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Tecnologia

Snapdragon 8 Elite Gen 5 e X2 Elite: o que muda nos novos chips da Qualcomm

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A Qualcomm lançou dois novos processadores: o Snapdragon 8 Elite Gen 5 para smartphones premium e o Snapdragon X2 Elite (e Extreme) para notebooks com Windows. Os chips introduzem a 3ª geração da CPU Oryon, são fabricados em três nanômetros e trazem NPUs (Unidades de Processamento Neural) turbinadas, focando em rodar Inteligência Artificial (IA) diretamente nos dispositivos

A Qualcomm intensificou sua estratégia de mercado ao lançar a próxima geração de seus processadores, com foco em alto desempenho, eficiência energética e, principalmente, em Inteligência Artificial embarcada. Os novos chips miram em dois segmentos cruciais: smartphones Android de ponta e o mercado de notebooks com Windows, onde a empresa busca competir diretamente com Intel e AMD.

Snapdragon X2 Elite e X2 Elite Extreme: O Desafio aos PCs

A segunda geração da linha Snapdragon X é a grande aposta da Qualcomm para revolucionar os PCs com Windows baseados em arquitetura Arm.

Característica Snapdragon X2 Elite e X2 Elite Extreme
Arquitetura CPU Oryon de 3ª geração
Processo 3 nanômetros
Núcleos Até 18 núcleos (atingindo 5 GHz no Extreme)
NPU (IA) Hexagon, 80 TOPS (Trilhões de Operações por Segundo), a mais rápida para notebooks
Eficiência Gráfica GPU Adreno com eficiência energética até 2,3 vezes maior
Benefício Principal Desempenho para competir com laptops de alto nível, com bateria para “múltiplos dias”.

O modelo Extreme é voltado para usuários que exigem o máximo de desempenho em tarefas criativas e de pesquisa. A alta capacidade da NPU Hexagon permite que recursos de IA rodem no próprio dispositivo, sem depender de nuvem, sustentando a onda de “AI PCs”. A previsão é que os primeiros notebooks com estes chips cheguem ao mercado no primeiro semestre de 2026.

Snapdragon 8 Elite Gen 5: Avanço para Smartphones Premium

No universo mobile, o Snapdragon 8 Elite Gen 5 promete equipar a próxima geração de smartphones Android topos de linha.

Característica Snapdragon 8 Elite Gen 5
Arquitetura CPU Oryon de 3ª geração
Processo 3 nanômetros
Desempenho da CPU 20% mais desempenho e 35% mais eficiência energética
GPU Adreno 23% mais performance e 20% menos consumo
NPU (IA) Hexagon, 37% mais rápida para IA generativa on-device
Multimídia Suporte ao codec Advanced Professional Video (APV) para gravação quase sem perdas e tecnologia Dragon Fusion para qualidade de vídeo.

A aceleração da NPU neste chip permitirá que assistentes personalizados e recursos multimodais de IA operem diretamente no aparelho, garantindo respostas mais rápidas e maior privacidade ao manter o processamento de dados local. Há indícios de que este chip apareça em smartphones já no final de 2025, com a Xiaomi entre as primeiras a adotá-lo.

Por que importa

Os lançamentos da Qualcomm sinalizam uma mudança na prioridade da indústria de chips, onde a IA se tornou o principal diferencial competitivo. Ao apostar no processamento on-device, a empresa busca oferecer maior privacidade, respostas instantâneas e menor dependência de serviços na nuvem. Este movimento coloca a Qualcomm em uma disputa acirrada tanto com a Apple e a MediaTek no mercado mobile quanto com a Intel e AMD no setor de PCs.

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Com informações: 9to5Google, Android Authority, The Verge e Qualcomm e Olhar Digital

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Tecnologia

Escassez de chips de memória deve durar até 2027 e encarecer eletrônicos

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Impulsionada pelo avanço da Inteligência Artificial em centros de dados, a alta demanda por semicondutores cria um “superciclo” de valorização, pressionando os custos de smartphones e notebooks em todo o mundo

A crise global de suprimentos no setor de semicondutores ganhou um novo horizonte: 2027. Segundo Sassine Ghazi, CEO da Synopsys, a escassez de chips de memória deve se estender pelos próximos dois anos devido ao apetite voraz das infraestruturas de Inteligência Artificial (IA). Em entrevista à CNBC, o executivo alertou que o mercado enfrenta um “crunch” (aperto) de capacidade, uma vez que a produção das gigantes Samsung, SK Hynix e Micron está sendo quase integralmente absorvida por servidores de alta performance.

O descompasso entre oferta e procura deve manter os preços desses componentes em patamares elevados ao longo de 2026 e 2027. O motivo técnico reside na complexidade da expansão fabril: a construção de novas linhas de montagem de semicondutores leva, em média, dois anos para entrar em operação, o que impede uma resposta rápida ao choque de demanda causado pelos centros de dados.

Memória de alta largura de banda é o novo “ouro” tecnológico

A corrida bilionária pela IA mudou a prioridade das fabricantes. A memória de alta largura de banda (HBM), essencial para processar volumes massivos de dados em tempo real, tornou-se o produto mais cobiçado. Com dezenas de bilhões de dólares sendo injetados em infraestrutura de data centers, outros setores acabam ficando desassistidos.

“Muitos outros produtos precisam de memória, mas esses mercados estão hoje sem atendimento porque não há capacidade sobrando”, explicou Ghazi. Esse cenário configura o que analistas chamam de “superciclo”, um período atípico e prolongado de alta demanda que beneficia financeiramente as empresas de memória, mas penaliza fabricantes de bens de consumo final.

Fabricantes de PCs e smartphones preveem repasse de custos

A consequência direta da escassez de chips é a inflação tecnológica. Grandes players do mercado já admitem que os custos de fabricação serão repassados aos preços de venda:

  • Lenovo: A maior fabricante de PCs do mundo, por meio de seu diretor financeiro Winston Cheng, confirmou que espera novas altas nos preços de notebooks. O movimento coincide com o ciclo de substituição de dispositivos para o sistema Windows 11, o que mantém a demanda aquecida mesmo com preços maiores.

  • Xiaomi: A gigante chinesa já havia sinalizado que os valores de seus smartphones devem sofrer reajustes a partir de 2026.

  • Segmentos Atingidos: Especialistas avaliam que os produtos da faixa mais acessível (entrada) serão os mais impactados, já que possuem margens de lucro menores e são mais sensíveis ao aumento do custo dos componentes.

Monitoramento de preços e estoques em 2026

Para o consumidor brasileiro, o cenário exige planejamento. A valorização global dos semicondutores, somada às oscilações cambiais, pode tornar a renovação de eletrônicos domésticos significativamente mais cara em 2026. A recomendação de analistas de mercado é antecipar compras necessárias de hardware antes que os novos lotes, já com os preços reajustados das memórias, cheguem às prateleiras.

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Embora empresas como a Lenovo operem cadeias de suprimentos globais com diversas plantas de fabricação para mitigar riscos, a sensibilidade do mercado consumidor a aumentos de preços continua sendo um ponto de vulnerabilidade para o setor de tecnologia neste biênio.


Com informações: Olhar Digital, CNBC, Synopsys, Lenovo

 

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Sociedade

Indústria de data centers intensifica marketing para conter oposição popular

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Grupos industriais investem milhões em publicidade para associar instalações de IA a empregos e energia limpa, enquanto estudos apontam baixa geração de postos de trabalho permanentes e impacto nas contas de luz

A rápida expansão dos centros de processamento de dados, impulsionada pelo boom da Inteligência Artificial, gerou uma crise de imagem para as gigantes de tecnologia. Para enfrentar a crescente resistência de comunidades locais, empresas como Meta e grupos de lobby como a Virginia Connects iniciaram campanhas de relações públicas em larga escala. Os anúncios, que inundam a TV e as redes sociais, apresentam os data centers como investidores em energia verde e motores de criação de “empregos bem remunerados”.

No entanto, a realidade técnica e econômica dessas instalações contradiz parte do discurso publicitário. Especialistas e pesquisadores alertam que, embora a construção exija milhares de trabalhadores temporários, a operação contínua de um data center demanda pouquíssima mão de obra humana, tornando-o uma das indústrias mais intensivas em capital e menos eficientes em geração de empregos permanentes por metro quadrado.

Investimento bilionário resulta em poucos postos operacionais

A principal bandeira das campanhas de marketing é a promessa de revitalizar economias locais. Contudo, estudos da Universidade de Michigan e da organização Food & Water Watch indicam que o custo para criar um único emprego permanente em um data center é quase 100 vezes maior do que em indústrias de manufatura ou armazenamento tradicional.

Diferente de uma fábrica, onde centenas de operários circulam diariamente, um data center de última geração é projetado para ser monitorado remotamente. Após a fase de obras, o quadro de funcionários fixos resume-se a poucas dezenas de técnicos de segurança e manutenção. Em Altoona, Iowa, por exemplo, a Meta afirma apoiar cerca de 400 empregos, um número significativamente menor do que os 1.000 postos gerados pelo cassino local, apesar do investimento bilionário em infraestrutura.

Residentes temem arcar com custos de expansão energética

Outro ponto de fricção é o consumo colossal de eletricidade e água. Na Virgínia, estado que abriga a maior concentração de data centers do mundo, 73% da população acredita que essas instalações são responsáveis pelo aumento nas tarifas de energia. A preocupação reside no fato de que a construção de novas linhas de transmissão e usinas para alimentar a IA acaba sendo financiada, em parte, por todos os consumidores da rede.

Para conter o desgaste político, reguladores da Virgínia aprovaram uma nova estrutura tarifária que entrará em vigor em 2027. O objetivo é garantir que as empresas de tecnologia paguem o “custo total do serviço”, protegendo os clientes domésticos de aumentos derivados da demanda industrial. Essa mudança reflete uma vitória para ativistas que comparam o marketing atual da indústria de tecnologia às antigas campanhas que omitiam os riscos do tabagismo.

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Quase 200 grupos ativos bloqueiam investimentos bilionários

A resistência não é apenas retórica; ela tem causado impactos financeiros reais. De acordo com o projeto Data Center Watch, entre abril e junho de 2025, grupos comunitários conseguiram bloquear ou atrasar 20 projetos, o que representa um potencial de US$ 98 bilhões em investimentos paralisados. As principais queixas incluem:

  • Drenagem de recursos hídricos: Necessidade de milhões de litros de água para resfriamento de servidores.

  • Poluição sonora e do ar: Ruído constante de sistemas de ventilação e uso de geradores a diesel em emergências.

  • Integridade de zonas úmidas: Impacto ambiental em áreas de preservação próximas às construções.

A indústria argumenta que sem esses centros, a evolução da sociedade digital e da economia da IA seria impossível. No entanto, para ativistas como Elena Schlossberg, do condado de Prince William, a “pasta de dente já saiu do tubo”: a conscientização pública sobre os custos sociais e ambientais dessas estruturas tornou o marketing tradicional insuficiente para convencer as comunidades de que o progresso tecnológico compensa os impactos locais.


Com informações: Grist, Politico, Spotlight Delaware

 

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Tecnologia

Entenda as siglas MHEV, HEV, PHEV e BEV para escolher seu próximo carro em 2026

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O mercado automotivo brasileiro vive uma explosão de siglas em 2026, com projeções de vendas de eletrificados dobrando para 600 mil unidades. Entender a diferença entre híbridos leves, plug-ins e elétricos puros é essencial para quem busca economia e sustentabilidade

A “sopa de letrinhas” dos motores eletrificados não é apenas marketing; cada sigla representa um nível diferente de assistência elétrica, impacto no consumo e necessidade de infraestrutura. Em 2026, com a chegada de quase 100 novos modelos ao Brasil e a abertura de fábricas de marcas como BYD e GWM no país, o consumidor tem mais opções, mas também mais dúvidas.

Escolher entre um híbrido leve (MHEV), um híbrido pleno (HEV), um plug-in (PHEV) ou um elétrico a bateria (BEV) depende diretamente do seu perfil de uso, disponibilidade de recarga residencial e orçamento para manutenção.

Do auxílio invisível à dependência total da tomada

Para facilitar a decisão, os veículos eletrificados são categorizados pelo nível de autonomia elétrica e pela forma como as baterias são carregadas:

  • MHEV (Híbrido Leve): É a porta de entrada. Um pequeno motor elétrico substitui o alternador e auxilia o motor a combustão em arrancadas e retomadas. Não move o carro sozinho e não precisa de tomada. Foco: pequena redução de emissões e IPVA reduzido em alguns estados.

  • HEV (Híbrido Convencional): O sistema alterna entre motor a combustão e elétrico automaticamente. O motor elétrico pode mover o carro em baixas velocidades (como no trânsito urbano). Não precisa de tomada, pois recarrega com a energia das frenagens. Exemplo clássico: Toyota Corolla Hybrid.

  • PHEV (Híbrido Plug-in): Possui baterias maiores que precisam ser carregadas na tomada. Permite rodar de 50 a 80 km apenas no modo elétrico, ideal para o trajeto casa-trabalho sem gastar gasolina. Se a bateria acabar, ele funciona como um híbrido comum.

  • BEV (Elétrico a Bateria): 100% elétrico. Não possui motor a combustão nem escapamento. Oferece torque instantâneo e custo por km rodado até 75% menor que o da gasolina, mas exige planejamento de rotas e infraestrutura de recarga.

Economia mensal vs. custo de aquisição e infraestrutura

A decisão de compra em 2026 deve considerar que, embora o custo das baterias tenha caído, os carros elétricos (BEV) ainda possuem um preço de aquisição superior aos modelos a combustão equivalentes. No entanto, a economia na ponta do lápis aparece no uso diário: enquanto um carro a etanol custa cerca de R$ 0,45 por km, um elétrico pode custar apenas R$ 0,12 por km.

Um avanço regulatório importante para 2026 é a obrigatoriedade de adequação de condomínios para instalação de carregadores (norma SAVE), o que deve facilitar a vida de quem mora em prédios. Além disso, parcerias entre empresas de energia solar e montadoras estão permitindo que motoristas carreguem seus veículos com energia própria, zerando o custo de “abastecimento”.

FCEV e a aposta no Etanol Híbrido

Enquanto os FCEV (Veículos a Célula de Combustível), que usam hidrogênio, ainda enfrentam o desafio da falta de postos de abastecimento no Brasil, o país aposta no Híbrido a Etanol. Essa tecnologia é vista como uma solução de transição sustentável, unindo a baixa emissão da eletrificação com a rede de distribuição de combustível já existente em todo o território nacional.

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Para o motorista, 2026 é o ano da conectividade. Os veículos agora contam com atualizações remotas (OTA) e sistemas avançados de assistência (ADAS), transformando o carro em um “smartphone sobre rodas”. A manutenção preditiva, que avisa sobre problemas antes mesmo de eles ocorrerem, também se tornou padrão em modelos PHEV e BEV de médio porte.


Com informações: Olhar Digital, ABVE, Bright Consulting

 

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