
A manhã deste domingo, 1º de março de 2026, foi marcada por protestos em diversas capitais brasileiras. Em Brasília, o ato convocado pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reuniu apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro em frente ao Museu Nacional da República. No entanto, o cenário foi de esvaziamento em comparação a mobilizações anteriores: apenas algumas centenas de pessoas compareceram, frustrando a expectativa de uma ocupação massiva da Esplanada dos Ministérios.
As principais pautas do grupo incluíam críticas contundentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pedidos de impeachment direcionados aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Além disso, o movimento defendeu a derrubada do veto presidencial ao "PL da Dosimetria", que visa reduzir as penas dos condenados pelos atos de 8 de janeiro.
Presente no trio elétrico, o senador Eduardo Girão (Novo-CE) minimizou o baixo quórum. Segundo o parlamentar, a adesão tímida na capital federal deveu-se a uma "convocação de última hora", mas ressaltou que a presença de manifestantes, mesmo em menor número, demonstra que a oposição "não saiu das ruas apesar das intimidações".
Enquanto o ato ocorria, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro trazia a público uma carta manuscrita de Jair Bolsonaro. No texto, o ex-presidente fez um apelo emocional pela união da direita, pedindo o fim do "fogo amigo" e ataques internos direcionados à sua esposa e aliados próximos. Esse movimento de bastidor reflete a tentativa da cúpula do PL de estancar rachas internos que podem estar impactando o poder de mobilização do grupo.
Diferente de episódios conturbados do passado, a manifestação deste domingo transcorreu de forma pacífica. A Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal monitorou o evento com um contingente reforçado, mas não houve registro de incidentes ou confrontos.
O baixo público em Brasília contrasta com as expectativas geradas nas redes sociais durante a semana. Analistas políticos sugerem que a fragmentação da oposição e o foco em questões técnicas judiciais, como a dosimetria de penas, podem não ter o mesmo apelo popular que as pautas ideológicas mais amplas do passado.
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