Secretaria Extraordinária de Proteção Animal estrutura políticas inéditas como o Cartão Ração e o Cartão Castração, beneficiando protetores e milhares de animais.
O Distrito Federal consolidou, ao longo de 2025, um novo patamar nas políticas públicas voltadas ao bem-estar de cães e gatos. Sob a gestão da Secretaria Extraordinária de Proteção Animal (Sepan-DF), o Governo do Distrito Federal (GDF) implementou ações que combinam auxílio financeiro direto a protetores, expansão de serviços veterinários gratuitos e um controle populacional rigoroso. O balanço anual aponta para uma descentralização dos serviços, levando o atendimento para as regiões administrativas mais vulneráveis da capital.
As iniciativas foram estruturadas para atender tanto animais em situação de abandono quanto aqueles pertencentes a famílias de baixa renda. De acordo com a pasta, o foco em 2025 foi garantir que a proteção animal deixasse de ser uma ação isolada para se tornar uma política de Estado permanente, com orçamento definido e metas de alcance social.
Auxílio financeiro: Cartão Ração e Cartão Castração
O principal marco do ano foi o lançamento do Cartão Ração e do Cartão Castração. Esta política, inédita no DF, utiliza o sistema bancário do Banco de Brasília (BRB) para fornecer subsídios a protetores independentes e organizações da sociedade civil (OSCs). O objetivo é garantir a segurança alimentar de animais resgatados e facilitar o acesso a procedimentos cirúrgicos de esterilização.
A base para a concessão desses benefícios foi o “Formulário de Protetores de Animais”, um mapeamento detalhado realizado em parceria com o Instituto de Pesquisa e Estatística do DF (IPEDF). Esse levantamento permitiu identificar as entidades e voluntários que realmente atuam na ponta, garantindo que o recurso público chegue onde a demanda é mais urgente.
Controle populacional e o programa Castra DF
A castração é considerada pela Sepan-DF o eixo fundamental para evitar o abandono e o sofrimento animal. Em 2025, o DF atingiu a marca de mais de 15 mil animais esterilizados. O serviço foi oferecido em três frentes principais:
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Agendamento Online: Voltado para a população em geral através do portal oficial.
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Cotas para Protetores: Vagas exclusivas para quem cuida de grandes colônias ou animais de rua.
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GDF Mais Perto do Cidadão: A inclusão da castração em eventos itinerantes do governo, facilitando o acesso de quem mora longe dos centros urbanos.
Além disso, o programa Castra DF atuou de forma móvel em regiões como Gama, Sol Nascente, Taguatinga e Ceilândia. O projeto foi além da saúde, oferecendo cursos profissionalizantes na área pet, como banho e tosa e auxiliar veterinário, gerando oportunidades de renda para a comunidade local.
Atendimento hospitalar e saúde veterinária pública
O Hospital Veterinário Público (Hvep), situado em Taguatinga, manteve-se como o pilar de urgência e emergência, somando cerca de 30 mil atendimentos gratuitos no ano. Para complementar esse serviço, o Hvep Móvel foi deslocado para regiões como Estrutural, Água Quente, Santa Maria e Itapoã, realizando consultas básicas e triagens.
A estratégia de levar o hospital para as ruas visa desafogar a unidade fixa e garantir que animais que nunca passaram por um veterinário possam receber cuidados básicos, como vacinação e tratamento de doenças comuns.
Educação e Guarda Responsável
Para garantir resultados a longo prazo, a Sepan-DF intensificou campanhas educativas em escolas e espaços públicos. O foco foi a disseminação do conceito de guarda responsável, que orienta os cidadãos sobre os deveres legais e éticos ao adotar um animal.
“Encerramos este ano reafirmando nosso compromisso com políticas que garantem dignidade. O trabalho está em plena expansão”, afirmou o secretário de Proteção Animal, Cristiano Cunha. A expectativa para 2026 é que as fases de resgate humanitário e adoção responsável ganhem ainda mais fôlego, fechando o ciclo de proteção que começa na castração e termina em um novo lar.