Saúde
Dia Nacional da Imunização: entenda a importância da vacinação ao longo da vida, da infância à idade adulta
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8 meses atrásem
A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população
Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.1 Com a proximidade do Dia Nacional da Imunização, comemorado no dia 9 de junho, é essencial valorizar essa intervenção de saúde que salva milhões de vidas anualmente e incentivar a conscientização sobre a importância de manter o calendário vacinal atualizado.2,3
Para cada fase da vida – seja bebê, criança, adolescente, gestante, adulto ou idoso -, existem diversas vacinas recomendadas e disponíveis no país.4-7 O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente mais de 20 imunizantes que protegem contra mais de 25 doenças para todos os públicos, em todos os ciclos da vida, desde o nascimento até a terceira idade.5,7 Na rede privada também estão disponíveis vacinas para a imunização de todas as faixas etárias, complementando o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunizações (PNI).4,6
Marcelo Freitas (CRM DF 12.770), gerente médico da GSK, explica um pouco mais sobre a importância da vacinação além da infância. “Muitas pessoas pensam erroneamente que as vacinas são específicas para as crianças, quando, na verdade, as infecções podem nos acometer em qualquer fase da vida, em diferentes condições. Nós temos doenças que acometem muito na infância e podem levar à internações e óbitos, mas temos também diversas doenças que acontecem na adolescência, no adulto jovem e no idoso. Então, por isso, temos vacinas para todas essas faixas etárias, inclusive com doses de reforços ao longo da vida, para que ela possa continuar protegendo o indivíduo contra infecções e contra quadros graves, como hospitalização e outras complicações. Além disso, é importante reforçar que as vacinas têm um papel de proteção não apenas individual, mas também na saúde coletiva da população, na medida que elas reduzem a circulação de agentes infecciosos e, consequentemente, a transmissão de doenças, protegendo assim toda a comunidade.”
Importância da imunização para adultos e idosos
Aliada com outros hábitos, como a alimentação balanceada, a prática de atividades físicas e o sono regular, a imunização na idade adulta e na terceira idade está diretamente ligada à qualidade de vida e ao envelhecimento saudável.8,9 A explicação é que, conforme os indivíduos envelhecem, seu sistema imunológico também envelhece e sofre alterações contínuas, que caracterizam o processo chamado de imunossenescência. E esse processo de envelhecimento do sistema imunológico contribui para um aumento no risco de infecções e de evolução para formas graves de doenças.10
“A partir dos 40, 50 anos, o nosso sistema imunológico vai perdendo efetividade e essa perda vai aumentando ao longo dos anos. Por isso que, em pessoas mais velhas, um simples resfriado pode evoluir para uma pneumonia com mais facilidade, por exemplo. Com a vacinação, o nosso organismo cria anticorpos e faz com que estas doenças sejam menos invasivas. Então, é muito importante que os adultos e os idosos procurem seus médicos ou um profissional de saúde, e busquem informação sobre as vacinas recomendadas para a sua idade e mantenham a vacinação em dia. Além disso, vale ressaltar que, com uma idade mais avançada, outras complicações podem surgir, como a presença de comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial, doenças respiratórias, que podem aumentar uma predisposição a um quadro mais grave quando adquire alguma infecção, além de uma descompensação dessas doenças de base”, alerta Dr. Marcelo, que complementa:
“Outra preocupação para os idosos deve ser o herpes zoster. Pesquisas mostram que cerca de 90% da população já está infectada com o vírus varicela zoster, causador da doença, sendo o mesmo vírus responsável pela catapora. Este vírus pode ficar latente no organismo durante toda a vida e pode vir a se manifestar quando menos esperamos e ter um impacto severo na saúde e na qualidade de vida da população. O herpes zoster é uma doença que pode causar uma dor debilitante e pode trazer sequelas de longo prazo, como a neuralgia pós-herpética, uma dor que persiste por três meses ou mais. A boa notícia é que é uma doença prevenível por vacinação”.8,22-26
Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferece gratuitamente no SUS diversas vacinas para adultos e idosos, como, influenza, difteria e tétano (dT), hepatite B, febre amarela e COVID-19, que são recomendadas de acordo com a idade do indivíduo, seu histórico vacinal e presença de comorbidades, entre outros fatores.4,5 Já na rede privada, estão disponíveis imunizantes contra herpes zoster; difteria, tétano e coqueluche (dTpa ou dTpa-VIP); Vírus Sincicial Respiratório (VSR); doença pneumocócica (VPC13, VPC15, VPC20 e VPP23); além de vacinas recomendadas para situações especiais, como hepatite A e B, meningite ACWY e C, e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).4
Atenção no período outono-inverno
Estamos em uma época em que há uma maior variação de temperatura ao longo do dia e, com a chegada do inverno, devido às chuvas e o frio, as pessoas tendem a ficar em locais fechados, sem ventilação adequada e muitas vezes em aglomerações, favorecendo o aumento da circulação de vírus e bactérias que podem causar doenças sérias como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), influenza (gripe), meningite, entre outros. Por isso, é importante ter atenção e ainda mais cuidado nessa época do ano.11-13
“Os recentes boletins InfoGripe da Fiocruz mostram um cenário de alta circulação de diversos vírus respiratórios como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e influenza, causando casos graves e hospitalizações em crianças pequenas e idosos. Isso reforça a importância do cuidado com a saúde e com a vacinação em dia de todos. Os adultos raramente são testados para o VSR e, como os sintomas podem ser confundidos com um resfriado, como coriza, tosse, febre e mal-estar, a doença acaba sendo pouco conhecida e é subdiagnosticada. Em crianças, ele é conhecido por causar bronquiolite, já em idosos, principalmente aqueles que possuem condições crônicas de saúde pré-existentes, também chamadas de comorbidades, como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva, o VSR pode evoluir para doenças mais graves, como pneumonia, e até mesmo levar a óbito”, reforça o médico.
Segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, anualmente, o VSR leva a aproximadamente de 60 a 160 mil hospitalizações em adultos com 60 anos ou mais.14 No Brasil, entre 2020 e 2022 foram notificados mais de 30 mil casos da doença, com uma taxa de letalidade em SRAG por VSR de 20,77% em 2022 em adultos de 60 anos ou mais.15 Em 2024, essa taxa de letalidade em hospitalizações por SRAG causada por VSR no Brasil, na mesma faixa etária, chegou a 20%.16
A transmissão do VSR acontece por meio de gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro e contato com superfícies contaminadas.17 Outra doença que possui forma de transmissão semelhante e também é mais comum no outono-inverno é a meningite meningocócica.11,18 É uma doença de transmissão respiratória, que provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e se destaca por sua gravidade devido à rápida evolução, que pode deixar sequelas permanentes no paciente e até mesmo levar a óbito em até 24 horas. A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a doença.18-20 Atualmente, existem vacinas diferentes para a prevenção de cinco sorogrupos da doença: A, B, C, W e Y.4,5,18-21
Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.
Sobre a GSK
A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Imunologia/Respiratória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visiteGSK.
Referências:
- BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. No Dia Nacional da Imunização, SBP reforça importância indispensável das vacinas e da orientação dos pediatras. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Vaccines and Immunization. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do nascimento à terceira idade: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2024/2025. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Pneumologia. Guia de Imunização SBIm/SBPT (2024/2025). Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação é a maneira mais eficaz para evitar doenças. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Guia Prático Vacinação do Idoso. Disponível em: <Link >. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. 6 Tips for Healthy Aging. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA E SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Geriatria: guia de vacinação (2022/2023). Disponível em: <Link >. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- PREFEITURA DE SÃO PAULO. Saiba quais são as doenças mais comuns durante as estações de outono e inverno. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Alerta para doenças respiratórias no outono. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- FIOCRUZ. InfoGripe: alta circulação do VSR provoca aumento de casos. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em:08 de maio de 2025.
- DE VERAS, Bruna Medeiros Gonçalves et al. CASOS GRAVES DE VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO EM ANOS DE PANDEMIA: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA DA BASE DE DADOS DO SIVEP-GRIPE NO BRASIL (2020-2022). The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 27, p. 103129, 2023.
- BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Semana 52 de 2024 | Vigilância das Síndromes Gripais Influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde de A a Z. Meningite. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- WORLD HEALTH ORGANIZATION. Newsroom. Fact Sheets. Details. Meningitis. Disponível em: <link> Acesso em: 08 de maio de 2025.
- SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Família SBIm. Doenças. Meningite meningocócica. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- BRASIL. Ministério da Saúde. INSTRUÇÃO NORMATIVA DO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO 2024. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
- REIS, ALEXANDA DIAS, CLAUDIO SÉRGIO PANNUTI, and VANDA AKICO UEDA FICK DE SOUZA. “Prevalência de anticorpos para o vírus da varicela-zoster em adultos jovens de diferentes regiões climáticas brasileiras.” Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 36 (2003): 317-320.
- CLEMENS, S. et al. Soroepidemiologia da varicela no Brasil – resultados de um estudo prospectivo transversal. Jornal de Pediatria, v. 75, p. 433-441, 1999.
- LUKAS, K. et al. The impact of herpes zoster and post-herpetic neuralgia on quality of life: patient-reported outcomes in six European countries. J Public Health, 20:441-451, 2012.
- CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Shingles vaccines. Disponível em: <link>. Acesso em: 07 mar. 2025
NP-BR-AVU-BRF-250014 – Junho/2025
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Brasil
Acupuntura é oficialmente regulamentada como profissão no Brasil
Publicado
1 hora atrásem
28/01/2026
Lei sancionada pelo presidente Lula define critérios para o exercício da atividade, reconhecendo graduados, especialistas da saúde e profissionais com experiência comprovada
A prática da acupuntura, terapia milenar da Medicina Tradicional Chinesa, alcançou um novo patamar institucional no país. Nesta terça-feira (13 de janeiro de 2026), foi publicada no Diário Oficial da União a Lei nº 15.345, que regulamenta o exercício profissional da atividade em todo o território nacional. A sanção presidencial encerra décadas de debates jurídicos e legislativos sobre quem possui competência para aplicar a técnica no Brasil.
O texto define a acupuntura como o conjunto de técnicas voltadas à estimulação de pontos específicos do corpo por meio de agulhas e instrumentos próprios, visando o equilíbrio das funções físicas e mentais. Com a nova legislação, a profissão ganha diretrizes claras de formação e fiscalização, assegurando maior segurança para os pacientes e clareza para o mercado de trabalho.
Lei estabelece três categorias de profissionais habilitados
A regulamentação foi desenhada para integrar tanto os novos acadêmicos quanto os profissionais que já atuam no setor há anos. Estão autorizados a exercer a acupuntura:
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Graduados em Acupuntura: Portadores de diploma de nível superior em curso de graduação específico, expedido por instituição reconhecida pelo Ministério da Educação (MEC).
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Especialistas da Saúde: Profissionais de saúde de nível superior (como fisioterapeutas, enfermeiros, psicólogos, entre outros) que possuam título de especialista em acupuntura reconhecido por seus respectivos conselhos federais.
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Profissionais por Notório Saber: Praticantes não diplomados que comprovem o exercício ininterrupto da atividade há, pelo menos, cinco anos antes da vigência da lei.
A norma também permite que profissionais de outras áreas da saúde utilizem procedimentos isolados da acupuntura em seus atendimentos, desde que realizem cursos de extensão em instituições reconhecidas.
Técnica de dois milênios ganha status de política de saúde
A acupuntura é reconhecida mundialmente por sua eficácia na promoção, manutenção e recuperação da saúde. No Brasil, ela já integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do SUS. A regulamentação agora reforça seu papel como uma tecnologia de intervenção essencial, que pode ser aplicada de forma isolada ou combinada com outros tratamentos convencionais.
A estimulação dos pontos ao longo dos meridianos do corpo é utilizada para o tratamento de dores crônicas, ansiedade, distúrbios do sono e diversas outras condições clínicas. Com a publicação da lei, a expectativa é que haja uma expansão na oferta de cursos de graduação específicos, elevando o padrão técnico da prática no país.
Validação de diplomas e registro nos órgãos competentes
Para os brasileiros que se formaram no exterior, a lei exige a validação e o registro do diploma nos órgãos competentes para que o exercício seja legalizado. Além disso, o reconhecimento da lei fortalece a necessidade de criação ou adaptação de conselhos profissionais para fiscalizar a conduta ética e técnica dos novos “acupunturistas” de carreira.
A assinatura da lei contou com o apoio de ministérios estratégicos, incluindo Educação, Saúde e Desenvolvimento, sinalizando que a acupuntura passa a ser vista também como um setor econômico relevante na indústria do bem-estar e da saúde no Brasil.
Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Diário Oficial da União.
Agropecuária
Monitoramento da Anvisa confirma segurança e baixa incidência de resíduos em alimentos
Publicado
3 horas atrásem
28/01/2026
Resultados do ciclo 2024 do programa PARA indicam que quase 80% das amostras de vegetais no Brasil são satisfatórias, com risco dietético agudo identificado em menos de 0,4% dos casos analisados
A qualidade dos alimentos consumidos no Brasil, especialmente no que tange à presença de resíduos de agrotóxicos, tem sido objeto de rigoroso acompanhamento técnico. Em 17 de dezembro de 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) divulgou os resultados do ciclo 2024 do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA). O relatório consolida a percepção de que a produção nacional mantém padrões de segurança alimentar elevados, com riscos à saúde humana classificados como muito baixos.
O monitoramento abrangeu 3.084 amostras de 14 tipos de alimentos (incluindo frutas, hortaliças e grãos) coletadas no varejo de 88 municípios brasileiros. O estudo buscou a presença de 338 diferentes tipos de agrotóxicos, revelando que 79,4% das amostras apresentaram resultados satisfatórios. Desse total, 25,6% não continham qualquer resíduo detectável, enquanto 53,7% possuíam resíduos em níveis inferiores ao Limite Máximo de Resíduo (LMR) permitido por lei.
Dados apontam segurança para o consumo diário e prolongado
Um dos pontos centrais do relatório da Anvisa é a distinção entre o risco agudo e o risco crônico, ambos fundamentais para determinar a segurança do consumidor. O risco agudo refere-se ao consumo de uma grande porção de alimento em um único dia, enquanto o crônico avalia a ingestão prolongada ao longo da vida.
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Risco Agudo: Identificado em apenas 12 amostras (0,39%), concentradas em três alimentos: uva, laranja e abobrinha. A série histórica demonstra uma tendência de queda drástica nesse indicador na última década.
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Risco Crônico: O monitoramento constatou que não há risco crônico para os consumidores brasileiros. Os níveis encontrados não ultrapassam a Ingestão Diária Aceitável (IDA), garantindo que o consumo regular desses vegetais é seguro a longo prazo.
Inconformidades técnicas superam riscos à saúde
Embora 20,6% das amostras tenham sido classificadas como insatisfatórias, a maior parte dessa porcentagem decorre de inconformidades burocráticas e não necessariamente de perigo imediato à saúde. Cerca de 12,2% das amostras apresentaram resíduos de produtos não permitidos para a cultura específica, embora esses mesmos produtos sejam autorizados para outros alimentos.
Esse fenômeno ocorre principalmente nas chamadas minor crops (culturas de menor importância econômica), onde o número de agrotóxicos registrados é insuficiente para o manejo de pragas. Nesses casos, o produtor acaba utilizando defensivos registrados para culturas similares. Atualmente, órgãos como o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) trabalham para regularizar essas aplicações, garantindo suporte fitossanitário adequado para todas as espécies cultivadas.
Integração entre setor produtivo e varejo eleva qualidade
A boa performance do agro brasileiro em relação aos resíduos é fruto da integração de diversos programas de controle. Além do PARA da Anvisa, o Ministério da Agricultura mantém o PNCRC/Vegetal, que monitora contaminantes químicos, físicos e biológicos (como Salmonella e metais pesados). No setor privado, a Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) opera o Programa RAMA, focado na rastreabilidade dos alimentos desde o campo até a gôndola.
O avanço no uso de bioinsumos e a intensificação das Boas Práticas Agrícolas (BPA) têm sido determinantes para esses índices positivos. O relatório conclui que, apesar da necessidade de combater a comercialização de produtos ilegais e aprimorar os registros para pequenas culturas, o cenário atual é de estabilidade e segurança. O consumidor brasileiro pode confiar na procedência e na qualidade nutricional dos vegetais que chegam à sua mesa.
Com informações: Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Anvisa, MAPA
Comportamento
Acidentes com lagartas em crianças exigem atenção redobrada durante o verão
Publicado
17 horas atrásem
27/01/2026
O contato com cerdas venenosas pode causar desde irritações leves até hemorragias graves; o gênero Lonomia é o principal risco para a saúde pública no Brasil
Com a elevação das temperaturas e o aumento das atividades de lazer em áreas verdes, cresce também o risco de acidentes por erucismo — a reação provocada pelo contato da pele com as cerdas de lagartas. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 26 mil ocorrências entre 2019 e 2023, sendo que 20% das vítimas eram crianças de até 9 anos. O Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em pediatria, alerta que o público infantil é o mais vulnerável devido à menor massa corporal e à fragilidade do sistema imunológico.
O perigo reside nas cerdas pontiagudas que, ao serem tocadas, injetam veneno diretamente na pele. Em crianças, a dificuldade em relatar os sintomas precocemente e o hábito de brincar próximo a troncos e folhagens potencializam a toxicidade do acidente, exigindo vigilância constante de pais e responsáveis em parques, quintais e áreas arborizadas.
Identificação das lagartas e os sintomas hemorrágicos
As lagartas envolvidas em acidentes no Brasil dividem-se basicamente em duas famílias. As “cabeludas” (Megalopygidae) possuem pelos sedosos que escondem cerdas urticantes. Já as “espinhudas” (Saturniidae), com aparência de pequenos pinheiros, incluem o gênero Lonomia, o mais perigoso para a saúde humana.
Enquanto a maioria das lagartas causa apenas dor intensa, queimação e inchaço local, o veneno da Lonomia interfere diretamente na coagulação sanguínea. Se não houver tratamento rápido, o quadro pode evoluir para:
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Manchas roxas pelo corpo e sangramentos nas gengivas;
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Presença de sangue na urina;
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Insuficiência renal aguda e risco de morte.
O Brasil é pioneiro e único produtor mundial do soro antilonômico, desenvolvido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo SUS. O antídoto é a única forma de neutralizar os efeitos graves do envenenamento, que costumam apresentar piora progressiva nas primeiras 12 horas após o contato.
Procedimentos imediatos para reduzir a absorção do veneno
Ao identificar que uma criança teve contato com uma lagarta, a recomendação médica é agir com rapidez, mas sem aplicar substâncias caseiras. A dermatologista pediátrica Flavia Prevedello orienta o uso de fita adesiva para remover cerdas que ainda estejam presas à pele, seguido de lavagem com água e sabão. Compressas frias podem ser utilizadas para aliviar a dor local.
O que nunca fazer:
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Não esfregar o local: Isso pode quebrar mais cerdas e espalhar o veneno.
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Não aplicar álcool ou vinagre: Essas substâncias podem agravar a irritação.
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Não usar aspirina ou anti-inflamatórios: Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento, o que é fatal em casos de acidente com Lonomia.
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Não fazer torniquetes ou sucção: Tais práticas são ineficazes e danificam os tecidos.
Como evitar o contato e proteger as áreas de lazer
O aumento de lagartas em zonas urbanas está diretamente ligado ao desequilíbrio ambiental e ao desmatamento. Para prevenir acidentes, é essencial observar atentamente troncos e galhos antes de permitir que crianças se aproximem. O uso de luvas em atividades de jardinagem e a recomendação de nunca tocar em lagartas, mesmo as que pareçam mortas (pois as cerdas mantêm a toxicidade), são medidas eficazes.
Em caso de emergência, além de procurar uma unidade de saúde, é recomendável fotografar o inseto para auxiliar na identificação pela equipe médica. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) atende pelo telefone 0800 644 6774 para orientações específicas sobre animais peçonhentos em todo o país.
Com informações: Hospital Pequeno Príncipe, Ministério da Saúde
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