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Brasil desperdiça 6 mil piscinas olímpicas de água tratada por dia em cenário de crescentes desafios climáticos

Brasil desperdiça 6 mil piscinas olímpicas de água tratada por dia em cenário de crescentes desafios climáticos

Redação
Por: Redação
26/11/2025 às 09h00 Atualizada em 26/11/2025 às 12h00
Brasil desperdiça 6 mil piscinas olímpicas de água tratada por dia em cenário de crescentes desafios climáticos
Foto: Reprodução
O Brasil desperdiça 40,31% da água tratada, somando 5,8 bilhões de m³ por ano — o equivalente a 6.346 piscinas olímpicas diariamente. Segundo estudo do Instituto Trata Brasil (ITB), essa perda alarmante poderia abastecer 50 milhões de brasileiros por um ano, reforçando a urgência de investimentos em eficiência para mitigar os impactos da mudança climática e garantir a universalização do saneamento

O Brasil perde anualmente 5,8 bilhões de m³ de água tratada nas redes de distribuição, volume que representa 40,31% do total produzido. O desperdício diário equivale a 6.346 piscinas olímpicas, ou o suficiente para abastecer 50 milhões de brasileiros por um ano, segundo o "Estudo de Perdas de Água 2025" publicado pelo Instituto Trata Brasil (ITB) em parceria com a GO Associados.

Ineficiência e metas regulatórias

A ineficiência no controle de perdas é um grande problema ambiental, econômico e social, agravado pelo cenário de mudanças climáticas e o consequente aumento das secas. O volume perdido compromete o suprimento de água para a população e pressiona excessivamente rios e mananciais.

  • Meta de Excelência: A Portaria 490/2021 do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) define como nível aceitável de perdas o limite de 25% na distribuição até 2034.

  • Benefício Social: A redução da perda para a meta de 25% economizaria 1,9 bilhão de m³ de água, o suficiente para o consumo médio anual de 31 milhões de brasileiros.

  • Desigualdade Regional: As regiões Norte (49,78%) e Nordeste (46,25%) registram os maiores índices de perdas na distribuição, com o estado de Alagoas no topo da lista, com 69,86% de perdas.

Impacto econômico e necessidade de investimento

A redução de perdas não é apenas uma questão de eficiência operacional, mas uma medida de adaptação climática. A ineficiência atual gera maior custo de insumos, energia e manutenção, além de pressionar o meio ambiente.

  • Ganhos Brutos: O estudo projeta um potencial de ganhos brutos de R$ 34,6 bilhões até 2034 no cenário de redução de perdas para 25%. O benefício líquido, considerando os investimentos necessários, é da ordem de R$ 17,3 bilhões em 10 anos.

  • Universalização: A universalização do saneamento, que ainda deixa 34 milhões de brasileiros sem acesso à água tratada, está intimamente ligada ao aumento da eficiência e à redução de perdas.

A Presidente Executiva do Trata Brasil, Luana Pretto, e o Professor Gesner Oliveira reforçam a urgência em investir na modernização da infraestrutura hídrica para garantir o uso sustentável dos recursos em um contexto ambiental cada vez mais crítico.


Com informações: Instituto Trata Brasil (ITB) e GO Associados

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