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Filantropia comunitária se consolida como peça central para adaptação climática no Sul Global

Filantropia comunitária se consolida como peça central para adaptação climática no Sul Global

Redação
Por: Redação
17/12/2025 às 07h00 Atualizada em 17/12/2025 às 10h00
Filantropia comunitária se consolida como peça central para adaptação climática no Sul Global
Foto: Reprodução

Manifesto lançado durante a COP30 pela Casa Sul Global destaca que as soluções climáticas mais eficazes já existem nos territórios, mas enfrentam insuficiência de recursos, defendendo uma nova arquitetura de financiamento baseada na justiça e na solidariedade.


O manifesto “Sul Global no Centro: por uma nova arquitetura de financiamento para Clima, Natureza e Pessoas”, lançado pela Casa Sul Global durante a COP30, destaca a filantropia comunitária e os fundos de justiça socioambiental como cruciais para a aceleração da adaptação climática nos países mais vulneráveis a eventos extremos. O documento, assinado por organizações do Sul Global, afirma que as respostas mais eficazes à crise já estão sendo desenvolvidas nos territórios, mas não recebem investimentos adequados para atuar em escala.

Pela primeira vez em documentos oficiais da COP30, houve referência direta às desigualdades raciais nos impactos climáticos e à necessidade de integrar a justiça ambiental às políticas de desenvolvimento, reaproximando o debate climático das populações que mais sentem os efeitos da crise.

Diretrizes para uma Nova Arquitetura de Financiamento

O manifesto propõe a construção de um modelo de financiamento mais legítimo, responsável, justo, diverso e solidário. Essa proposta baseia-se no reconhecimento de que a solução para a crise está nas tecnologias sociais e nos modelos de governança criados nas comunidades do Sul Global (Ásia, África e América Latina).

Os especialistas ressaltam que a agenda climática avança quando incorpora temas estruturais como desigualdade, racismo ambiental e distribuição de recursos.

  • Fundos Comunitários: O documento reforça que os fundos comunitários são ferramentas essenciais. Eles atuam de forma descentralizada, com menor burocracia e maior proximidade das realidades locais, o que permite que os recursos cheguem mais rapidamente e ampliem a autonomia de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e populações urbanas periféricas.

  • Legado Colonial: O manifesto defende que a nova arquitetura deve ser baseada em cinco princípios (legitimidade, responsabilidade compartilhada, justiça e reparação, diversidade e interseccionalidade e solidariedade) para enfrentar o legado colonial que concentra a maioria dos recursos internacionais destinados ao clima no Norte Global, reforçando assimetrias históricas.

Ao colocar o Sul Global no centro das decisões, o manifesto argumenta que é fundamental repensar a lógica de destinação dos recursos, fortalecendo estruturas filantrópicas territoriais para que o dinheiro chegue diretamente a quem enfrenta a crise todos os dias.


Com informações: Assessoria de Imprensa – Casa Sul Global

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