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Distrito Federal

Vale-refeição no Distrito Federal cobre apenas 12 dias úteis, revela estudo

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Pesquisa da Pluxee aponta que valor médio pago pelas empresas em Brasília é de R$ 571,42, forçando trabalhadores a completarem o custo da alimentação com recursos próprios após a metade do mês

Um levantamento detalhado realizado pela Pluxee, empresa global de benefícios e engajamento, revelou um cenário desafiador para os trabalhadores do Distrito Federal em 2025. Segundo o estudo divulgado em 14 de janeiro de 2026, o vale-refeição (VR) durou, em média, apenas 12 dias úteis por mês na capital federal. O dado expõe uma lacuna significativa, já que um mês padrão possui, em média, 22 dias úteis, obrigando o colaborador a arcar com os custos de alimentação do próprio bolso em quase metade do período laboral.

O valor médio creditado pelas empresas brasilienses foi de R$ 571,42, enquanto o gasto mensal real dos usuários atingiu R$ 598,10. Essa diferença indica que o benefício não tem acompanhado integralmente o custo de vida local, exigindo que os profissionais adaptem seus hábitos de consumo ou complementem o saldo para garantir a refeição diária.

Diferença entre compras presenciais e digitais em Brasília

O estudo da Pluxee identificou que o brasiliense gasta, em média, R$ 43,99 por transação. No entanto, esse valor sofre variações consideráveis dependendo do canal de compra escolhido:

  • Transações Online: Registram um tíquete médio de R$ 64,55, refletindo taxas de entrega e preços geralmente mais elevados em plataformas de delivery.

  • Transações Presenciais: Apresentam um valor médio de R$ 41,95, demonstrando uma busca por opções mais econômicas no consumo direto nos estabelecimentos.

Antônio Alberto Aguiar (Tombé), diretor executivo da Pluxee, ressalta que o vale-refeição vai além do apoio financeiro, sendo um fator de retenção de talentos e cuidado com o bem-estar. Para ele, em um mercado de alta rotatividade, a efetividade deste benefício é crucial para manter o engajamento das equipes de forma genuína.

Distrito Federal supera média brasileira em duração e valor

No recorte nacional, a situação é ainda mais restrita. Em todo o país, o vale-refeição cobriu apenas 10 dias úteis por mês em 2025, repetindo o patamar registrado em 2024. Embora o valor facial médio pago pelas empresas no Brasil (R$ 649,00) seja superior ao praticado em Brasília, o custo por transação e a frequência de uso acabam reduzindo o tempo de duração do benefício no restante do país.

A pesquisa nacional também revelou um forte traço de fidelidade: 49% dos usuários utilizam o benefício em apenas três estabelecimentos diferentes ao longo do mês. Esse comportamento reforça a estratégia do trabalhador em buscar locais conhecidos pela praticidade, controle de gastos ou programas de fidelidade que ajudem a “esticar” o saldo mensal.

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Necessidade de alinhamento com a realidade econômica

Os dados da Pluxee servem como um alerta para os departamentos de Recursos Humanos e gestores de empresas. A defasagem entre o valor pago e o custo real das refeições pode impactar a satisfação e a produtividade dos colaboradores. A orientação para as companhias é que fiquem atentas aos índices de inflação de alimentos e às novas expectativas dos profissionais.

Garantir que o benefício cubra uma parcela maior do mês é visto como uma estratégia de Responsabilidade Social Corporativa (CSR). Ao oferecer soluções que realmente atendam às necessidades diárias, as empresas fortalecem vínculos mais sustentáveis e duradouros com seus funcionários, promovendo um ambiente de trabalho mais equilibrado e focado na saúde do trabalhador.


Com informações: Pluxee, JeffreyGroup Brasil

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Distrito Federal

“Nossos Brasis”: Exposição histórica é prorrogada na CAIXA Cultural Brasília até fevereiro

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Mostra que reúne um século de arte brasileira (1920–2020) ganha mais duas semanas de exibição; público terá até o dia 1º de fevereiro para conferir obras de Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Eduardo Kobra.

Os brasilienses ganharam uma nova oportunidade para mergulhar na história visual do país. A aclamada exposição “Nossos Brasis: entre o sonho e a realidade”, em cartaz na CAIXA Cultural Brasília, foi prorrogada e permanecerá aberta ao público até o dia 1º de fevereiro de 2026. A mostra, que faz um encontro inédito de acervos de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, celebra 100 anos de produção artística nacional.

Com a curadoria de Denise Mattar e conceito de Rafael Dragaud, a exposição reúne 79 obras de 50 artistas, criando um diálogo vibrante entre o modernismo clássico e a arte urbana contemporânea. É uma chance rara de ver, em um único espaço, a evolução da identidade brasileira através de pinturas, esculturas, fotografias e instalações.

Um passeio por três Brasis

A mostra organiza um século de inventividade em três núcleos interconectados que guiam o visitante por diferentes perspectivas da nossa cultura:

  • Vozes dos Trópicos: Foca na exuberância da natureza e nas tensões da nossa formação. Inclui ícones como Tarsila do Amaral (com a obra O Mamoeiro), Burle Marx e nomes contemporâneos como Adriana Varejão e Denilson Baniwa.

  • Vozes da Rua: Celebra a cultura popular, as festas e o cotidiano. Aqui, o mestre Di Cavalcanti e Portinari dividem o olhar com a potência do grafite de Eduardo Kobra.

  • Vozes do Silêncio: Um mergulho na memória, espiritualidade e exclusão. Destacam-se as poéticas de Arthur Bispo do Rosário, Maria Auxiliadora e Vik Muniz.

Experiência acessível e gratuita

Um dos grandes diferenciais desta temporada é o investimento em acessibilidade. A exposição oferece audiodescrição, intérpretes de Libras e materiais táteis, permitindo que pessoas com deficiência desfrutem plenamente da experiência estética. Além disso, as visitas mediadas ajudam a contextualizar o peso histórico de cada peça para estudantes e entusiastas.

Programe-se para os últimos dias

Se você ainda não visitou ou deseja rever obras de mestres como Alfredo Volpi e Hélio Oiticica, fique atento aos horários:

  • Local: CAIXA Cultural Brasília (Setor Bancário Sul).

  • Data final: Até 01 de fevereiro de 2026.

  • Horários: Terça a domingo, das 9h às 21h.

  • Entrada: Gratuita para todas as idades.

  • Dica: Como a exposição está em seus dias finais, a recomendação é visitar durante a semana para evitar filas e aproveitar o estacionamento gratuito (disponível a partir das 18h de terça a sexta).


Com informações: Assessoria de Imprensa da CAIXA, Agência Pira

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Distrito Federal

Educação Digital: Programa Escolas Conectadas já atinge 61% das unidades no Distrito Federal

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Meta do Governo Federal é universalizar o acesso à internet de alta velocidade em todas as 716 escolas públicas da capital até o final de 2026.

O avanço da tecnologia na sala de aula ganhou um novo capítulo no Distrito Federal. De acordo com dados recentes dos ministérios das Comunicações e da Educação, o programa Escolas Conectadas já atendeu 61,6% das unidades de ensino previstas na capital. O objetivo é ambicioso: garantir que, até o encerramento de 2026, todas as 716 escolas públicas de educação básica do DF estejam operando com infraestrutura digital completa.

A iniciativa não se resume apenas a “instalar Wi-Fi”. O programa foca na criação de condições reais para o uso pedagógico, incluindo a formação de professores e o acesso dos alunos a plataformas de aprendizagem de última geração. Onde há infraestrutura, a prioridade é a instalação de fibra óptica; em áreas rurais ou de difícil acesso, a conexão é garantida via satélite.

Panorama Nacional e Investimentos

O Distrito Federal faz parte de um esforço nacional que pretende conectar 138 mil escolas em todo o país até o fim deste ano. Atualmente, a média nacional de conectividade está em 68,7%. Somente em 2025, o programa deu um salto significativo, levando internet a 22,8 mil novas escolas brasileiras.

Os recursos para viabilizar essa transformação vêm de diversas fontes estratégicas:

  • Novo PAC: Destina R$ 6,5 bilhões para a infraestrutura.

  • Fust e Eace: Fundos setoriais que financiam a expansão da rede.

  • Investimento Total: Estimado em quase R$ 9 bilhões.

Desde setembro de 2023, mais de R$ 3 bilhões já foram efetivamente aplicados em escolas estaduais e municipais em todas as regiões do Brasil, consolidando a inclusão digital como uma política de Estado.

O impacto pedagógico da conectividade

Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o projeto é prioritário para garantir que nenhum estudante fique para trás na era digital. A conectividade permite que alunos da rede pública tenham acesso ao mesmo nível de informação e ferramentas de pesquisa que estudantes da rede privada, reduzindo as desigualdades históricas no ensino.

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Com a internet de alta velocidade, as escolas podem implementar:

  1. Laboratórios de Informática Modernos: Uso de ferramentas de IA e programação.

  2. Bibliotecas Digitais: Acesso a acervos globais e livros interativos.

  3. Gestão Escolar Eficiente: Sistemas de chamada e acompanhamento de notas em tempo real.

Próximos Passos no DF

Com 61,6% das escolas já conectadas, os esforços nos próximos meses serão concentrados nas unidades remanescentes, muitas localizadas em áreas de expansão urbana e zonas rurais do DF. O acompanhamento rigoroso do cronograma é essencial para cumprir a promessa de universalização até dezembro de 2026.


Com informações: Ascom MCom, Ministério das Comunicações.

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Distrito Federal

Boom no e-commerce: Distrito Federal registra 5º maior crescimento logístico do país em 2025

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Dados da 4ª edição do “Mapa da Logística”, da Loggi, revelam salto de 24% no envio de pacotes no DF e consolidam o Centro-Oeste como força emergente no comércio digital

O Distrito Federal consolidou sua posição como um dos principais motores do e-commerce brasileiro em 2025. De acordo com o levantamento anual da Loggi, o DF registrou uma taxa de crescimento de 24% no envio de encomendas em comparação ao ano anterior, garantindo a quinta posição no ranking nacional de expansão logística.

O estudo aponta que esse crescimento é impulsionado por uma combinação de grandes varejistas e o vigor das Pequenas e Médias Empresas (PMEs). No último trimestre de 2025, o Distrito Federal figurou como o décimo estado com maior volume de envios por PMEs, demonstrando que o empreendedorismo local está cada vez mais digital e conectado à malha logística nacional.

O protagonismo do Centro-Oeste e os produtos mais vendidos

A expansão logística em Brasília e arredores reflete um movimento regional. O Centro-Oeste alcançou o posto de terceira região com maior volume de envios realizados por PMEs, evidenciando a descentralização do e-commerce para fora do eixo Sul-Sudeste.

Na região Centro-Oeste, os setores que mais movimentaram pacotes no fim de 2025 foram:

  1. Cosméticos e Perfumaria

  2. Vestuário e Moda

  3. Serviços Financeiros (envio de cartões e documentos)

  4. Eletrônicos e Informática

  5. Calçados

Evolução do modelo: Pontos de Entrega (PUDOs) em alta

Uma das tendências mais marcantes reveladas pelo “Mapa da Logística” é a mudança no comportamento dos vendedores. Embora a coleta tradicional na porta ainda seja majoritária (67%), o modelo de Pick up and Drop off (PUDO) — onde o lojista deixa o pacote em um estabelecimento parceiro para ser enviado — saltou para 33% dos envios.

Essa modalidade foi utilizada sete vezes mais do que em 2024, indicando que os empreendedores do DF e do entorno estão buscando modelos mais flexíveis e eficientes para gerir suas entregas sem depender exclusivamente do horário de coleta das transportadoras.

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[Image showing a heat map of Brazil with the Federal District highlighted as a high-growth logistics hub]

Black Friday e Natal: Os picos de demanda

As datas sazonais foram determinantes para os resultados recordes. No DF e no Brasil, a Black Friday gerou um aumento de 57% no volume de envios em relação às semanas comuns. Já na semana do Natal, o destaque ficou para as PMEs, que registraram uma alta de 45% nos envios, entregando cerca de 2,4 milhões de pacotes em todo o país.

No panorama nacional, a logística brasileira elevou seu padrão de serviço: 45% das entregas já são realizadas em até dois dias, e 57% chegam ao destino em até três dias. Isso coloca o DF em um patamar de competitividade que exige dos negócios locais uma agilidade operacional cada vez maior.


Com informações: Loggi, Mapa da Logística 4ª Edição

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