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Emissões de GEE do Brasil caem 17% em 2024, mas meta climática de 2025 segue ameaçada

Emissões de GEE do Brasil caem 17% em 2024, mas meta climática de 2025 segue ameaçada

Redação
Por: Redação
04/11/2025 às 10h00 Atualizada em 04/11/2025 às 13h00
Emissões de GEE do Brasil caem 17% em 2024, mas meta climática de 2025 segue ameaçada
Foto: Reprodução
A segunda maior queda em 16 anos foi impulsionada pelo controle do desmatamento (Uso da Terra), cujas emissões caíram de 1,342 GtCO2e para 906 MtCO2e. Todos os demais setores (Agropecuária, Energia, Resíduos e Indústria) mantiveram ou aumentaram suas emissões

As emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) do Brasil registraram uma queda de 17% em 2024, segundo o Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG) do Observatório do Clima. O país emitiu 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO2e) em 2024, uma redução significativa em comparação com os 2,576 GtCO2e emitidos em 2023. Embora esta seja a segunda maior queda em 16 anos, o controle do desmatamento não é suficiente para garantir que o Brasil cumpra a meta climática estabelecida para 2025.

? Queda Concentrada no Desmatamento

A redução expressiva nas emissões deve-se quase que totalmente ao setor de Mudança de Uso da Terra e Florestas (influenciado pelo desmatamento), cujas emissões caíram de 1,342 GtCO2e em 2023 para 906 MtCO2e em 2024. O setor de Uso da Terra foi responsável por 42% das emissões brutas totais do país em 2024, o que faz com que, mesmo com a queda, o Brasil ainda seja o quinto maior emissor de GEE do planeta (sexto, se considerado o bloco da União Europeia).

? Preocupação com Outros Setores

O SEEG alerta que todos os outros setores contabilizados no inventário nacional mantiveram suas emissões ou apresentaram alta:
Setor Emissão em 2024 (MtCO2e) Variação em relação a 2023
Agropecuária 626 Estável
Energia 424 +0,8%
Processos Industriais 94 +2,8%
Resíduos 96 +3,6%
Para os especialistas, isso demonstra que o Brasil não pode mais depender apenas do desmatamento para alcançar suas metas climáticas. David Tsai, coordenador do SEEG, ressalta: "A gente precisa ter uma evolução, um aprimoramento nos outros setores também.” Márcio Astrini, secretário executivo do Observatório do Clima, alertou que o bom resultado no controle do desmatamento (fruto das políticas do governo Lula) não pode significar um relaxamento nos outros setores, especialmente o agronegócio e o petróleo.

? Projeção para a NDC 2025

Apesar da queda em 2024, as projeções do SEEG, que consideram as estimativas de desmatamento para 2025 e a tendência dos demais setores, indicam que o Brasil deve encerrar o ano com 1,44 GtCO2e líquidas. Este número é 9% maior que a meta estipulada pela Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC) para 2025, que é de 1,32 GtCO2e. Para atingir a meta ainda mais ambiciosa de 2030 (máximo de 1,2 GtCO2e), o SEEG reforça que é crucial zerar a devastação e reduzir as emissões em Energia e Agropecuária.
Com informações: ECO
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