
Antes da adoção do modelo de Renzulli, o atendimento a alunos com AH/SD no Brasil baseava-se quase que exclusivamente no quociente de Inteligência (QI). Renzulli mudou essa perspectiva ao definir a superdotação como a intersecção de três fatores:
Habilidades acima da média
Criatividade
Envolvimento com a tarefa
A professora da UnB, Renata Muniz, explica que essa visão ampliou o foco, antes restrito ao aspecto intelectual, para incluir o engajamento e a criatividade.
A implementação das ideias de Renzulli no DF tem raízes na parceria entre a SEEDF e a professora Denise de Souza Fleith (atual presidente do Conselho Mundial para Crianças Superdotadas e Talentosas). Fleith, que foi orientanda de Renzulli nos estados Unidos, trouxe o modelo para o Brasil em 1999, iniciando a adoção na secretaria de estado de Educação do DF (SEEDF) no início dos anos 2000.
Em seu discurso, Renzulli elogiou o protagonismo brasileiro:
"Gostaria de agradecer à minha ex-estudante, Denise Fleith, por ser uma líder internacional em educação e por fazer do Brasil um dos países mais ativos do mundo na oferta de serviços para estudantes talentosos.”
Formação Docente: As teorias de Renzulli são a base para os conteúdos dos cursos regulares da Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (EAPE) da SEEDF e dos cursos de formação oferecidos pela UnB para professores de todo o país, consolidando um trabalho de longa duração.
Com informações: Secretaria de Educação do DF