
Um relatório divulgado pela ONU sobre as Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs)—os planos climáticos dos países—indica que, pela primeira vez na história, o Acordo de Paris deve causar uma redução nas emissões globais de gases do efeito estufa, o que deve ocorrer até 2030.
Apesar de ser um marco histórico, a queda não será suficiente para reverter totalmente o quadro e aproximar o mundo da meta climática de limitar o aquecimento global a 1,5°C, conforme recomendado pela ciência.
Simon Stiell, secretário-executivo da UNFCCC (braço de clima da ONU), afirmou que "a humanidade está agora claramente curvando a trajetória das emissões para baixo pela primeira vez — embora ainda não rápido o suficiente”.
O documento da ONU, divulgado antes da COP30 em Belém, destaca que o mundo entrou em uma “nova era de ação e ambição climática”, com países adotando metas e estratégias em escala inédita. O relatório mostra avanços na qualidade e no escopo dos compromissos, indicando que:
88% das NDCs foram influenciadas pelo Balanço Global (GST).
89% dos países adotaram metas que abrangem toda a economia.
73% incluíram componentes de adaptação e resiliência.
Embora as NDCs analisadas representem apenas um terço das emissões globais, projeções complementares da ONU indicam que as emissões globais devem cair aproximadamente 10% até 2035.
Os benefícios da ação climática já são mensuráveis, com "milhões de novos empregos e trilhões em investimentos". As energias renováveis, por exemplo, superaram o carvão como maior fonte de energia global em 2025.
O relatório define a COP30, que ocorrerá em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro, como um ponto de virada com três prioridades centrais:
Enviar um sinal claro de que as nações mantêm o compromisso com a cooperação climática.
Acelerar a implementação em todos os setores econômicos.
Conectar a ação climática à vida das pessoas, garantindo a divisão equitativa dos benefícios.
O documento conclui que, embora o mundo esteja pagando um preço enorme pelo aquecimento global, está se aproximando de "pontos de inflexão econômica positivos", mas a urgência em acelerar o ritmo é crucial para garantir um planeta habitável.
Com informações: Olhar Digital