbrido:
- 20% dos recursos provenientes de governos (como o aporte inicial brasileiro).
- 80% provenientes de investidores privados (fundos de pensão, seguradoras e fundos soberanos), que receberão retornos de mercado em um ativo de alta segurança (rating AA ou AAA).
Lula enfatizou que, com a criação do TFFF, o Brasil não aceitará mais a lógica de "pedir esmola" para preservar suas florestas.
Articulação Global
O Brasil, líder do fundo em parceria com oito países da América do Sul e outras nações tropicais (como Indonésia e Malásia), está articulando a adesão de potências globais. Países que já demonstraram interesse e com quem as conversas se intensificam incluem:
- Potenciais Investidores: Alemanha, Noruega, Reino Unido, França, Estados Unidos da América (EUA) e Emirados Árabes Unidos (EAU).
- Outros Beneficiários: Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia (com quem Lula deve intensificar as conversas nesta semana).
O fundo deve beneficiar principalmente as regiões que abrigam as maiores florestas tropicais do planeta: América do Sul (Amazônia), África (Bacia do Congo) e Sudeste Asiático. O Banco Mundial atuará como garantidor internacional do sistema.
Com informações: Revista Fórum