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Ministério das Mulheres defende justiça climática e de gênero em conferência regional

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Em conferência da CEPAL no México, ministra Márcia Lopes reafirma compromisso do Brasil com igualdade de gênero, cuidado e justiça climática. Agenda inclui integração de gênero na COP30 e fortalecimento da Política Nacional de Cuidados

O Ministério das Mulheres (MMulheres) participou da XVI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, realizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) e pelo ONU Mulheres, na Cidade do México. O evento, que reuniu representantes de 28 países, teve como foco a construção de uma sociedade do cuidado, a igualdade de gênero e a justiça climática.

A ministra Márcia Lopes chefiou a delegação brasileira, composta por mais de 40 integrantes, entre deputadas, representantes da sociedade civil e gestores de governos estaduais e municipais.

Justiça climática com enfoque de gênero

Durante a mesa “Clima e Cuidados: Rumo a uma transição verde e justa na América Latina e no Caribe”, Márcia Lopes destacou que as mudanças climáticas afetam desproporcionalmente as mulheres, especialmente aquelas em situação de vulnerabilidade social, racial e territorial.

Ela apresentou o Plano de Ação Integrado Mulheres e Clima, iniciativa do MMulheres que visa fortalecer a participação feminina na agenda climática e garantir justiça de gênero, raça e território na transição ecológica.

“Nós, mulheres feministas, temos a tarefa histórica de liderar a construção de um novo modelo de desenvolvimento que coloca no centro o cuidado e a sustentabilidade da vida e do planeta”, afirmou a ministra.

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Cuidado como direito fundamental

Na mesa “Diálogo de Altas Autoridades sobre a Sociedade do Cuidado”, Lopes reafirmou o compromisso do governo Lula em colocar o cuidado no centro da agenda nacional.

“Sem cuidado não há igualdade e sem justiça de gênero não há desenvolvimento sustentável”, declarou, destacando que a organização social do cuidado ainda é marcada por desigualdades estruturais que afetam principalmente mulheres negras, indígenas, de comunidades tradicionais e periféricas.

Posicionamento oficial do Brasil

O governo brasileiro apresentou um Posicionamento Oficial com visões e ações sobre igualdade de gênero, combate às desigualdades e políticas de proteção social. O documento destaca:

  • A implementação da Política Nacional de Cuidados;
  • A regulamentação do Plano Nacional de Cuidados;
  • O fortalecimento dos sistemas de proteção diante do envelhecimento populacional e da diminuição do tamanho das famílias.

Entre as ações previstas estão:

  • Criação de protocolo de proteção a mulheres em emergências climáticas;
  • Inserção da agenda de justiça climática na 5ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres;
  • Integração de gênero e cuidado na COP30, que será realizada no Brasil em novembro de 2025.

COP30 como oportunidade estratégica

Márcia Lopes destacou que a COP30 é uma “oportunidade única” para transformar o direito ao cuidado em pilar de resiliência e justiça climática. “Essa integração é política e ética. Não pode ser tratada como tema complementar, mas como central”, afirmou.

Cooperação internacional e combate à violência digital

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Durante a conferência, a ministra realizou reuniões bilaterais com autoridades do Uruguai, Chile, União Europeia e CEPAL, fortalecendo redes de cooperação. Também foi discutida a construção da Lei Modelo MESECVI, da Organização dos Estados Americanos (OEA), para erradicar a violência digital contra mulheres.

Presença do PT e engajamento parlamentar

As deputadas federais Juliana Cardoso (PT-SP) e Ana Paula Lima (PT-SC) integraram a comitiva. Ambas destacaram a importância do evento como espaço de resistência e avanço, especialmente diante de discursos retrógrados de países como os Estados Unidos.

“Seguiremos firmes, mesmo diante de retrocessos. Porque nenhum passo atrás na luta por direitos!”, afirmou Juliana Cardoso.


Com informações: Ministério das Mulheres / PT

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Prouni 2026: Com oferta recorde de vagas, inscrições estão abertas até amanhã, 29/1

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Edição histórica disponibiliza quase 600 mil bolsas em todo o país; programa se consolida como a maior ferramenta de mobilidade social do Brasil, com alto índice de conclusão entre beneficiários

O Ministério da Educação (MEC) iniciou, na última segunda-feira (26 de janeiro de 2026), o período de inscrições para o primeiro semestre do Prouni 2026. Sob a diretriz do Governo Federal de democratizar o acesso ao ensino superior, esta edição marca um recorde histórico: são 594.519 bolsas ofertadas, o maior volume desde a criação do programa em 2004.

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas exclusivamente pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior até o dia 29 de janeiro. Ao completar duas décadas, o Prouni já beneficiou mais de 3,6 milhões de estudantes, transformando a realidade de famílias onde, muitas vezes, o bolsista é o primeiro a conquistar um diploma universitário.

Quem pode participar e quais os critérios?

Para concorrer a uma das bolsas, o candidato precisa atender aos requisitos básicos de desempenho e perfil socioeconômico:

  • Enem: Ter participado das edições de 2024 ou 2025, com média mínima de 450 pontos e nota superior a zero na redação.

  • Público-alvo: Estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública (ou como bolsista integral na particular), pessoas com deficiência e professores da rede pública de ensino.

  • Renda Familiar: * Bolsas Integrais (100%): Renda bruta mensal de até 1,5 salário mínimo por pessoa.

    • Bolsas Parciais (50%): Renda bruta mensal de até 3 salários mínimos por pessoa.

Impacto Real: Renda e Sucesso Acadêmico

Os dados do programa revelam que o Prouni é mais do que uma política de acesso; é uma política de resultados. Pesquisas indicam que a conclusão da graduação via Prouni gera um incremento salarial médio de quase R$ 4,8 mil para o formado.

Além disso, o programa apresenta índices de eficiência acadêmica notáveis:

  • Permanência: A taxa de conclusão entre bolsistas é de 58%, superando significativamente a média de 36% entre estudantes que não possuem o auxílio.

  • Diversidade: As mulheres são maioria (56%) e pessoas negras representam 55% dos beneficiados, refletindo a pluralidade da população brasileira.

Dicas para a Inscrição

Durante os quatro dias de prazo, as notas de corte são atualizadas diariamente pelo sistema. É fundamental que o candidato acompanhe essas variações para ajustar suas opções de curso, turno e instituição, aumentando suas chances de aprovação.

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Para os jovens do Novo Gama e de todo o Entorno, o Prouni representa a principal ponte para as faculdades privadas de Brasília e região, muitas vezes com unidades próximas ou facilidade de acesso via transporte público.


Com informações: Ministério da Educação (MEC), Redação do PT Nacional

 

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Dia em Memória das Vítimas do Holocausto: Lula reforça defesa dos Direitos Humanos e combate ao ódio

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Em mensagem oficial, o presidente lembrou a participação do Brasil na criação da data pela ONU e alertou para os perigos do autoritarismo e do preconceito religioso no século XXI

Nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva utilizou suas redes sociais para marcar o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. O chefe do Executivo enfatizou a necessidade de recordar as atrocidades cometidas pelo regime nazista para evitar que discursos de ódio e o preconceito étnico voltem a ameaçar as instituições democráticas.

Lula destacou que a tragédia, que ceifou a vida de milhões de judeus, ciganos, poloneses, homossexuais e pessoas com deficiência durante a Segunda Guerra Mundial, foi construída sobre as bases do autoritarismo. “É preciso recordar os horrores que a humanidade é capaz de cometer contra o próprio ser humano”, afirmou o presidente.

O papel do Brasil na oficialização da data

Um ponto central da mensagem foi o resgate histórico da participação do governo brasileiro na criação do marco internacional. Lula lembrou que:

  • Em 2004: Durante encontro com Israel Singer, do Congresso Judaico Mundial, ele assinou a petição endereçada à ONU para o estabelecimento oficial da data.

  • Em 2005: A Organização das Nações Unidas aprovou a resolução, fixando o 27 de janeiro como o dia de tributo às vítimas.

A escolha da data não é aleatória: em 27 de janeiro de 1945, as tropas aliadas revelaram ao mundo as atrocidades do campo de concentração de Auschwitz, na Polônia (então sob ocupação da Alemanha nazista), libertando os sobreviventes e expondo a magnitude do genocídio.

Defesa da Democracia e Solidariedade

Para o presidente, o dia de hoje deve ser visto como um compromisso contínuo com a convivência pacífica. Lula manifestou solidariedade às milhões de famílias destruídas pela tragédia e reforçou que a democracia e os Direitos Humanos são os únicos instrumentos capazes de garantir um mundo mais justo para as gerações futuras.

“Um dia de defesa dos Direitos Humanos, da convivência pacífica e das instituições democráticas, elementos fundamentais do mundo mais justo que queremos deixar para as próximas gerações”, concluiu o presidente.

A data de hoje é celebrada mundialmente com eventos que buscam educar a sociedade sobre os perigos da intolerância e do negacionismo histórico.

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Com informações: Agência Brasil

 

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Inflação de janeiro: Conta de luz e passagens aéreas puxam IPCA-15 para baixo

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Prévia da inflação oficial fecha em 0,20% no primeiro mês de 2026; acumulado de 12 meses atinge 4,5%, tocando o teto da meta estabelecida pelo governo

A inflação brasileira começou o ano de 2026 perdendo fôlego. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, fechou janeiro em 0,20%, uma queda em relação aos 0,25% registrados em dezembro. O alívio no bolso dos brasileiros veio, principalmente, de dois itens essenciais: a energia elétrica e o setor de transportes.

Com este resultado, o índice acumula 4,5% nos últimos 12 meses, exatamente o limite máximo da meta de inflação (que é de 3% com margem de 1,5 p.p.). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23 de janeiro de 2026) pelo IBGE.

O alívio: Energia e Passagens Aéreas

O grupo Habitação (-0,26%) foi o grande destaque positivo do mês. A queda foi impulsionada pela conta de luz, que recuou 2,91%. A explicação é técnica: a Aneel alterou a bandeira tarifária de amarela para verde, eliminando a taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh que estava sendo cobrada no mês anterior.

No grupo Transportes (-0,13%), o destaque foi a queda de 8,92% nas passagens aéreas. Além disso, medidas locais, como a “tarifa zero” aos domingos e feriados em Belo Horizonte, ajudaram a reduzir o custo dos ônibus urbanos.

O alerta: Alimentos e Combustíveis

Se por um lado a luz baixou, por outro, comer em casa ficou mais caro. Após sete meses de queda, os alimentos voltaram a subir (0,21%), com altas expressivas no tomate (16,28%) e na batata-inglesa (12,74%).

Já os combustíveis subiram 1,25% no período da coleta, sendo a gasolina a vilã individual da inflação no mês. No entanto, o cenário deve melhorar em fevereiro, já que a Petrobras anunciou hoje um corte de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras.

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IPCA-15: Entenda os números de janeiro

Setor Variação (%)
Saúde e cuidados pessoais + 0,81%
Comunicação + 0,73%
Alimentação e bebidas + 0,31%
Educação + 0,05%
Transportes – 0,13%
Habitação – 0,26%

Diferença entre IPCA-15 e IPCA

A prévia (IPCA-15) utiliza a mesma metodologia do índice oficial, mas coleta os preços entre o meio do mês anterior e o meio do mês atual. Para moradores de Brasília e Goiânia, os dados são especialmente relevantes, pois as duas capitais fazem parte das 11 localidades onde a pesquisa é realizada.

O IPCA “cheio” (fechado) de janeiro, que abrange mais cidades e o mês completo, será divulgado no dia 10 de fevereiro.


Com informações: IBGE, Agência Brasil

 

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