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TCDF celebra 65 anos com marco tecnológico e histórico

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O Tribunal de Contas do Distrito Federal celebra seus 65 anos com uma programação especial. O evento, que se estende por uma semana, une história, cultura e inovação com o lançamento de uma plataforma digital

O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) comemora 65 anos de atuação com uma programação especial, que destaca a história da instituição e seu compromisso com a modernização. A série de eventos, que iniciou na segunda-feira, 15 de setembro, inclui cerimônias solenes, atividades culturais e a introdução de novas ferramentas tecnológicas. As celebrações ocorrem nos Edifícios Sede e Anexo da Corte, além de plataformas digitais, visando a integração entre o tribunal, seus servidores e a comunidade.

A data de 15 de setembro de 2025 marcou a solenidade de outorga da Ordem do Mérito de Contas Rui Barbosa, uma das atividades mais importantes da semana. A cerimônia homenageou personalidades que contribuíram para a fiscalização de contas e a administração pública no Brasil. Entre os agraciados, estão figuras notáveis como o ex-presidente da República José Sarney, o ex-governador do DF Joaquim Roriz (in memoriam) e o ex-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Valmir Campelo.

O primeiro dia das celebrações também foi palco do lançamento do Diário Oficial Eletrônico do TCDF, uma inovação que visa aprimorar a comunicação de atos processuais e administrativos da Corte. A iniciativa reforça o compromisso do tribunal com a transparência e a eficiência, otimizando o acesso às informações e modernizando seus processos internos.

Programação Diversificada e Inclusiva

As comemorações continuam ao longo da semana, com atividades que buscam envolver diferentes públicos. Na terça-feira, 16 de setembro, um evento simbólico uniu gerações: um ipê foi plantado pelo servidor mais antigo da Casa e regado pelo mais novo, simbolizando a continuidade e o legado do trabalho no TCDF. A programação do dia também incluiu uma sessão de cinema especial com a presença do historiador e conselheiro emérito do TCDF, Ronaldo Costa Couto, que apresentou um documentário sobre Juscelino Kubitschek, uma figura central na história de Brasília e do Brasil.

A tecnologia e a inovação ocupam um espaço importante na agenda do aniversário. Na mesma terça-feira, uma live sobre o Google Agent Space, plataforma de inteligência artificial, foi transmitida pelo canal do TCDF no YouTube. A discussão sobre ferramentas digitais continuará na quinta-feira, 18 de setembro, com uma live em parceria com a Microsoft para apresentar o Copilot, uma ferramenta de automação e assistência de produtividade. Esses eventos demonstram o interesse da Corte em se manter atualizada com as tendências tecnológicas para otimizar suas operações.

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A confraternização entre os servidores também faz parte das celebrações. Na quarta-feira, 17 de setembro, após a sessão plenária, o Happy-Hour dos 65 Anos do TCDF reunirá servidores e colaboradores no estacionamento do Edifício Anexo, com food trucks, música ao vivo e um bolo comemorativo. As atividades de bem-estar seguem na quinta-feira, com uma competição esportiva interna no Espaço Corpo e Mente do tribunal.

Compromisso com o Bem-Estar e a Comunidade

Durante toda a semana, a integração com a comunidade é fortalecida por meio de uma Feira de Expositores e Artesãos Locais, instalada entre os Edifícios Sede e Anexo, e uma Exposição Multimídia sobre os 65 Anos do TCDF, que está disponível no Salão Negro, permitindo que visitantes conheçam a história e a atuação da instituição.

O presidente do TCDF, conselheiro Manoel de Andrade, ressaltou o significado das comemorações. Segundo ele, os 65 anos do Tribunal representam um marco de transparência e compromisso com o controle social. A programação, que valoriza a cultura, a tecnologia e o bem-estar, reflete o objetivo de aproximar a instituição da sociedade e de seus servidores. O TCDF disponibilizou a programação completa em um hotsite especial, que também oferece conteúdos como a linha do tempo interativa e vídeos sobre a fiscalização dos recursos públicos.

Programação – Aniversário TCDF


Com informações: TCDF

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Hackathon Participa DF: CGDF convoca inovadores para fortalecer o controle social

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Com inscrições abertas até 30 de janeiro, maratona on-line desafia desenvolvedores e estudantes a criarem soluções tecnológicas para a gestão pública e o acesso à informação no Distrito Federal

A Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF) lançou o 1º Hackathon em Controle Social, batizado de “Desafio Participa DF”. A iniciativa busca unir tecnologia e cidadania para criar ferramentas que facilitem a participação dos brasilienses na fiscalização dos gastos e serviços públicos.

O evento é totalmente gratuito e realizado de forma on-line, permitindo que talentos de todo o Distrito Federal e do Entorno participem sem sair de casa. As inscrições encerram-se nesta sexta-feira, 30 de janeiro, e podem ser feitas individualmente ou em equipes de até três pessoas (maiores de 18 anos).

Mais informações estão disponíveis no site da CGDF.

Os Desafios: O que os participantes devem criar?

A maratona está dividida em duas categorias técnicas que visam modernizar a transparência pública:

  1. Privacidade e IA: Desenvolvimento de modelos automatizados capazes de identificar pedidos de informação que contenham dados pessoais, garantindo o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

  2. App Participa DF: Criação de uma versão em Progressive Web App (PWA) da plataforma Participa DF. O objetivo é permitir que o cidadão envie denúncias e sugestões via texto, áudio, vídeo e imagem, com foco total em acessibilidade.

Cronograma e Inscrições

Os interessados devem submeter suas propostas através do formulário eletrônico oficial. Confira as datas importantes:

  • Inscrições: Até 30 de janeiro de 2026.

  • Avaliação das Propostas: De 2 a 20 de fevereiro.

  • Divulgação do Resultado: 23 de fevereiro, em transmissão ao vivo pela TV Controladoria DF no YouTube.

Por que participar?

Além de contribuir para uma gestão pública mais transparente, o Hackathon é uma vitrine para desenvolvedores, designers e pesquisadores. Soluções inovadoras aplicadas ao serviço público costumam ganhar visibilidade em todo o país, além de fortalecerem o currículo de profissionais de TI e inovação.

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Com informações: Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), TCDF

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GDF é condenado em R$ 200 mil por morte de bebê após demora em cirurgia

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Decisão da 6ª Vara da Fazenda Pública do DF classifica espera excessiva como omissão do Estado; magistrado rebateu argumento de falta de leitos, afirmando que o governo deveria ter custeado rede privada

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou o Governo do Distrito Federal (GDF) a indenizar os pais de um recém-nascido que faleceu após uma espera prolongada por uma cirurgia cardíaca de urgência. A sentença de 1ª instância fixou a reparação em R$ 200 mil (R$ 100 mil para cada genitor) por danos morais, configurando falha grave na prestação do serviço público de saúde.

O bebê foi diagnosticado logo após o nascimento com cardiopatia congênita grave. Mesmo com decisões judiciais prévias determinando a intervenção imediata, o procedimento só foi realizado semanas depois. Infelizmente, a criança não resistiu e faleceu no dia seguinte à cirurgia.

Omissão e Descumprimento de Ordem Judicial

Na sentença proferida nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026), o magistrado da 6ª Vara da Fazenda Pública destacou que a falha do Estado foi múltipla. Além da demora injustificada, houve uma classificação inadequada do grau de urgência, tratando um caso gravíssimo como se fosse uma cirurgia eletiva.

O juiz foi enfático ao rebater o argumento clássico da falta de vagas:

  • Rede Privada: A ausência de leitos na rede pública não exime o Estado de sua responsabilidade; em casos de urgência, o GDF deve custear o atendimento em hospitais particulares.

  • Descumprimento: O governo ignorou determinações judiciais expressas que já exigiam a internação e cirurgia do bebê.

Perícia contesta defesa do GDF

Em sua defesa, o Distrito Federal alegou que o estado clínico do paciente recomendava esperar que ele ganhasse peso antes da operação e que a equipe multidisciplinar prestou assistência contínua. No entanto, a perícia técnica realizada no processo desmentiu essa tese, confirmando que a demora excessiva retirou as chances de sobrevida da criança.

A decisão reforça que a saúde é um dever constitucional e que a inércia administrativa, neste caso, configurou uma omissão específica do poder público.

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Próximos Passos e Recurso

A Procuradoria-Geral do DF (PGDF) informou que analisa o caso para adotar as medidas judiciais cabíveis. Como a decisão é de primeira instância, o GDF ainda pode recorrer ao colegiado do TJDFT para tentar reverter a condenação ou reduzir o valor da indenização.


Com informações: Metrópoles, Francisco Dutra, TJDFT

 

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Larvas no pão de mel: Justiça do DF condena fabricante a indenizar consumidora

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4ª Turma Cível do TJDFT manteve sentença contra a Pandurata Alimentos; desembargadores reafirmaram que a simples exposição ao produto contaminado fere a dignidade do consumidor, mesmo sem ingestão completa

A 4ª Turma Cível do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) confirmou a condenação da Pandurata Alimentos Ltda. ao pagamento de R$ 3,5 mil em danos morais a uma consumidora de Brasília. O motivo da ação foi a compra de um pão de mel que, embora estivesse lacrado e dentro do prazo de validade, continha larvas e ovos de insetos.

De acordo com o processo, a consumidora só percebeu a contaminação quando o produto já estava quase totalmente consumido. Fotografias anexadas aos autos foram fundamentais para comprovar a presença dos insetos no alimento, servindo como prova objetiva da falha na segurança do produto.

Responsabilidade Objetiva e Solidária

Em sua defesa, a fabricante alegou que adota rigorosos protocolos de higiene e tentou solicitar uma perícia técnica em sua fábrica para provar que a contaminação poderia ter ocorrido em outra etapa da cadeia (como transporte ou armazenamento). No entanto, o Tribunal rejeitou o pedido de perícia, destacando que:

  • Responsabilidade Objetiva: Pelo Código de Defesa do Consumidor (CDC), o fabricante responde pelos danos independentemente de culpa.

  • Solidariedade: A empresa responde por falhas em qualquer ponto da cadeia produtiva e de fornecimento.

  • Segurança Alimentar: A presença de corpos estranhos em alimentos é, por si só, uma violação do dever de segurança.

Dano Moral: A ingestão é necessária?

Um dos pontos centrais do recurso da empresa foi o argumento de que a consumidora não teria sofrido danos à saúde física por não ter ingerido o produto integralmente. Contudo, os desembargadores seguiram o entendimento consolidado do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Para a Justiça, a ingestão total ou parcial é irrelevante para a configuração do dano moral. O relator do caso enfatizou que a exposição a um alimento contaminado por larvas atinge diretamente a dignidade do consumidor e compromete a confiança nas relações de consumo, justificando a indenização pela sensação de repulsa e risco à saúde.

Valor da Indenização

O valor de R$ 3,5 mil foi considerado adequado pelo colegiado. Na fixação da quantia, foram levados em conta:

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  1. A capacidade econômica da fabricante (Pandurata).

  2. A gravidade da falha no controle de qualidade.

  3. O fato de a consumidora não ter desenvolvido uma patologia física grave, o que impediu um valor ainda mais elevado.

A decisão foi unânime e já serve como referência para casos similares no Distrito Federal.


Com informações: Secretaria de Comunicação Social do TJDFT

 

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