
A comissão de seleção do Comitê Distrital da Diversidade Religiosa (CDDR) tornou público o resultado preliminar para a escolha dos representantes da sociedade civil que atuarão no biênio 2025/2027. O processo seletivo, regido pelo Edital de Chamamento Público nº 7, de agosto de 2025, visa garantir a pluralidade de vozes na formulação de políticas públicas voltadas ao respeito às crenças no Distrito Federal.
O CDDR é um colegiado fundamental na estrutura da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), operando sob a gestão da Subsecretaria de Direitos Humanos e Igualdade Racial (Subdhir). Sua missão principal é atuar como um órgão consultivo e propositivo para o enfrentamento da intolerância religiosa e a preservação da laicidade do Estado, garantindo que o DF seja um ambiente seguro para todas as convicções e fés.
Abaixo, os nomes selecionados em ordem de classificação, conforme o resultado preliminar divulgado pela comissão:
Fernando La Rocque Couto
Roberto Alves de Almeida
Márcia Torres Gargalhone
Sylvio Santos Sobrinho
Olímpio Ricardo Borges
Aisha Angele Leandro Diane
Luiz Antônio Alves do Carmo
Zulmira Inês Lourena Gomes da Costa
Marcelo Oliveira do Nascimento
Juliana Aparecida Custódio
Anísio Pereira Nogueira de Melo III
Rita de Cássia B. Oliveira
Para os candidatos que desejarem contestar a classificação ou a homologação, o edital prevê um prazo de cinco dias úteis para a interposição de recursos, contados a partir da publicação oficial no site da Sejus-DF. É importante ressaltar que os recursos não são feitos de forma online; eles devem ser apresentados presencialmente na sede da Subdhir.
O endereço para entrega é no SAAN, Trecho 1, Edifício da Secretaria da Criança, 3º andar, especificamente na sala da Coordenação de Políticas de Proteção e Promoção da Liberdade Religiosa (Correlig). Este cuidado com o rito processual garante a transparência e a lisura da seleção, permitindo que eventuais inconsistências documentais ou de pontuação sejam corrigidas antes da homologação final.
Instituído pelo Decreto Distrital nº 37.056, o comitê exerce um papel pedagógico e de vigilância. Em um cenário onde casos de intolerância muitas vezes passam subnotificados, o CDDR atua na ponte entre a comunidade religiosa e o Governo do Distrito Federal (GDF). Ele fomenta ações educativas em escolas, órgãos públicos e espaços comunitários, promovendo a cultura de paz e o diálogo inter-religioso.
A nova composição terá o desafio de lidar com as demandas de um Distrito Federal cada vez mais diverso e populoso. A defesa da liberdade de crença, prevista na Constituição Federal, ganha um reforço técnico com a renovação desses membros, que trazem diferentes perspectivas da sociedade civil para dentro da gestão pública, fortalecendo a democracia e o respeito mútuo.