
A lona da memória e da alegria se arma nas salas de aula e pátios da rede pública de ensino. Até o dia 26 de maio, as escolas do Gama recebem o projeto “Herdeiras do Mestre, As Donas do Circo!”, uma iniciativa liderada pelas filhas e esposa do saudoso Mestre Zezito. O projeto, comandado pela Cia. Circo Boneco e Riso, une espetáculos artísticos a oficinas de confecção de brinquedos populares, reforçando o papel do picadeiro como ferramenta de inclusão social e formação de novas plateias.
A circulação é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB-DF) e integra as ações da Política Nacional de Cultura Viva. Fruto de uma parceria entre o Instituto Voar Cultural, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa do DF e o Ministério da Cultura, a ação foca em aproximar a arte de comunidades que historicamente possuem menor acesso a programações culturais.
Após passar pelas Escolas Classe 9 e 28, a caravana cultural se prepara para desembarcar nas Escolas Classe 15 e 29 nesta quarta-feira (20/5). Com um elenco exclusivamente feminino, a montagem joga luz sobre o papel das mulheres na manutenção e renovação do circo tradicional. “O projeto busca estimular o interesse pelas artes circenses, fortalecer vínculos comunitários e ampliar o repertório cultural dos participantes”, explica Mariana Fernandes, coordenadora-geral e produtora cultural do projeto.
Um dos grandes diferenciais do espetáculo é o seu caráter inclusivo, contando com a participação direta de artistas com deficiência (PCD). A narrativa resgata mais de 40 anos de trajetória do grupo e aborda temas como reinvenção e permanência da arte popular, gerando também postos de trabalho e movimentando a economia criativa local no campo circense.
A Cia. Circo Boneco e Riso foi fundada em 1968, em Juazeiro do Norte (CE), por José André dos Santos, o Mestre Zezito. Em 1991, o artista transferiu-se para o Distrito Federal e, ao lado da companheira Rosineide Amorim, deu vida ao inesquecível palhaço Pilombeta. Zezito encantou gerações com números de trapézio, perna-de-pau e teatro de mamulengos, sempre priorizando o ensino de jovens da periferia.
Após o falecimento do mestre, em maio de 2006, sua esposa Rosineide e as filhas Rita de Cássia, Maria e Isabel assumiram o comando da companhia. Hoje, as quatro mantêm viva a essência do circo de lona brasileiro por meio de esquetes tradicionais, ventriloquia, mágicas e malabarismo. A influência do grupo na cultura do DF é tão expressiva que a principal vitrine da arte circense de Brasília hoje carrega o seu nome: a Mostra Zezito de Circo.
20 de maio (Quarta-feira) – Oficinas de Brinquedos Populares
Escola Classe 15: 8h às 10h e 16h às 18h
Escola Classe 29: 10h às 12h e 13h30 às 15h30
22 de maio (Sexta-feira) – Apresentação do Espetáculo
Escola Classe 15: 9h e 16h
Escola Classe 29: 11h e 13h30
26 de maio (Terça-feira) – Oficina e Espetáculo
Escola Classe 07: Oficinas às 8h e 14h30; Espetáculos às 11h e 13h30
Mestre Zezito / Circo Boneco e Riso / Gama / Cultura DF / Aldir Blanc / Inclusão