
O nível de escolaridade influencia diretamente a percepção dos brasileiros sobre a ameaça das mudanças climáticas. É o que indica a pesquisa “Hábitos Sustentáveis & Percepções sobre o Plástico”, encomendada pelo Sindiplast (Sindicato Indústria Material Plástico Estado São Paulo) à Nexus.
Os dados mostram uma clara relação entre o nível de instrução e a preocupação com o tema ambiental:
Os números sugerem que o acesso à informação e a capacidade de compreender os efeitos globais do clima estão mais presentes entre pessoas com maior nível de instrução, reforçando a relação entre educação e percepção de riscos ambientais.
O levantamento entrevistou 2.009 brasileiros com 16 anos ou mais, em todas as 27 unidades da federação.
A pesquisa também analisou os hábitos de separação de resíduos. Entre os entrevistados que separam lixo em casa, o plástico lidera a lista dos materiais mais separados para reciclagem, sendo citado por 90% deles.
Na sequência, aparecem o alumínio (73%), o papel/papelão/jornal (68%) e o vidro (68%).
No entanto, o estudo apontou barreiras estruturais para o avanço da reciclagem no Brasil:
35% apontam a falta de coleta seletiva como o principal entrave para a reciclagem de embalagens plásticas.
29% citam a falta de hábito, esquecimento de separar e ausência de informação sobre reciclagem.
Paulo Teixeira, diretor-superintendente do Sindiplast, afirma que, apesar do plástico ser um material altamente reciclável e com baixo impacto ambiental (consome pouca água e tem baixa pegada de carbono), seu reaproveitamento em larga escala enfrenta desafios estruturais que precisam ser superados.
Com informações: Nexus / Sindiplast