
O Distrito Federal registrou um aumento alarmante na violência contra a mulher no último ano. Segundo o 2º Anuário de Segurança Pública do DF, apresentado nesta terça-feira (24 de março de 2026), o número de feminicídios saltou de 22 vítimas em 2024 para 28 em 2025 — um crescimento de 27%.
O levantamento da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) destaca que o crime tem CEP preferencial: apenas nove regiões administrativas (RAs) concentraram 68% dos casos. Planaltina aparece no topo da lista, com três mulheres assassinadas por questões de gênero no período.
Um dos dados mais preocupantes do anuário refere-se ao histórico de violência. Ao analisar os últimos 10 anos (256 vítimas), a estatística revela que a rede de proteção muitas vezes não chega a tempo porque o conflito não é judicializado:
69,5% das vítimas não tinham registro de ocorrência anterior contra o autor.
26,3% já haviam solicitado medidas protetivas em algum momento.
12,3% possuíam medidas protetivas em vigor no momento do crime.
"Nossa meta continua sendo zero casos", afirmou o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, ressaltando que a concentração dos crimes em áreas específicas guiará as novas estratégias de policiamento e acolhimento.
O anuário também trouxe um panorama de outros Crimes Violentos Intencionais (CVLI) no DF em 2025:
Homicídios: Aumento de 5% (221 vítimas).
Latrocínios (roubo seguido de morte): Alta de 50%, subindo de 8 para 12 casos.
Taxa de Homicídios: Apesar da subida, o DF mantém a 3ª menor taxa do país (7,4 por 100 mil habitantes).
Como medida de contenção, a SSP-DF informou que intensificou a fiscalização e restrição de horários em distribuidoras de bebidas durante a madrugada, visando reduzir conflitos interpessoais que degeneram em violência letal.
| Região Administrativa | Nº de Casos |
| Planaltina | 3 |
| Itapoã / N. Bandeirante / Recanto das Emas | 2 (cada) |
| Samambaia / São Sebastião / Estrutural | 2 (cada) |
| Sol Nascente e Pôr do Sol / Taguatinga | 2 (cada) |
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