Segunda, 29 de Junho de 2026
15°C 25°C
Brasília, DF
Publicidade

Arquivo inédito de Isao Takahata, cofundador do Studio Ghibli, é descoberto com 130 páginas de roteiros e rascunhos

Arquivo inédito de Isao Takahata, cofundador do Studio Ghibli, é descoberto com 130 páginas de roteiros e rascunhos

Redação
Por: Redação
28/11/2025 às 12h00 Atualizada em 16/02/2026 às 07h55
Arquivo inédito de Isao Takahata, cofundador do Studio Ghibli, é descoberto com 130 páginas de roteiros e rascunhos
Foto: Reprodução
Cerca de 130 páginas de materiais inéditos do diretor de animação Isao Takahata (1935-2018), cofundador do Studio Ghibli, foram encontradas em sua casa, segundo reportagem da NHK. O arquivo, datado em parte do início de sua carreira na Toei Doga (futura Toei Animation), inclui dois roteiros inéditos baseados em obras conhecidas – uma sobre a lenda do oni Shuten-dôji (Oeyama) e outra sobre um conto de Kenji Miyazawa (Moratta Hoseki). O material revela a busca precoce de Takahata por implementar nuances de humanidade em suas animações

Cerca de 130 páginas de materiais inéditos do falecido diretor de animação Isao Takahata foram descobertas em sua casa em junho e analisadas por Kano Seiji, professor da Universidade de Artes de Tóquio. Takahata, conhecido por dirigir clássicos do Studio Ghibli como O Túmulo dos Vagalumes e O Conto da Princesa Kaguya, e por séries como Heidi e Marco, faleceu em 2018.

O Tesouro de Roteiros Inéditos ?

Parte dos materiais encontrados data do início da carreira de Takahata, no começo dos anos 1960, período em que ele trabalhava na Toei Doga (atual Toei Animation). A descoberta reforça a característica do diretor de reinterpretar obras conhecidas, uma marca que esteve presente desde seu primeiro longa, Horus: O Príncipe do Sol (1968).

Entre os achados, foram revelados detalhes de dois roteiros inéditos e um rascunho:

  1. Oeyama: Baseado na lenda japonesa do oni Shuten-dôji (registro do século 14). Na versão de Takahata, a criatura não representaria o mal em sua essência, ganhando um forte lado cômico e mais humanidade.

  2. Moratta Hoseki (A Joia que Recebi): Baseado no conto Kai no Hi (O Fogo da Concha), do poeta Kenji Miyazawa. Takahata buscava uma abordagem mais otimista do que a original de 1934, com o protagonista (um coelho) reconhecendo seu erro e se unindo a outros animais para combater um antagonista.

  3. Rascunho de Kaguya: Um dos rascunhos seria de uma história anterior que serviu de base para O Conto da Princesa Kaguya (2013).

A Profundidade da Visão de Takahata

O professor Kano Seiji pontuou que, no período em que parte desse material foi escrito (início dos anos 1960), a animação era majoritariamente voltada para crianças, com uma mensagem simplória do bem superando o mal. Os materiais de Takahata mostram sua busca precoce por aprofundar essa questão, implementando mais nuances de humanidade em seus trabalhos – uma característica que definiria sua filmografia no Ghibli.

Embora o arquivo seja uma grande descoberta para a história da animação, não há, no momento, expectativa sobre o que será feito com o material, levantando a discussão sobre o respeito à obra de um diretor já falecido.


Com informações: NHK e JBOX

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
Brasília, DF
16°
Tempo limpo
Mín. 15° Máx. 25°
15° Sensação
2.24 km/h Vento
61% Umidade
0% (0mm) Chance chuva
06h39 Nascer do sol
17h50 Pôr do sol
Terça
26° 14°
Quarta
26° 15°
Quinta
26° 15°
Sexta
27° 16°
Sábado
26° 15°
Publicidade
Publicidade
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,17 +0,00%
Euro
R$ 5,90 +0,02%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 328,260,08 -0,50%
Ibovespa
173,205,34 pts -0.05%
Publicidade
Publicidade
Enquete
Nenhuma enquete cadastrada
Publicidade
Lenium - Criar site de notícias