
Com o ano letivo de 2026 em pleno vapor, o desafio de manter uma alimentação equilibrada volta ao cotidiano das famílias brasilienses. Especialistas da Secretaria de Saúde (SES-DF) alertam que a lancheira não é apenas uma refeição, mas uma oportunidade de aprendizado. A regra de ouro é clara: priorize alimentos in natura ou minimamente processados.
Segundo o Guia Alimentar para a População Brasileira, a diferença está no rótulo. A orientação é simples: se a lista de ingredientes tiver cinco ou mais itens, com nomes difíceis de pronunciar, o produto é ultraprocessado e deve ser evitado.
Para facilitar a rotina, a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) sugere combinar um alimento de cada um destes grupos para garantir energia e nutrientes:
Grupo 1 (Frutas e Vegetais): Maçã, banana, uva, cenoura baby ou tomatinhos.
Grupo 2 (Grãos e Fibras): Pães integrais, aveia, pipoca caseira ou sementes.
Grupo 3 (Proteínas): Iogurtes naturais, queijos, ovos cozidos ou frango desfiado.
Para a gerente de Nutrição da SES-DF, Carolina Gama, o segredo do sucesso é o envolvimento. "O envolvimento de crianças e adolescentes na hora de fazer a comida permite que a família inteira conheça as formas de preparo, além de garantir tempo de qualidade juntos", afirma. Quando a criança participa da escolha e do preparo, a aceitação dos alimentos saudáveis é muito maior.
Vale lembrar que, no Distrito Federal, a Lei nº 5.146/2013 regula o que pode ser vendido nas escolas. Cantinas são proibidas de ofertar produtos de baixo valor nutricional e devem seguir diretrizes de promoção à saúde. Além disso, o conteúdo pedagógico das escolas deve tratar de hábitos saudáveis, reforçando o que é praticado em casa.