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Distrito Federal

Prosus ajuíza ação para regularizar acesso à endoscopia no SUS do DF

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Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde move ação civil pública para reduzir fila de mais de 19 mil pacientes que aguardam endoscopia digestiva alta no Distrito Federal. Exame essencial para diagnóstico precoce de doenças digestivas está com espera de até três anos em hospitais como o HRT

A 4ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) ajuizou, nesta terça-feira (26/08), uma ação civil pública para obrigar o Distrito Federal a regularizar o acesso ao exame de endoscopia digestiva alta na rede pública de saúde. O procedimento, essencial para o diagnóstico e tratamento de doenças como gastrite, úlceras, esofagite e câncer digestivo, enfrenta uma fila de mais de 19 mil pacientes, segundo dados de maio de 2025.

A ação foi motivada pelo agravamento da demanda reprimida, apesar de um plano de ação da Secretaria de Saúde (SES) ter sido elaborado já em 2023. Em vez de melhorar, a situação piorou: a espera por exames aumentou, com casos registrados de até três anos de espera, especialmente no Hospital Regional de Taguatinga (HRT).

Medidas urgentes exigidas pela Promotoria

A ação pede que o Judiciário determine ao Distrito Federal, em caráter de urgência:

  • Qualificação da demanda reprimida, com informe detalhado por classificação de risco (vermelho, amarelo, verde e azul);
  • Estudo técnico sobre a capacidade instalada nos seis hospitais que realizam o exame;
  • Elaboração de um novo plano de ação em 60 dias, com metas claras e indicadores de desempenho;
  • Execução do plano em até 180 dias, com prioridade para casos de urgência e emergência;
  • Oferta de exames superior à nova demanda, para garantir realização do procedimento em até 100 dias.

Problemas estruturais identificados

Durante fiscalizações realizadas pela Prosus em hospitais públicos, foram constatados problemas crônicos que comprometem a oferta do serviço:

  • Déficit de técnicos em enfermagem;
  • Falta de endoscópios e equipamentos obsoletos;
  • Falhas na manutenção de máquinas reprocessadoras, responsáveis pela limpeza e esterilização dos aparelhos;
  • Instalações físicas inadequadas em algumas unidades;
  • Alto índice de ausência de pacientes, devido a falhas na comunicação e no agendamento.

Risco à saúde e aumento de custos

O atraso no acesso à endoscopia pode levar a diagnósticos tardios, com agravamento de doenças e necessidade de tratamentos mais complexos e onerosos, como cirurgias, quimioterapia ou internações prolongadas.

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“A demora no diagnóstico não só compromete a saúde do paciente, mas também sobrecarrega o sistema com custos evitáveis”, alerta a Promotoria.

Um direito à saúde em risco

A endoscopia digestiva alta é um exame de alta complexidade, mas fundamental para a prevenção e detecção precoce de doenças graves. Sua demora afeta diretamente o direito constitucional à saúde, especialmente de pacientes em situação de vulnerabilidade.

A ação da Prosus busca não apenas uma solução emergencial, mas a reorganização estrutural do serviço, com transparência, planejamento e responsabilidade.


Com informações: MPDFT

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1 comentário

1 comentário

  1. zoritoler imol

    13/09/2025 em 05:22

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Distrito Federal

Verão em Brasília: Funn anuncia agenda com gigantes do pagode e festa de Carnaval

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Programação de fevereiro traz os maiores nomes do samba romântico ao Parque da Cidade e o agito carioca do bloco “Fica Comigo” para o clima de pré-carnaval na capital.


Brasília vai ferver em fevereiro de 2026. A Funn, conhecida por realizar os eventos mais badalados do Distrito Federal, lançou sua programação oficial de verão focada em “encontros afetivos” e experiências sensoriais. A agenda mistura a nostalgia do pagode dos anos 90 com a energia do Carnaval de rua carioca, prometendo transformar o Parque da Cidade e o Clube AABB nos principais pontos de encontro da estação.

1. Festival Me Leva: O Épico do Pagode

O primeiro grande destaque acontece logo no início do mês. O Festival Me Leva reunirá quatro pilares do pagode romântico em um único palco, no coração de Brasília.

  • Quando: 7 de fevereiro, a partir das 17h.

  • Onde: Estacionamento 2 do Parque da Cidade.

  • Atrações: Belo, Péricles, Pixote e Jeito Moleque.

  • Vibe: Nostalgia, romance e coro coletivo. Ideal para quem quer reviver os grandes sucessos que marcaram gerações.

2. Fica Comigo: Pré-Carnaval Retrô

Diretamente do Rio de Janeiro, o famoso bloco/festa Fica Comigo desembarca em Brasília com o tema “Feliz Carnaval, Meu Amor”. O projeto é conhecido por suas decorações temáticas e repertório focado em pagode retrô com arranjos de bloco de Carnaval.

  • Quando: 14 de fevereiro, a partir das 18h30.

  • Onde: Clube AABB (Setor de Clubes Sul).

  • Vibe: Energia de Carnaval, paquera e liberdade. Uma experiência premium para quem busca o clima da folia carioca sem sair do Cerrado.


3. Funn Summer: O Novo Conceito de Club

Além dos festivais, a produtora anunciou o Funn Summer. Inspirado nos beach clubs europeus e de Santa Catarina, o projeto terá uma linguagem jovem e sofisticada, focada em experiências sensoriais e ambientações exclusivas.

“Queremos criar experiências que fiquem na memória das pessoas e que façam sentido com a forma como Brasília vive essa estação”, afirma Hugo Andrade, sócio da Funn.


Serviço Completo

Evento Data Local Principais Atrações
Festival Me Leva 07/02 Parque da Cidade (Est. 2) Belo, Péricles, Pixote e Jeito Moleque
Fica Comigo 14/02 Clube AABB Bloco Fica Comigo e convidados
Funn Summer Em breve A definir Experiências de Club / Beach Club

Ingressos: Já estão disponíveis para venda em plataformas digitais (Ingresse). Recomenda-se a compra antecipada, pois os lotes costumam virar rapidamente devido à alta demanda.


Com informações: Funn Entretenimento / Hugo Andrade.

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Comportamento

TJDFT abre Semana de Saúde Mental com foco nos impactos da Inteligência Artificial

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Evento discute a “felicidade desesperada” e os desafios cerebrais na era digital; magistrados reforçam que cuidado com a mente é pilar para uma justiça mais humana e eficiente.


O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) deu início, na última quarta-feira (28 de janeiro de 2026), à sua Semana de Saúde Mental. Realizado no espaço Flamboyant, o evento reuniu a cúpula do Tribunal e servidores para discutir um tema extremamente atual: como preservar o equilíbrio emocional em um mundo cada vez mais mediado pela tecnologia.

A palestra de abertura, conduzida pela psicóloga Regina Lúcia Nogueira (Nupsi), trouxe o provocativo título “A Felicidade, Desesperadamente: Saúde Mental e Saúde Cerebral em tempos de IA Generativa”. A discussão cruzou fronteiras entre a filosofia, a neurociência e a psicologia para entender como o cérebro humano está reagindo ao uso intenso de ferramentas de Inteligência Artificial.

Saúde Mental não é fraqueza, é maturidade

Durante a cerimônia, o 1º Vice-Presidente do TJDFT, Desembargador Roberval Belinati, enfatizou que o Tribunal encara o bem-estar de sua força de trabalho como uma prioridade estratégica, e não apenas simbólica.

“Falar sobre saúde mental não é fraqueza, é maturidade, responsabilidade e compromisso com o trabalho e com a instituição”, afirmou Belinati.

O Desembargador Alfeu Machado, do Comitê de Saúde, comparou o adoecimento mental a uma “enchente silenciosa” que avança sem ser percebida, reforçando a necessidade de políticas preventivas constantes diante do excesso de informação e das pressões do Judiciário.


Os Desafios do Pós-Pandemia e da Tecnologia

O Secretário de Saúde do Tribunal, Tomaz de Aquino, apresentou um diagnóstico preocupante, mas realista: o cenário pós-pandemia deixou sequelas de ansiedade e cansaço psíquico que foram agravadas pela rapidez das transformações tecnológicas.

  • Foco na Prevenção: As ações da Secretaria de Saúde buscam identificar precocemente sinais de Burnout e transtornos de ansiedade.

  • Janeiro Branco 2026: A semana está alinhada à campanha nacional, que este ano propõe o tema da pausa: “respirar, pensar e repensar” a relação com o tempo.

  • Equilíbrio com a IA: A palestra principal alertou que, embora a IA traga ganhos de produtividade, ela exige um esforço cerebral diferente, que pode levar à exaustão se não houver limites claros entre o humano e o automatizado.

Programação e Cultura Organizacional

A iniciativa busca consolidar uma cultura onde o magistrado e o servidor sintam-se seguros para buscar apoio. O evento contou ainda com a participação da Assejus, reforçando que a saúde mental é uma pauta comum entre a administração e os colaboradores.

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Com informações:  TJDFT

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Distrito Federal

MPDFT promove I Encontro de Rede das Instituições Parceiras do Sistema Prisional

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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), por meio do Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri) e da Coordenadoria Executiva de Medidas Alternativas (Cema), realizou nesta quinta-feira, 29 de janeiro de 2026, o I Encontro de Rede das Instituições Parceiras do Sistema Prisional do Distrito Federal.


O evento ocorreu na sede do MPDFT, em Brasília, e teve como foco principal o fortalecimento da articulação entre o Poder Público e a sociedade civil para aprimorar as políticas de reintegração social e garantir os direitos fundamentais das pessoas privadas de liberdade e egressas do sistema.

Objetivos e Estratégias do Encontro

Para as promotoras Raquel Tiveron (Nupri) e Thaise Dezen (Cema), o encontro marca um passo decisivo para transformar garantias legais em práticas concretas. Os principais pontos discutidos foram:

  • Articulação em Rede: Promoção de um diálogo permanente para enfrentar os desafios da execução penal de forma integrada.

  • Padronização de Fluxos: Alinhamento técnico sobre a execução de projetos financiados por medidas alternativas, buscando mais celeridade e transparência.

  • Escuta Qualificada: Espaço para que as entidades parceiras compartilhassem experiências diretas no apoio psicossocial e na reintegração.


Instituições Participantes

O encontro reuniu um mosaico diverso de organizações que atuam na ponta do sistema prisional e no suporte aos egressos:

  • Sociedade Civil: Instituto Recomeçar, Associação AME (Mulheres Esquecidas) e Associação Edificar.

  • Educação: Centro Educacional nº 01 de Brasília (responsável pelo ensino no sistema prisional).

  • Controle Social: Conselho da Comunidade de Execução Penal.

  • Religiosas: Assembleia de Deus de Sobradinho.

Projetos de Reintegração no DF

Durante o evento, o MPDFT reforçou a importância de projetos voltados à humanização e à transformação de vidas, como a recente revitalização de núcleos de ensino e a destinação de recursos (muitas vezes oriundos de multas e acordos como o TAC) para melhorias estruturais e capacitação profissional dentro das unidades, como a Penitenciária Feminina do DF.


Com informações:  MPDFT

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