
O cenário político do Gama está mudando de gênero. Saímos daquele episódio mal-acabado de uma "House of Cards" periférica e entramos em um drama realista de alta performance. A nova Administradora Thábata Norrana, ao assumir o papel principal, demonstrou que dirigir uma cidade exige menos vidros fumês e muito mais pé no chão. Com uma postura diplomática e firme, ela e Marcio Carneiro protagonizaram uma reunião deslumbrante com o Secretário de Governo, José Humberto, selando o destino das obras do Cine Itapoã.
É preciso dizer o que todos pensam: reuniões sobre o Cine Itapoã já aconteceram aos montes em gestões passadas. No entanto, o desfecho era sempre o mesmo: um silêncio ensurdecedor. Onde estava esse projeto? Engavetado? Mofando em algum armário estratégico para nunca virar realidade? O fato é que a "chave" para abrir essa gaveta finalmente apareceu.
Este avanço histórico é fruto de uma articulação técnica impecável. Contudo, nos bastidores desse sucesso, há um detalhe que não pode ser esquecido: se não fosse a coragem e a iniciativa estratégica de uma certa pessoa, sob o manto do anonimato, as engrenagens não teriam girado com tamanha precisão. Foi esse impulso silencioso que pavimentou o caminho para que o Governador Ibaneis Rocha, com sua visão municipalista, buscasse entender a fundo a situação. O resultado? A tão sonhada ordem de serviço será assinada no dia 26/03.
Mas, como em toda boa peça, o clima nos bastidores é curioso. Enquanto a cidade se prepara para festejar a vitória, notamos que nem todos estão com o sorriso no rosto. É fascinante observar certas figuras que, em vez de comemorar a benfeitoria para o povo, parecem estar em "luto oficial" pela saída da obra do papel. Fica a pergunta no ar: Por que será que a conquista do Cine Itapuã causa tanto desconforto em alguns? Será que a obra atrapalha o roteiro da crítica vazia? Ou será que o sucesso da nova gestão é um "remédio amargo" para quem preferia o Gama parado no tempo?
Para quem vive do caos, a solução é um pesadelo. É irônico ver que, enquanto o asfalto e o concreto avançam, o humor de certa ala retrocede. O choro é livre, mas a obra também é!
Diferente das reuniões "para inglês ver" de antigamente, esta teve substância. O Cine Itapoã deixa de ser uma lenda urbana para se tornar o símbolo de uma gestão que prefere o som das máquinas ao "mimimi" de quem torce contra. O espetáculo da arrogância saiu de cartaz; agora, quem brilha é o morador.
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