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Ciência

Experimento encerra um dos mais famosos debates da história da física entre Einstein e Bohr

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Estudo publicado na Physical Review Letters comprova o princípio da complementaridade e mostra que a realidade subatômica é mais estranha do que Einstein supunha

Um dos debates mais emblemáticos da ciência do século 20 recebeu um veredito experimental definitivo. Pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia da China, liderados por Jian-Wei Pan, realizaram na prática um experimento mental que Albert Einstein idealizou para tentar refutar os fundamentos da mecânica quântica. Os resultados confirmam que Einstein estava errado em sua crítica ao princípio da complementaridade, validando a visão de seu rival, Niels Bohr, sobre o comportamento dual das partículas no mundo subatômico.

A disputa girava em torno da capacidade de uma partícula se comportar como onda e como partícula simultaneamente. Enquanto Bohr defendia que essas propriedades eram exclusivas e dependiam da observação, Einstein acreditava que era possível medir ambas ao mesmo tempo sob condições específicas. O experimento moderno utilizou pinças ópticas de laser para aprisionar átomos e emaranhar seu momento com fótons, provando que, assim que a informação sobre o caminho da partícula é obtida, o padrão de interferência de onda desaparece instantaneamente.

O embate entre a certeza e a probabilidade

A divergência entre os dois gênios moldou a física moderna e o entendimento sobre o universo:

  • A visão de Einstein: Famoso pela frase “Deus não joga dados com o universo”, ele buscava uma realidade objetiva onde as propriedades das partículas existissem independentemente da medição.

  • A visão de Bohr: Sustentava que a natureza fundamental é probabilística e que o observador desempenha um papel ativo na definição da realidade observada.

  • O experimento da dupla fenda: A versão real do teste mostrou que a “informação do caminho” destrói a natureza ondulatória, exatamente como previsto pela escola de Copenhague de Bohr.

Impactos para o futuro da tecnologia

A confirmação não encerra apenas um capítulo histórico, mas impulsiona a engenharia do futuro. O uso de pinças ópticas para manipular átomos individuais de forma tão precisa permite investigar a decoerência quântica, um dos principais desafios para o desenvolvimento de computadores quânticos estáveis. Mais de cem anos depois, a mecânica quântica segue sendo confirmada em seus aspectos mais contraintuitivos, desafiando a lógica clássica e abrindo portas para uma nova era tecnológica.


Com informações: Olhar Digital

 

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Ciência

Arábia Saudita revela 20 novos sítios de arte rupestre em Soudah

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Gravuras de até 5 mil anos na região de Asir revelam detalhes inéditos sobre as antigas tribos tamúdicas e a fauna milenar da Península Arábica

A Comissão de Patrimônio da Arábia Saudita, em colaboração com a Soudah Development (empresa do Fundo de Investimento Público), anunciou nesta semana uma descoberta arqueológica de magnitude histórica. Foram identificados 20 novos sítios de arte rupestre na região de Soudah Peaks, abrangendo uma área de 636 quilômetros quadrados na província de Asir. As gravuras, com idade estimada entre 4 mil e 5 mil anos, são consideradas alguns dos vestígios culturais mais antigos já registrados no sudoeste do país.

O achado oferece uma janela rara para o cotidiano de civilizações que habitaram as terras altas de Soudah e Rijal Almaa. Entre as descobertas mais significativas estão as inscrições tamúdicas, um sistema de escrita antigo associado à tribo Thamud. Além da escrita, as rochas exibem representações detalhadas de animais que outrora eram abundantes na região, como hienas, avestruzes e íbices (cabras selvagens), evidenciando um ecossistema muito mais úmido e diversificado no passado.

As cenas gravadas em pedra não se limitam à fauna; elas retratam uma sociedade complexa com gravuras de caçadores em ação, grupos de dançarinos, armas e palmeiras. Segundo os arqueólogos, esses registros comprovam que a região foi um centro vital de assentamento humano e atividade cultural contínua. A descoberta faz parte de um levantamento científico em quatro etapas que visa documentar, classificar e, acima de tudo, preservar esses monumentos antes que o desenvolvimento turístico da região avance.

Turismo cultural e preservação em 2026

A descoberta ocorre em um momento estratégico para a Arábia Saudita, que em 2026 consolida sua Visão 2030 para o turismo. O projeto Soudah Peaks, conhecido por abrigar o ponto mais alto do país, pretende integrar esse novo patrimônio arqueológico a uma experiência turística de luxo e autenticidade. “O objetivo é criar uma jornada cultural integrada que reflita a riqueza histórica do Reino”, afirmaram as autoridades em comunicado oficial.

Paralelamente à arte rupestre, outras descobertas recentes na região têm fascinado a comunidade científica. No início deste mês, pesquisadores revelaram a localização de múmias de chitas em cavernas próximas, preservadas naturalmente por quase 2 mil anos. Esses achados somam-se às gravuras milenares para pintar um quadro completo de como as mudanças climáticas e a ocupação humana transformaram a Península Arábica ao longo dos milênios.

A proteção desses sítios é agora uma corrida contra o tempo. A Comissão do Patrimônio já iniciou o processo de registro nacional de cada formação rochosa para garantir que o fluxo de visitantes não degrade as inscrições. Para os pesquisadores, Soudah e Rijal Almaa deixam de ser apenas destinos de natureza exuberante para se tornarem um dos maiores laboratórios de arqueologia a céu aberto do Oriente Médio, conectando o presente moderno com as raízes mais profundas da humanidade.

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Com informações: Agência Brasil, ICL Notícias, SPA e Saudi Gazette

 

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Ciência

Missão Artemis 2 inicia contagem regressiva para o retorno à Lua

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Após meio século, a NASA mobiliza o foguete mais poderoso da história para levar astronautas ao solo lunar; lançamento está previsto para fevereiro de 2026

A humanidade está a poucos passos de reviver a era das grandes explorações espaciais. A NASA anunciou que o foguete Artemis 2 Space Launch System (SLS) e a cápsula Orion iniciaram sua jornada definitiva rumo à plataforma 39B, no Centro Espacial Kennedy, na Flórida. O deslocamento da imponente estrutura de 5 milhões de quilos — que se move a uma velocidade lenta e constante de 1,6 km/h — marca o começo da fase operacional da missão que levará quatro astronautas para uma órbita lunar de dez dias.

Este voo é considerado um marco histórico e técnico. O SLS, com seus 65 metros de altura, é o foguete mais potente já construído, capaz de gerar um empuxo de 3,9 milhões de quilos para romper a gravidade terrestre. Diferente da missão Artemis 1, que foi um teste não tripulado, a Artemis 2 testará todos os sistemas de suporte à vida e comunicação com humanos a bordo, servindo como o ensaio final para a Artemis 3, que planeja o pouso efetivo na superfície lunar até 2028.

A segurança é a palavra de ordem nesta etapa. O lançamento, agora previsto para o início de fevereiro, ocorre com um atraso de 15 meses em relação ao cronograma original. A NASA justificou a espera pela necessidade de ajustes finos no escudo térmico e nos sistemas de energia da cápsula Orion. “A segurança da tripulação continuará sendo nossa principal prioridade em cada etapa”, afirmou Lori Glaze, administradora associada da agência, reforçando que o retorno à Lua não permite margens para erro.

A nova corrida espacial: EUA e China disputam o polo sul lunar

O lançamento da Artemis 2 não é apenas um feito científico, mas um movimento estratégico no tabuleiro geopolítico global. A NASA mantém o foco em garantir que os Estados Unidos cheguem primeiro ao polo sul lunar, uma região rica em gelo e recursos, antes da China. Pequim tem avançado rapidamente com suas missões robóticas em Marte e na Lua, além de já ter consolidado sua própria estação espacial, a Tiangong, em 2022.

O cronograma apertado da agência norte-americana reflete essa urgência. No final de janeiro, será realizado um ensaio geral completo, incluindo o abastecimento dos 2,6 milhões de litros de propelente criogênico e uma contagem regressiva simulada. Se todos os protocolos de segurança forem validados, a janela de lançamento de fevereiro será confirmada, encerrando um hiato de voos tripulados para as proximidades da Lua que dura desde 1972, com a missão Apollo 17.

Para os entusiastas e cientistas, a Artemis 2 representa o início de uma presença humana sustentável fora da Terra. A ideia é que a Lua sirva como um “posto avançado” e campo de testes para tecnologias que, futuramente, permitirão a viagem de humanos para Marte. O mundo estará com os olhos voltados para o céu nas próximas semanas, acompanhando o que pode ser o evento tecnológico mais importante da década.

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Com informações: Live Science

 

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Ciência

Cientistas revelam mapa inédito da topografia oculta sob o gelo da Antártida

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Estudo utiliza dados de satélite e física de fluxo glacial para mapear montanhas e vales submersos, fundamentais para prever o aumento do nível do mar.

Cientistas alcançaram um feito histórico ao mapear a rocha subjacente à enorme camada de gelo da Antártida com uma precisão sem precedentes. O estudo, publicado na revista Science nesta quinta-feira (15 de janeiro), revelou uma paisagem complexa de montanhas, vales e bacias escondidos sob mais de 14 milhões de quilômetros quadrados de gelo. Até então, o interior do continente gelado era uma das superfícies menos conhecidas do sistema solar devido à dificuldade de realizar levantamentos terrestres e aéreos em condições tão extremas.

A nova cartografia foi possível graças à combinação de imagens de satélite de alta resolução com modelos físicos que analisam como o gelo flui sobre as irregularidades da rocha. Ao integrar essas medições, os pesquisadores conseguiram identificar estruturas de 2 a 30 quilômetros de extensão que antes eram invisíveis. Entre as descobertas estão canais de rios que se estendem por centenas de quilômetros — prováveis vestígios da paisagem antártica antes da glaciação — e vales profundos em regiões onde se acreditava haver apenas planície.

Um novo mapa das características ocultas sob o gelo da Antártica mostra o continente gelado com detalhes sem precedentes.

O novo mapa topográfico da IFPA revela novas características na paisagem abaixo da Antártica, desde colinas e cordilheiras até detalhes de cadeias montanhosas inteiras, e preenche lacunas entre linhas de pesquisa de radar.

Descobertas e relevância geológica

O mapeamento detalha o “esqueleto” do continente e sua influência no clima global:

  • Estruturas Ocultas: Revelação de colinas, cordilheiras e cadeias montanhosas inteiras anteriormente desconhecidas.

  • Limites Tectônicos: Identificação de transições acentuadas entre terras altas e baixas, sugerindo falhas e divisões de placas.

  • Canais Ancestrais: Evidências de sistemas fluviais antigos que agora servem como trilhos para o movimento das geleiras.

  • Dinâmica Glacial: O mapa permite observar como a topografia esculpe a superfície do gelo e orienta seu fluxo em direção ao oceano.

Impacto nas projeções climáticas

A importância deste estudo vai além da geologia pura. Como a paisagem rochosa determina a velocidade com que o gelo desliza para o mar, o novo mapa é uma ferramenta essencial para a climatologia. Com dados mais exatos sobre o relevo subaquático e subglacial, os cientistas podem aprimorar os modelos de derretimento causados pelo aquecimento global. Isso torna as projeções sobre o aumento do nível do mar muito mais precisas, permitindo que nações costeiras planejem melhor suas defesas contra as mudanças climáticas nas próximas décadas.

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Com informações: Live Science e Science

 

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