
A rede pública de ensino do Distrito Federal deu um passo decisivo na consolidação de um ambiente escolar mais seguro e consciente. Nesta sexta-feira (27), a Secretaria de Educação (SEEDF), em parceria com o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT), realizou o primeiro encontro de 2026 do programa Na Moral. O evento, sediado no SESI Lab, reuniu 102 gestores para alinhar as estratégias que levarão valores como honestidade, responsabilidade e cidadania para dentro das salas de aula.
O programa não é apenas uma diretriz teórica; ele nasceu de uma necessidade prática de combater a cultura da violência e da corrupção desde a base. Através de uma metodologia gamificada e atividades dinâmicas, o Na Moral transforma conceitos abstratos de integridade em vivências reais para os estudantes, permitindo que eles desenvolvam habilidades socioemocionais essenciais para a convivência em sociedade.
A abertura do evento contou com a presença da secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, e da promotora de Justiça, Luciana Asper. Durante os discursos, ficou claro que a estratégia para 2026 vai além da repressão: o foco é a prevenção. Para a secretária, a escola é o local onde se "transformam vidas" e onde o jovem deve aprender a lidar com frustrações sem recorrer à agressividade.
A promotora Luciana Asper, com mais de três décadas de atuação no Ministério Público, destacou que a união entre justiça e educação é o caminho para gerar esperança e segurança real. "Quando essas duas instituições caminham juntas, a estrutura da sociedade muda", afirmou. O programa atua como um braço da Assessoria Especial de Cultura de Paz, focando em ambientes acolhedores que reduzam os índices de conflitos escolares.
Para os diretores que estão na linha de frente, como Klelie Ligianne do Nascimento, do CEF 14 de Ceilândia, o programa chega em um momento crucial. Atendendo cerca de 700 alunos entre 11 e 15 anos, a unidade vê no Na Moral uma oportunidade de oferecer repertório ético para adolescentes em fase de formação de caráter.
O que o programa oferece às escolas:
Engajamento Juvenil: Atividades que falam a língua dos jovens, utilizando a gamificação.
Formação Docente: Suporte aos gestores e professores para mediação de conflitos.
Fortalecimento Comunitário: Projetos que envolvem as famílias e promovem a integridade para além dos muros da escola.
Com a meta de expandir o alcance em 2026, o Na Moral reafirma que a educação pública do DF não busca apenas o desempenho acadêmico, mas a formação de cidadãos íntegros que saibam o valor da honestidade no cotidiano.
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