
O cometa interestelar 3I/ATLAS, o terceiro objeto confirmado vindo de outro sistema estelar, foi o foco de uma coletiva de imprensa da NASA que revelou observações inéditas e desmentiu teorias de que seria uma espaçonave alienígena. A paralisação do governo dos EUA havia criado um vácuo de informações, alimentando especulações.

A NASA foi categórica ao afirmar que o 3I/ATLAS é um corpo natural, não havendo sinais de tecnologia ou engenharia extraterrestre. Amit Kshatriya, administrador associado da NASA, garantiu: “O 3I/ATLAS é um cometa”.
A agência também assegurou que o cometa não representa qualquer ameaça à Terra ou a outros corpos do Sistema Solar. A menor distância prevista entre o cometa e nosso planeta será de cerca de 270 milhões de quilômetros, em 19 de dezembro.

Devido à sua posição difícil de ser observada a partir da Terra, a NASA coordenou um esforço inédito em agosto, reunindo dados de mais de 20 missões e instrumentos espalhados pelo Sistema Solar.
Missões Chave: A sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), em órbita de Marte, e a MAVEN detectaram gás hidrogênio. O Telescópio Espacial Hubble observou uma coma em formato de pera e estimou o núcleo entre 427 metros e 5,6 quilômetros.
JWST: O Telescópio Espacial James Webb (JWST) capturou o objeto no infravermelho e identificou uma proporção elevada de dióxido de carbono em comparação com cometas do nosso Sistema Solar.

A velocidade de entrada do 3I/ATLAS sugere que ele viaja pelo espaço interestelar há eras, possivelmente originário de um sistema planetário extremamente antigo, anterior ao próprio Sol. Para os cientistas, o cometa representa uma janela única para analisar a composição e a evolução de sistemas estelares remotos.
Embora se comporte como um cometa típico, o 3I/ATLAS apresenta detalhes anômalos que indicam sua origem exótica:
Química: Proporção mais alta de dióxido de carbono em relação à água e quantidades elevadas de níquel em comparação ao ferro.
Poeira: O tamanho dos grãos de poeira é diferente do padrão, e o comportamento inicial da poeira foi incomum, movendo-se primeiro para o lado iluminado pelo Sol.

Com informações: NASA e Olhar Digital