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O mercado de trabalho brasileiro vive um momento de “queda de braço” entre patrões e empregados. Segundo dados do Ministério do Trabalho, o salário de quem acabou de ser contratado cresceu 2,5% acima da inflação no último ano. A explicação de economistas é direta: há mais vagas do que trabalhadores dispostos a aceitá-las pelas condições antigas.
A valorização não aconteceu nos escritórios de luxo, mas no “chão de loja” e nos canteiros de obras. As empresas desses setores precisaram abrir o bolso para não perder mão de obra para a informalidade.
| Setor | Salário Médio de Admissão | Aumento Real (acima da inflação) |
| Hipermercados | R$ 1.932 | + 5,8% |
| Bares e Restaurantes | R$ 1.880 | + 4,4% |
| Construção Civil | R$ 2.340 | + 1,0% |
Três fatores principais explicam esse fenômeno que os economistas chamam de “mercado aquecido”:
Concorrência com Aplicativos: Jovens trabalhadores agora comparam o salário fixo com o que podem ganhar fazendo entregas ou transporte por app. Para atrair esse público, a carteira assinada precisa oferecer mais do que o mínimo.
Valorização do Mínimo: A política do governo Lula de reajustar o salário mínimo acima da inflação empurra toda a base salarial para cima.
Fator Geracional: Jovens estão mais escolarizados e resistem a trabalhos que exijam esforço físico pesado ou jornadas rígidas, forçando empresas a oferecer melhores benefícios e salários.
A sondagem do FGV Ibre mostra que 62,3% das empresas relatam dificuldade para contratar. No Distrito Federal, onde o setor de serviços e o comércio são motores da economia, essa realidade é visível. Para reter talentos, 36,2% das companhias aumentaram a concessão de benefícios (como planos de saúde e vales reforçados) além do reajuste salarial.
“Se há escassez de mão de obra, a única forma de reter trabalhadores é elevar salários e flexibilizar jornadas”, afirma o economista Bruno Imaizumi.
Com informações: Folha de S.Paulo / Caged / FGV Ibre / DCM
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