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Política

Zeca Dirceu convoca mobilização em defesa da soberania nacional

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Deputado reúne mais de 300 lideranças do PT para discutir resistência a interferências externas e fortalecer a democracia. Ex-ministro José Dirceu classifica apoio a Trump como “traição nacional”

Encontro virtual mobiliza lideranças do PT
O deputado federal Zeca Dirceu (PT-PR) promoveu, na noite de domingo (20/07), uma reunião virtual que reuniu mais de 300 lideranças petistas , entre militantes, dirigentes municipais, parlamentares e representantes de movimentos sociais. O objetivo foi discutir os impactos de interferências estrangeiras na política e economia brasileiras, especialmente diante das medidas adotadas pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump , em aliança com setores ligados à família Bolsonaro .

A iniciativa ocorreu em um momento de crescentes tensões diplomáticas, com a imposição de tarifas sobre exportações brasileiras e ações consideradas como ingerências em instituições nacionais. Zeca Dirceu interrompeu temporariamente sua campanha interna à presidência do diretório estadual do PT no Paraná para priorizar o debate.

Defesa da democracia e da soberania
Em sua fala, Zeca afirmou que o momento exige unidade e ação organizada. “É hora de defender o Brasil. Defender o Brasil é tarefa de todos”, declarou, convocando sindicatos, movimentos sociais e entidades de classe a promoverem atos, reuniões e campanhas de conscientização nos municípios.

Ele destacou que a atual conjuntura abre espaço para ampliar o diálogo com setores além da base tradicional do partido, como a indústria, a cultura e o agro. “Estamos fazendo falas que são de interesse comum. É uma oportunidade de reconectar o partido com a população em defesa de causas nacionais”, disse.

José Dirceu: “traição nacional”
O ex-ministro José Dirceu participou do encontro com uma análise de conjuntura na qual comparou o cenário atual ao avanço da extrema-direita na Europa no período da Segunda Guerra Mundial. “Hoje, vivemos novamente uma ameaça fascista da extrema-direita. O que está em jogo é o bem-estar de cada família brasileira, nossa economia, nossa cultura e, mais do que tudo, a nossa soberania, nossa independência e a democracia”, afirmou.

Ele classificou como “ato criminoso de traição nacional” o apoio de setores brasileiros às políticas de Trump, especialmente no que se refere à imposição de tarifas e pressão sobre instituições democráticas.

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Polícia e Judiciário como pilares da resistência
O delegado Pedro Filipe , coordenador-geral das polícias jurídica e científica da Força de Segurança Nacional, ressaltou que a mobilização vai além da disputa partidária. “Esta é uma resistência nacional”, afirmou, expressando confiança no Poder Judiciário. “Eu não tenho dúvida de que o Judiciário não vai se deixar constranger por essa tentativa de interferência. E nós vamos dar uma resposta.”

Críticas à direção estadual do PT no Paraná
Durante o evento, diversas lideranças criticaram a ausência de ações institucionais por parte da direção estadual do PT no Paraná. A militante Maiara Oliveira afirmou que seria papel da direção promover debates com a base filiada. “Seria o papel da nossa direção estadual trazer esses debates para toda a base, para que a gente consiga construir espaços e fortalecer nossa ação.”

Já o presidente eleito do PT em Cascavel, Roberto Americano , elogiou a iniciativa de Zeca Dirceu, definindo-a como “uma atitude de defesa do país, da bandeira brasileira, contra o projeto de destruição da família Bolsonaro”.

Apoio da base e reafirmação do compromisso
Vários participantes destacaram o engajamento de Zeca Dirceu com a militância local. A vereadora Miss Preta afirmou: “A gente já vê a liderança e a diferença: ele se posiciona e busca melhorias.” A militante Silvana Guzzo , de Dois Vizinhos, relatou que a campanha local só foi possível graças ao apoio direto do deputado.

O advogado Daniel Godoy reforçou a necessidade de fortalecer politicamente o governo federal com apoio popular para enfrentar os desafios atuais. “Precisamos resistir com organização, diálogo e ação firme.”

Chamado à ação coletiva
Ao encerrar o encontro, Zeca Dirceu reafirmou o compromisso com a mobilização. “Vamos responder com organização, diálogo e ação firme, pois a vitória da soberania nacional depende da nossa mobilização”, concluiu.

O evento marcou o reforço da atuação do campo progressista em defesa da democracia, da independência nacional e da integridade institucional do Brasil.

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Com informações: PT

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Mundo

Greve Nacional nos EUA: Ativistas convocam paralisação contra operações do ICE e mortes em Minneapolis

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Sob o lema “Sem trabalho, sem aulas e sem consumo”, mobilização desta sexta-feira (30/01) protesta contra a política imigratória de Donald Trump e as mortes de cidadãos em operações federais.


Os Estados Unidos amanheceram nesta sexta-feira (30 de janeiro de 2026) sob a convocação de uma greve econômica nacional. O movimento, articulado pela campanha National Shutdown, pede que a população suspenda todas as atividades produtivas e de consumo em protesto contra o que chamam de “reinado de terror” do ICE (Serviço de Imigração e Alfândega).

A mobilização é uma resposta direta a uma sequência de mortes ocorridas durante operações de agentes federais. O estopim foram os casos em Minneapolis, onde dois cidadãos foram mortos este mês: a mãe de três filhos, Renee Good, e o enfermeiro Alex Pretti.

Os Casos que Inflamaram os Protestos

A indignação se espalhou após vídeos de testemunhas contradizerem as versões oficiais de “legítima defesa” apresentadas pelo governo:

  • Renee Good (37 anos): Morta a tiros por uma agente do ICE em Minnesota.

  • Alex Pretti (37 anos): Enfermeiro da rede de veteranos, morto por agentes federais um dia após participar de um protesto. Donald Trump utilizou sua rede social (Truth Social) para rotulá-lo como “insurrecionista”, citando um vídeo antigo do enfermeiro confrontando agentes.

  • Outros Casos: Mortes registradas em Los Angeles (Ano Novo) e Chicago (setembro) também foram incorporadas às pautas dos manifestantes.

Adesão e Apoio de Celebridades

O movimento é descentralizado, mas ganhou força com o apoio de organizações de direitos humanos e figuras proeminentes de Hollywood. Nomes como Pedro Pascal, Jamie Lee Curtis e Edward Norton utilizaram suas redes sociais para endossar a paralisação.

“A verdade é a linha que separa um governo democrático de um regime autoritário”, escreveu o ator Pedro Pascal em seu Instagram.

O ator Edward Norton, durante o Festival de Sundance, chegou a sugerir que a greve econômica deveria durar “até que isso [as mortes e abusos] acabe”.

O Cenário Político em Washington

Enquanto as ruas se mobilizam, o Congresso tenta evitar um colapso administrativo (shutdown).

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  • Acordo Temporário: Democratas e a Casa Branca concordaram em financiar o Departamento de Segurança Interna (DHS) por apenas duas semanas.

  • Ponto de Conflito: O financiamento do ICE é o principal entrave. Os democratas exigem restrições severas às operações da agência para liberar o orçamento integral até setembro.


O Impacto da Greve

A proposta de “parar tudo” visa atingir o governo pelo viés econômico, demonstrando a força da mão de obra imigrante e de cidadãos solidários à causa. Cidades como Nova York, Cleveland e Minneapolis já registram comércios fechados e ausência de estudantes em universidades.


Com informações:  Opera Mundi

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Mundo

Tensões no Oriente Médio: Especialista analisa ameaças de Trump e o risco de conflito com o Irã

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O envio de uma “enorme esquadra armada” pelos EUA eleva o risco de guerra; especialista afirma que Washington ignora os impactos humanitários na região enquanto pressiona por acordo nuclear.


O clima de instabilidade no Oriente Médio atingiu um ponto crítico nesta quinta-feira (29 de janeiro de 2026). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou via redes sociais a movimentação de uma poderosa força naval para as proximidades do Irã, declarando que os militares estão prontos para “cumprir sua missão”.

Em resposta, o governo iraniano afirmou estar aberto ao diálogo, mas alertou que reagirá “como nunca antes” caso sofra pressões ou ataques militares. Para Reginaldo Nasser, professor de Relações Internacionais da PUC-SP, a postura norte-americana revela um descaso com as consequências humanitárias locais.

“Para os EUA, o custo não é alto. Mas é alto para quem mora na região, e os EUA estão pouco se lixando com isso”, afirmou Nasser em entrevista ao Conexão BdF.

Pontos Centrais da Crise

  • Objetivo de Washington: O governo Trump busca forçar o Irã a assinar um novo acordo nuclear sob os termos dos EUA.

  • Instabilidade Interna: O Irã enfrenta protestos populares desde o fim de 2025. O regime acusa EUA e Israel de insuflarem as manifestações para desestabilizar o país.

  • Retirada Russa: Notícias indicam que a Rússia começou a retirar cidadãos de áreas próximas a usinas nucleares iranianas, o que analistas interpretam como um sinal de que um ataque pode estar sendo planejado.

O Papel da Guarda Revolucionária

Um fator decisivo em uma eventual guerra é a Guarda Revolucionária do Irã. Recentemente incluída na lista de organizações terroristas pela Europa, o grupo é mais do que uma força militar:

  • Poder Político e Econômico: Administra grandes investimentos e propriedades no Irã.

  • Capacidade de Retaliação: Segundo Nasser, embora a defesa iraniana possa estar comprometida, a Guarda Revolucionária possui capacidade real de atingir alvos e retaliar ações externas.

Reações Regionais e Globais

Enquanto a Europa mantém seu alinhamento histórico com os EUA, potências regionais como Arábia Saudita e Catar observam a movimentação com apreensão, sendo contrários à abertura de uma nova frente de guerra que desestabilizaria o mercado de energia e a segurança regional.


Com informações:  Brasil de Fato

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Mundo

Tensão Geopolítica: Marco Rubio nega “Guerra” enquanto Venezuela cria Fundos Sociais após sequestro de Maduro

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Em audiência no Senado dos EUA, Secretário de Estado classifica operação em solo venezuelano como “ação policial”; governo bolivariano responde com investimentos em saúde e infraestrutura.


O cenário político internacional atingiu um novo ápice de tensão nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026). O Secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, compareceu ao Comitê de Relações Exteriores do Senado para prestar esclarecimentos sobre a intervenção militar realizada em 3 de janeiro, que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores.

Rubio defendeu que os Estados Unidos não ocupam a Venezuela e que a ação foi uma “operação policial de quatro horas” para capturar um indivíduo acusado de narcoterrorismo, sobre o qual pesava uma recompensa de US$ 50 milhões. A declaração, no entanto, foi duramente confrontada pelo senador republicano Rand Paul, que classificou a ação como um ato de guerra incontestável.

“Se um país estrangeiro bombardeasse nossos mísseis, sequestrasse nosso presidente e bloqueasse nosso país, isso seria um ato de guerra?”, questionou Paul, apontando a contradição nos argumentos de Rubio.

A Resposta de Caracas: Soberania e Investimento

Enquanto Washington discute uma “transição” para o país sul-americano, o governo venezuelano, agora sob o comando da presidente interina Delcy Rodríguez, acelera medidas de fortalecimento interno. Em resposta direta às sanções e à pressão externa, a Venezuela anunciou a criação de dois grandes Fundos Soberanos:

  1. Fundo de Necessidades Sociais: Destinado à compra de equipamentos essenciais para hospitais e programas de proteção social.

  2. Fundo de Infraestrutura: Focado na recuperação do setor elétrico e na indústria nacional de gás.

Esses recursos, que estavam congelados há anos devido a bloqueios internacionais, estão sendo liberados para garantir a autonomia do Estado. Delcy Rodríguez foi enfática ao declarar que o país não aceita ordens externas e que o governo obedece exclusivamente ao povo venezuelano.

Projetos Incompatíveis

A crise evidencia o choque entre duas visões de mundo:

  • Visão dos EUA (Imperialista): Propõe o controle externo sob a justificativa de combater um “Estado criminoso”.

  • Visão da Venezuela (Bolivariana): Foca no “Poder Popular” e na participação cidadã como eixo central do Estado.

Contexto da Captura

O sequestro de Maduro e Cilia Flores ocorreu após um atentado a bomba que deixou cerca de 100 mortos. Atualmente, ambos encontram-se em Nova York, onde aguardam julgamento por acusações de narcoterrorismo formuladas pelo Departamento de Justiça dos EUA. O governo venezuelano, por sua vez, exige o reconhecimento da autodeterminação do povo e o respeito às instituições democráticas do país.

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Com informações: Opera Mundi

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