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Desemprego no DF atinge menor patamar em 13 anos

Taxa anual de desocupação caiu para 7,5% em 2025, o nível mais baixo desde o início da série histórica do IBGE em 2012, com recorde de 1,56 milhão de ocupados

Redação
Por: Redação Fonte: IBGE / Correio Braziliense / SECOM
20/02/2026 às 20h29
Desemprego no DF atinge menor patamar em 13 anos

O mercado de trabalho no Distrito Federal encerrou 2025 com resultados históricos, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua Trimestral, divulgada pelo IBGE nesta sexta-feira (20/2). A taxa anual de desocupação na capital federal fixou-se em 7,5%, o menor índice registrado desde que o levantamento foi iniciado, em 2012. O número consolida uma trajetória de recuperação e expansão econômica na região.

Ao final do quarto trimestre de 2025, a população ocupada no DF foi estimada em 1,56 milhão de pessoas. O nível de ocupação alcançou 63,3%, um crescimento de 2,0 pontos percentuais em relação a 2024. O cenário demonstra que a capital não apenas recuperou postos de trabalho perdidos em anos anteriores, mas superou o patamar de ocupação registrado há mais de uma década.

Perfil dos ocupados e força do setor público

A radiografia dos trabalhadores brasilienses mostra que a maioria absoluta está no setor privado, que concentra 800 mil empregados (51,4%). No entanto, um dos motores do crescimento no último ano foi o setor público, que emprega 338 mil pessoas (21,7%). Este contingente de servidores e empregados públicos registrou uma alta expressiva de 17,5% em comparação ao mesmo período de 2024, refletindo novas contratações e convocações.

Em terceiro lugar no ranking de ocupação aparecem os trabalhadores por conta própria, totalizando 264 mil pessoas (16,9%). O levantamento também detalha o trabalho doméstico, que soma 86 mil profissionais. Um dado positivo neste segmento foi o aumento de 23,1% no número de trabalhadores domésticos com carteira assinada em relação ao trimestre anterior, indicando um movimento de formalização em áreas tradicionalmente informais.

Formalidade no setor privado em ascensão

Dentro do setor privado, a qualidade do emprego também apresentou melhoras. Das 800 mil pessoas ocupadas, 614 mil trabalham com carteira assinada, o que representa 76,7% do total. Houve um incremento de 7,9% na formalização em relação ao quarto trimestre do ano anterior. Esse avanço é fundamental para a estabilidade econômica, pois garante acesso a direitos previdenciários e maior poder de consumo.

Por outro lado, o trabalho doméstico ainda enfrenta o desafio da precarização: 58,1% (50 mil pessoas) ainda atuam sem o registro formal. Apesar disso, a tendência de alta nas contratações com carteira no final do ano sugere que as políticas de fiscalização e conscientização podem estar surtindo efeito no mercado local.

DF tem a segunda menor taxa de informalidade do país

Um dos indicadores mais celebrados no relatório do IBGE foi a taxa de informalidade. No quarto trimestre de 2025, o DF registrou apenas 27,1% de trabalhadores informais (422 mil pessoas). Com esse desempenho, a capital federal isolou-se como a segunda unidade da Federação com menor informalidade no Brasil, perdendo apenas para Santa Catarina, que registrou 25,7%.

Este baixo índice de informalidade é um diferencial competitivo para o DF, indicando uma economia mais estruturada e com maior incidência de empregos de média e alta qualificação. A média nacional de informalidade costuma ser significativamente superior, o que coloca Brasília em uma posição de destaque na gestão de políticas de emprego e renda.

Análise do cenário econômico para 2026

Especialistas apontam que a combinação de menor desemprego e baixa informalidade cria um ambiente favorável para o crescimento do PIB local em 2026. A massa salarial em circulação tende a impulsionar o setor de serviços e o comércio, que são os principais pilares da economia brasiliense. A redução da desocupação para o nível histórico de 7,5% é vista como um "pleno emprego" técnico para os padrões da capital.

O desafio para o próximo ano será manter esses índices diante das flutuações da economia nacional e internacional. O IBGE continuará monitorando se essa tendência de queda na desocupação se manterá estável ou se haverá novos picos sazonais. Para o trabalhador, o momento é de maior oferta de vagas, especialmente em setores que exigem especialização técnica e administrativa.

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