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Comissão do Esporte da Câmara aprova proibição de propaganda de serviços sexuais em estádios

Comissão do Esporte da Câmara aprova proibição de propaganda de serviços sexuais em estádios

Redação
Por: Redação
05/05/2025 às 11h00 Atualizada em 05/05/2025 às 14h00
Comissão do Esporte da Câmara aprova proibição de propaganda de serviços sexuais em estádios
Foto: Reprodução

Proibição abrange publicidade nos uniformes dos jogadores; a Câmara dos Deputados continua analisando proposta

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 3660/24, que proíbe a veiculação em estádios, arenas e ginásios desportivos de propagandas relacionadas a serviços sexuais, acompanhantes ou prostituição. O texto é de autoria do deputado Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ).
“Espaço não pode ser espaço para a exploração sexual”, justificou Henrique Vieira.
O tema foi debatido nacionalmente depois que a empresa de “agenciamento” de acompanhantes Fatal Models patrocinou campeonatos de futebol em todo o país e até um clube tradicional, o Vitória. Após ajuste no texto, o relator, deputado Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF), recomendou a aprovação da proposta. “Não se pode transigir com o uso do esporte para finalidades que constituem potenciais violações de direitos humanos”, disse ele. “Esse tipo de publicidade em jogos e competições contrasta com a preocupação do Estado brasileiro no combate à exploração sexual de crianças e adolescentes”, argumentou Henrique Vieira.
Telões e uniformes de futebol
O texto em análise na Câmara dos Deputados abrange mídias estáticas, digitais ou de qualquer espécie que sirvam para exibir conteúdos, sejam telões, painéis ou displays. Proíbe, ainda, o uso de logomarcas em uniformes esportivos. Por sugestão do relator, a autoridade responsável pelo esporte é quem deverá organizar os registros de denúncias e reclamações e encaminhar o material para apuração. A versão original atribuía essa competência à ouvidoria do Ministério do Esporte. Os eventuais infratores estarão sujeitos à suspensão das atividades desportivas e a multas calculadas conforme condição econômico-financeira. O total arrecadado será destinado ao Fundo Nacional para Criança e Adolescente (FNCA).
Próximos passos
O projeto tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para virar lei, terá de ser aprovado pela Câmara e pelo Senado.
Agência Câmara de Notícias
Fonte: ICL Notícias
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