
O Banco de Brasília (BRB) obteve uma vitória importante na Justiça para estancar os prejuízos causados por irregularidades em seu quadro societário. A vice-governadora Celina Leão (PP) confirmou nesta sexta-feira (27) que a instituição deve reaver cerca de R$ 400 milhões após o bloqueio e arresto de ações em posse de fundos e pessoas ligadas ao Banco Master e à Reag Investimentos.
"Ontem nós já conseguimos ter quase R$ 400 milhões reavidos com uma ação que o próprio BRB entrou. Foi bloqueado no TJ esse recurso que estava no Bradesco", declarou Celina, enfatizando que o banco estatal foi vítima de uma operação fraudulenta de âmbito nacional.
A decisão da 13ª Vara Cível do Distrito Federal atinge diretamente as participações de nomes centrais do grupo investigado. O bloqueio imediato das ações e a determinação de ressarcimento alcançam, entre outros:
Daniel Bueno Vorcaro (Dono do Banco Master);
João Carlos Mansur (Fundador da Reag);
Fundos de Investimento: Deneb, Borneo, Siracusa, Delta, Bandeirante e Asterope;
Empresas: Blue Solutions Asset e Casamata Administração.
Segundo as investigações, o grupo teria se tornado dono de 25% do capital do BRB de forma ilegal, utilizando "laranjas" para adquirir as ações e ingressar no conselho da instituição sem o devido processo de transparência.
Além da via judicial, o Governo do Distrito Federal (GDF) atua na frente legislativa para garantir a saúde financeira do banco. Nesta semana, foi enviado à Câmara Legislativa (CLDF) um projeto de lei que autoriza um empréstimo de até R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Como garantia para a operação, o GDF disponibilizou nove imóveis de seu patrimônio.
"O BRB vai entrar com outras ações para bloquear o patrimônio do liquidante para que não venha a ter nenhum prejuízo nessa fraude", concluiu a vice-governadora.