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OMS: Risco de propagação do vírus Nipah é baixo; viagens à Índia não sofrem restrições

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Surto em Bengala Ocidental atingiu dois profissionais de saúde em janeiro de 2026; autoridades indianas colocaram 110 pessoas em quarentena, mas nenhum contato testou positivo até agora

A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu uma nota oficial na última sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, afirmando que o risco de uma nova pandemia causada pelo vírus Nipah é baixo. A decisão de não recomendar restrições de viagens ou comércio à Índia baseia-se na rápida resposta das autoridades locais e na dificuldade de transmissão do vírus entre humanos quando comparado a patógenos como o da Covid-19.

O surto foi identificado no distrito de North 24 Parganas, em Bengala Ocidental. Dois enfermeiros (um homem e uma mulher, ambos de 25 anos) foram infectados enquanto trabalhavam em um hospital privado.

O Vírus e Seus Sintomas

O Nipah é uma zoonose (doença transmitida de animais para humanos) de alta gravidade, afetando principalmente o sistema respiratório e o sistema nervoso.

  • Hospedeiro: Morcegos-frugívoros (espécie Pteropus).

  • Transmissão: Contato direto com animais infectados, consumo de alimentos contaminados (como seiva de palmeira ou frutas com saliva/urina de morcego) e contato próximo com pessoas doentes.

  • Sintomas: Começa como uma gripe (febre, dor de cabeça, dor muscular), mas pode evoluir rapidamente para encefalite (inflamação do cérebro), causando confusão mental, convulsões e coma em 24 a 48 horas.

Por que o risco no Brasil é baixo?

Para os nossos leitores no Distrito Federal e em todo o país, o Ministério da Saúde reforça que não há motivo para pânico:

  1. Hospedeiro inexistente: O morcego que transmite o vírus não existe no continente americano.

  2. Vigilância Ativa: O Brasil mantém protocolos de vigilância em portos e aeroportos para identificar casos importados, embora a chance seja mínima.

  3. Transmissão Limitada: Ao contrário dos vírus respiratórios comuns, o Nipah exige um contato muito próximo e direto com fluidos corporais para ser transmitido.

Tratamento e Prevenção

Atualmente, não existe vacina nem medicamento específico para o Nipah. O tratamento é apenas de suporte, focando no controle das complicações neurológicas e respiratórias graves. A melhor prevenção para quem viaja a áreas de risco é evitar o contato com morcegos e porcos, além de não consumir frutas caídas no chão ou sucos de palmeira crus.


Com informações: OMS / Agência Brasil / Ministério da Saúde / ICL Notícias

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