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Um ano da tragédia no RS: veja balanço de ações do governo federal para reconstruir o estado

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Enchentes históricas destruíram diversas cidades do Rio Grande do Sul e causaram 184 mortes

Há um ano, as fortes chuvas que devastaram diversos municípios no Rio Grande do Sul exigiram uma resposta emergencial do Governo Federal. O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) teve papel fundamental na promoção da assistência social, segurança alimentar e de medidas relacionadas ao Bolsa Família para dar apoio às famílias vulneráveis.

A Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS) atuou na organização da rede de acolhimento e suporte à população afetada, com coordenação de repasses financeiros, estruturação de alojamentos provisórios e mobilização de  equipes especializadas da Força de Proteção do Sistema Único de Assistência Social no âmbito do Rio Grande do Sul (FORSUAS -RS) para garantir a proteção social aos atingidos pelo desastre.

Ao longo dos meses críticos, a SNAS instalou gabinete de crise permanente no MDS e no estado do Rio Grande do Sul. Além disso, foram aprovados R$ 101 milhões em crédito extraordinário para o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), dos quais aproximadamente R$ 36 milhões foram aplicados na estruturação e manutenção de 1.089 alojamentos provisórios em 101 municípios. Ainda foram antecipados R$ 18,6 milhões em cofinanciamento federal para fortalecer os serviços de Proteção Social Básica e Especial.

FORSUAS/RS

Foi nesse cenário de emergências que nasceu a FORSUAS/RS, instituída pela Portaria MDS nº 991, de 28 de maio de 2024, para dar suporte imediato e coordenar ações em emergência da assistência social, com cooperação entre os entes federados. Por meio da FORSUAS/RS, foi realizada a mobilização e coordenação de recursos materiais, humanos e logísticos para enfrentar a situação de emergência no território gaúcho.

A FORSUAS/RS contou com a atuação de mais de 180 profissionais de diversos estados e do Governo Federal ao longo da emergência, com 52 especialistas ainda em campo. As equipes atuaram diretamente em ações de cadastramento de famílias, apoio técnico a municípios e gestão de recursos.

No decorrer de todo o ano, a SNAS também  realizou visitas técnicas a mais de 20 municípios para avaliar danos em unidades da rede socioassistencial e viabilizar a recuperação da infraestrutura. Além disso, promoveu capacitações para equipes de assistência social.

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Mais de 400 profissionais receberam formação em coordenação e gestão de alojamentos provisórios em Porto Alegre, Cruzeiro de Sul, São Leopoldo, Novo Hamburgo, Segredo, Montenegro, Pelotas, Rio Grande e Quarta Colônia. A SNAS segue mobilizada para apoiar a recuperação social do Rio Grande do Sul.

Segurança alimentar

O MDS também atuou fortemente na promoção da segurança alimentar com a destinação de R$ 55,6 milhões em crédito extraordinário ao Rio Grande do Sul. Os recursos foram mobilizados para a aquisição e distribuição de alimentos, além de apoio à produção e oferta de refeições de cozinhas solidárias e emergenciais.

Pela Ação de Distribuição de Alimentos, houve aquisição de mais de 155 mil cestas. Já pelo Programa de Aquisição de Alimentos foram 2,4 mil toneladas de alimentos. Além disso, foram ofertadas 1,8 milhões de refeições em 33 cozinhas solidárias emergenciais durante seis meses.

Bolsa Família

A partir de maio de 2024, houve a quebra de escalonamento do programa Bolsa Família, ou seja, a disponibilização dos benefícios a partir do primeiro dia do calendário de pagamentos, permitindo que a transferência monetária e o saque ocorressem independentemente do número do último dígito do NIS. Em abril destea no, o pagamento foi unificado para o Bolsa Família e Auxílio Gás para todos os 497 municípios do RS. O investimento foi de mais de R$ 423 milhões.

Além disso, devido aos eventos extremos, muitas famílias foram desalojadas de suas casas, perdendo bens materiais e a documentação. A fim de assegurar acesso efetivo ao benefício, o MDS articulou, junto ao agente operador do programa, a Caixa Econômica Federal, soluções distintas, como a ampliação do cadastramento biométrico, realizado em regime de mutirão, visando a garantir o recebimento dos recursos para as famílias que tenham perdido sua documentação. Também houve a adoção da modalidade do cartão pré-impresso, sem o nome do titular, mas vinculado digitalmente à sua conta bancária.

Entre diversas medidas adotadas, também houve a suspensão das ações de Averiguação e Revisão Cadastral até dezembro de 2024, a fim de garantir que as famílias beneficiárias que estivessem nesses processos não tivessem o pagamento do benefício interrompido ou o cadastro excluído.


Fonte: Revista Fórum

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Inflação de janeiro: Conta de luz e passagens aéreas puxam IPCA-15 para baixo

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Prévia da inflação oficial fecha em 0,20% no primeiro mês de 2026; acumulado de 12 meses atinge 4,5%, tocando o teto da meta estabelecida pelo governo

A inflação brasileira começou o ano de 2026 perdendo fôlego. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, fechou janeiro em 0,20%, uma queda em relação aos 0,25% registrados em dezembro. O alívio no bolso dos brasileiros veio, principalmente, de dois itens essenciais: a energia elétrica e o setor de transportes.

Com este resultado, o índice acumula 4,5% nos últimos 12 meses, exatamente o limite máximo da meta de inflação (que é de 3% com margem de 1,5 p.p.). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23 de janeiro de 2026) pelo IBGE.

O alívio: Energia e Passagens Aéreas

O grupo Habitação (-0,26%) foi o grande destaque positivo do mês. A queda foi impulsionada pela conta de luz, que recuou 2,91%. A explicação é técnica: a Aneel alterou a bandeira tarifária de amarela para verde, eliminando a taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh que estava sendo cobrada no mês anterior.

No grupo Transportes (-0,13%), o destaque foi a queda de 8,92% nas passagens aéreas. Além disso, medidas locais, como a “tarifa zero” aos domingos e feriados em Belo Horizonte, ajudaram a reduzir o custo dos ônibus urbanos.

O alerta: Alimentos e Combustíveis

Se por um lado a luz baixou, por outro, comer em casa ficou mais caro. Após sete meses de queda, os alimentos voltaram a subir (0,21%), com altas expressivas no tomate (16,28%) e na batata-inglesa (12,74%).

Já os combustíveis subiram 1,25% no período da coleta, sendo a gasolina a vilã individual da inflação no mês. No entanto, o cenário deve melhorar em fevereiro, já que a Petrobras anunciou hoje um corte de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras.

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IPCA-15: Entenda os números de janeiro

Setor Variação (%)
Saúde e cuidados pessoais + 0,81%
Comunicação + 0,73%
Alimentação e bebidas + 0,31%
Educação + 0,05%
Transportes – 0,13%
Habitação – 0,26%

Diferença entre IPCA-15 e IPCA

A prévia (IPCA-15) utiliza a mesma metodologia do índice oficial, mas coleta os preços entre o meio do mês anterior e o meio do mês atual. Para moradores de Brasília e Goiânia, os dados são especialmente relevantes, pois as duas capitais fazem parte das 11 localidades onde a pesquisa é realizada.

O IPCA “cheio” (fechado) de janeiro, que abrange mais cidades e o mês completo, será divulgado no dia 10 de fevereiro.


Com informações: IBGE, Agência Brasil

 

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Atenção, aposentados: Prazo para ressarcimento de descontos indevidos termina em 14 de fevereiro

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Com mais de R$ 2,8 bilhões já devolvidos a 4,1 milhões de brasileiros, o INSS alerta que cerca de 3 milhões de pessoas ainda não solicitaram o reembolso de fraudes cometidas por associações

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) faz um alerta decisivo para aposentados e pensionistas que foram vítimas de descontos associativos não autorizados em suas folhas de pagamento: o prazo final para solicitar o ressarcimento administrativo termina no dia 14 de fevereiro de 2026. Em entrevista ao programa “A Voz do Brasil”, o presidente do órgão, Gilberto Waller, reforçou que o governo prorrogou a data para garantir que ninguém fique no prejuízo.

Até o momento, a operação já alcançou números históricos. Cerca de 6,2 milhões de segurados contestaram os valores, e 4,1 milhões já receberam o dinheiro diretamente em suas contas bancárias. No entanto, a estimativa é de que 3 milhões de beneficiários ainda tenham valores a receber e não procuraram o órgão.

Como garantir a devolução do seu dinheiro

O processo é gratuito e pode ser feito sem sair de casa

Para receber os valores de volta, o segurado não precisa contratar advogados ou entrar na justiça. O INSS disponibilizou três canais oficiais para a contestação:

  1. Meu INSS (Site ou Aplicativo): Acesse o serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas”. Ao clicar no botão “Não autorizei o desconto”, a contestação é registrada automaticamente.

  2. Central 135: Ligação gratuita de segunda a sábado, das 7h às 22h.

  3. Correios: Mais de 5 mil agências em todo o país oferecem atendimento assistido e gratuito para quem tem dificuldade com canais digitais.

Operação de guerra contra as fraudes

Bloqueios bilionários e responsabilização de associações

Pela primeira vez na história, o INSS tomou a iniciativa de realizar o ressarcimento administrativo antes mesmo da conclusão de processos judiciais, visando proteger o elo mais fraco da corrente: o aposentado. O esforço é coordenado entre o Ministério Público, Defensoria Pública, OAB, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União (CGU).

Para garantir que o dinheiro devolvido não saia dos cofres públicos, a Advocacia-Geral da União (AGU) já obteve liminares para o bloqueio de bens das associações envolvidas. Os valores impressionam:

  • R$ 2,8 bilhões bloqueados em uma primeira ação cautelar.

  • R$ 3,5 bilhões em uma segunda ação movida pela AGU.

  • R$ 500 milhões encontrados na conta pessoal do dono de uma única associação.

Novo Piso Previdenciário: R$ 1.621,00 em 2026

Reajuste injetará R$ 30 bilhões na economia brasileira

Além do ressarcimento, Gilberto Waller confirmou os detalhes do reajuste dos benefícios para este ano. Acompanhando a valorização do salário mínimo, o piso do INSS subiu para R$ 1.621,00.

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Os novos valores começam a ser pagos hoje, 26 de janeiro, atingindo 21,9 milhões de beneficiários que recebem o piso e 6,4 milhões de pessoas assistidas pelo Benefício de Prestação Continuada (BPC). Para quem recebe acima do salário mínimo, o reajuste será baseado no INPC, com índice oficial previsto para divulgação pelo IBGE nos próximos dias.


Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Agência Brasil

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Petróleo lidera exportações brasileiras pelo 2º ano e deve atrair US$ 21 bi em 2026

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Com vendas externas de US$ 44,6 bilhões, o óleo bruto supera a soja na balança comercial; IBP prevê que o Brasil atinja produção recorde de 4,2 milhões de barris por dia até 2028

Pelo segundo ano consecutivo, o petróleo bruto consolidou-se como o principal produto da pauta de exportações do Brasil. Dados oficiais da balança comercial de 2025 revelam que o setor alcançou US$ 44,6 bilhões em vendas externas, superando gigantes tradicionais como a soja e o minério de ferro. O desempenho reafirma a resiliência da indústria nacional e o papel estratégico do pré-sal no mercado global.

Segundo o estudo Outlook IBP 2025-2029, do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis, o setor vive um “ponto de inflexão”. Além de garantir a estabilidade cambial, a indústria de óleo e gás injetou mais de R$ 98 bilhões em royalties e participações especiais nos cofres públicos recentemente, sendo vital para o financiamento de políticas sociais e de infraestrutura.

Ranking das Exportações Brasileiras (2025)

O petróleo bruto lidera a lista com uma vantagem competitiva sobre o complexo da soja, conforme mostram os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC):

Posição Produto Valor (US$ FOB)
Óleos brutos de petróleo 44.668.931.050
Soja (mesmo triturada) 43.531.167.006
Minérios de ferro e concentrados 26.271.709.957

O Brasil como porto seguro energético

Estabilidade frente às tensões geopolíticas na América do Sul

O protagonismo brasileiro ganha tração em meio à volatilidade internacional, especialmente com as incertezas políticas na Venezuela. Roberto Ardenghy, presidente do IBP, destaca que o Brasil se posiciona como o 8º maior produtor mundial, oferecendo confiabilidade e segurança energética.

Um diferencial competitivo é a pegada de carbono: a extração no pré-sal brasileiro emite apenas metade da média mundial de CO₂, atraindo investidores focados em critérios ambientais e de eficiência operacional.

Projeções de expansão e novos investimentos

O IBP projeta um ciclo de crescimento robusto para o próximo quadriênio, com destaque para o ano de 2026:

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  • Investimentos: Espera-se um pico de US$ 21,3 bilhões em exploração e produção (upstream) já em 2026.

  • Produção: A meta é atingir 4,2 milhões de barris por dia até 2028.

  • Empregos: O setor deve sustentar mais de 483 mil postos de trabalho diretos e indiretos no próximo ano.

  • Arrecadação: Até 2029, as receitas governamentais provenientes do setor podem chegar a US$ 42,3 bilhões anuais.

Transição Energética e Inovação

O setor de óleo e gás também está financiando a mudança da matriz energética brasileira. O país já é o 2º maior produtor de biocombustíveis e avança em tecnologias de Captura e Armazenamento de Carbono (CCUS). Além disso, o potencial para eólicas offshore no litoral brasileiro é estimado em 1.200 GW, consolidando o Brasil como um líder na economia de baixo carbono.


Com informações: IBP, MDIC, Governo Federal

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