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Economia

A força jurídica por trás da economia verde brasileira

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Como Bell Ivanesciuc estruturou governança, sustentabilidade e segurança jurídica em projetos estratégicos de alto impacto


A executiva jurídica que operava nos bastidores das grandes decisões

Durante mais de duas décadas, Bell Ivanesciuc construiu uma trajetória singular em um dos ambientes mais complexos da economia brasileira: a interseção entre direito tributário, governança corporativa, sustentabilidade ambiental e grandes operações industriais.

A análise de documentos corporativos, registros societários, projetos ambientais, decisões estratégicas e entrevistas conduzidas pela Fato Novo revela que sua atuação extrapolou amplamente a função jurídica tradicional. Bell esteve diretamente envolvida em decisões que moldaram estruturas de financiamento, reorganizações empresariais, projetos ambientais e modelos de governança, especialmente em setores de alta complexidade regulatória.

Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que sua contribuição foi estrutural, silenciosa e determinante, sobretudo em contextos onde riscos jurídicos, tributários e ambientais poderiam comprometer operações de escala bilionária.

Liderança estratégica na Amazônia: governança ambiental antes de ESG se tornar pauta global

Entre 1994 e 2010, Bell Ivanesciuc exerceu posição de liderança jurídica corporativa e tributária no Grupo Jari/Orsa, um dos maiores conglomerados florestais e industriais da Amazônia.

Na função de Gerente Jurídica Corporativa, atuou diretamente junto à alta administração e aos acionistas controladores, sendo responsável por decisões que integravam direito ambiental, tributário, societário e internacional, em um território marcado por elevada sensibilidade ambiental, fundiária e regulatória na Amazônia.

Registros analisados indicam que Bell liderou a estruturação jurídica de projetos pioneiros de manejo florestal sustentável, certificações ambientais internacionais e iniciativas de créditos de carbono, antecipando padrões que mais tarde seriam consolidados sob a agenda ESG global.

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O papel silencioso por trás da transformação do Projeto Jari

Entre os casos mais emblemáticos de sua trajetória está a atuação contínua no Projeto Jari, considerado um dos mais complexos empreendimentos florestais e industriais do país.

A Fato Novo ouviu João Antonio Prestes, diretor da área ambiental da Jari Celulose à época, que confirmou que Bell foi uma das principais responsáveis pela estruturação jurídica dos projetos de manejo florestal certificado, regularização fundiária, licenciamento ambiental e conformidade internacional, em um período decisivo de reposicionamento estratégico do Grupo.

Integração jurídica inédita entre tributação, sustentabilidade e estratégia internacional

Muito antes da consolidação da sigla ESG, Bell Ivanesciuc já operava com modelos jurídicos integrados de compliance, sustentabilidade, incorporando certificações internacionais, governança ambiental aplicada à operação industrial, rastreabilidade jurídica da cadeia produtiva e mitigação de riscos climáticos e fundiários.

Segundo João Eduardo Peres, diretor da área tributária e internacional do Grupo Jari/Orsa, “a integração entre direito tributário, ambiental e estratégia internacional só foi possível porque havia uma liderança jurídica capaz de compreender o todo”, principalmente nas questões de reflorestamento ambiental, do grupo Orsa/Jari, com atuação em São paulo e na região da Amazônia que tem todas as suas peculiaridades ambientais.

Arquitetura jurídica de projetos florestais e créditos de carbono

Outro eixo central de sua atuação foi a estruturação jurídica de projetos pioneiros de REDD+, em parceria com a Biofílica Investimentos Ambientais, envolvendo centenas de milhares de hectares de floresta preservada e beneficiando aproximadamente 15 mil pessoas em 98 comunidades.

Segundo outros especialistas do mesmo setor no Brasil, também ouvidos pela reportagem, sem uma arquitetura jurídica sólida, projetos dessa magnitude não avançam no mercado internacional de carbono, dada a complexidade regulatória e o rigor dos padrões globais.

Atuação executiva e jurídica em grupo multinacional de navegação marítima

Paralelamente à sua atuação na Amazônia, Bell Ivanesciuc exerceu funções executivas e jurídicas de alta relevância no Grupo Gearbulk, um dos maiores grupos multinacionais de navegação marítima do mundo, reconhecido internacionalmente por suas políticas avançadas de sustentabilidade, governança e compliance anticorrupção.

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Entre 2010 e 2021, Bell ocupou cargos de Diretora Executiva e de também do Conselho de Administração, em empresas do grupo no Brasil, incluindo Canopus Empreendimentos S.A., Narooma Empreendimentos e Participações Ltda. e Gearbulk Marítima Ltda, GBT Terminais Marítimos LTDA, PFT – Terminais de Produtos Florestais Ltda;  NST Terminais e Logistica LTDA,   além de atuar como consultora jurídica estratégica do mesmo grupo econômico, em operações envolvendo terminais portuários, armadores globais e holdings multinacionais.

Documentos corporativos analisados indicam que Bell atuou diretamente junto a acionistas estrangeiros, autoridades governamentais, órgãos reguladores e administrações portuárias, conduzindo projetos estruturantes de grande impacto financeiro, tributário e operacional.

Sua atuação incluiu estruturação societária de holdings multinacionais, regularização e registro de embarcações, planejamento tributário internacional, liderança de litígios complexos e condução de projetos de spin-off de terminais logísticos estratégicos, incluindo operações no Porto de Santos.

Relatórios internos apontam ganhos financeiros diretos superiores a dezenas de milhões de reais, além de premiações e indenizações profissionais por desempenho excepcional, reconhecimento incomum no setor jurídico-executivo.

Fontes do grupo afirmam que sua atuação foi decisiva para mitigação de riscos regulatórios, conformidade ambiental e alinhamento das operações brasileiras aos padrões globais de ESG e anticorrupção adotados pelo Gearbulk Group, cuja política institucional enfatiza sustentabilidade, segurança operacional, compliance, governança e responsabilidade corporativa.

Projetos de alto impacto financeiro e institucional

Entre os marcos de sua trajetória estão reorganizações societárias e tributárias de grande escala, projetos de recuperação fiscal, regularização de ativos estratégicos e condução de due diligence global, resultando em impacto financeiro mensurável e proteção patrimonial significativa para os grupos empresariais assessorados.

Especialistas ouvidos pela Fato Novo afirmam que “o nível de complexidade dessas operações exigia uma combinação rara de visão jurídica, capacidade executiva e compreensão de riscos globais”.

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Reconhecimento interno e validação pelos acionistas

A Fato Novo ouviu Sergio Antonio Garcia Amoroso, acionista controlador do Grupo Orsa e Jari à época, que confirmou que Bell Ivanesciuc exercia função estratégica de alta confiança, com impacto direto na governança e nos resultados financeiros do conglomerado.

A reportagem ouviu ainda Sandra Aparecida de Oliveira Lima, principal executiva da área financeira do Grupo/Jari, que confirmou que Bell atuava de forma integrada com finanças, controladoria e estratégia corporativa, sendo peça-chave na viabilização de projetos sustentáveis e financeiramente sólidos.

Conclusão: uma atuação estrutural, não circunstancial

A análise comparativa de documentos, projetos, depoimentos e evidências confirma que a contribuição de Bell Ivanesciuc não foi episódica nem operacional, mas estrutural e estratégica, tanto no setor florestal amazônico quanto em operações multinacionais de navegação e logística global.

Sua atuação moldou modelos jurídicos, ambientais e de governança que continuam a influenciar decisões empresariais, políticas públicas e projetos de sustentabilidade no Brasil e no exterior.

Nota da Redação

Em razão da relevância técnica, da liderança comprovada em organizações de grande porte e reputação internacional, bem como do impacto mensurável de suas contribuições jurídicas e executivas, a Fato Novo registra esta reportagem como parte de sua série especial dedicada a profissionais que moldaram estruturas essenciais da economia brasileira longe dos holofotes.

Diante do reconhecimento institucional, setorial e corporativo de sua atuação, Bell Ivanesciuc passa a ser considerada pela redação como referência qualificada para a análise, produção de conteúdo e manifestação técnica sobre temas relevantes ligados à governança corporativa, sustentabilidade, compliance, direito e economia, sendo convidada a contribuir regularmente com matérias e debates de interesse público.


Por Redação – Fato Novo

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Brasil

Minha Casa Minha Vida pode ser o motor da reindustrialização

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Integração entre moradia e polos fabris surge como estratégia para reduzir rotatividade, aumentar a produtividade e fortalecer o pilar social do ESG

A discussão sobre o futuro da indústria brasileira ganhou um novo e fundamental ingrediente: a localização da moradia do trabalhador. Em um artigo recente, o deputado federal Zeca Dirceu defende que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve deixar de ser visto apenas como uma política de assistência social para se tornar uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico. A proposta é clara: integrar a habitação aos polos industriais para solucionar gargalos históricos de contratação e retenção de mão de obra.

Atualmente, muitas empresas enfrentam dificuldades operacionais porque seus colaboradores residem longe das fábricas. O resultado é um ciclo oneroso de alta rotatividade e baixa produtividade, além do desgaste físico e mental de quem enfrenta horas no transporte público. Sob a ótica do ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), garantir moradia digna e próxima ao emprego não é apenas uma questão de bem-estar, mas um fator de competitividade que atrai investimentos e estabiliza as cadeias produtivas.

O impacto positivo dessa integração é sistêmico. Quando o trabalhador mora perto da fábrica, ele reduz gastos com transporte e aluguel, aumentando sua renda disponível. Para a empresa, os custos de rotatividade diminuem. Para o município, há uma melhoria no planejamento urbano e na arrecadação. “A nova política industrial brasileira começa na porta da fábrica e na chave da casa própria”, ressalta o parlamentar, destacando que países desenvolvidos já tratam habitação e produção como agendas inseparáveis.

O novo MCMV e as metas para o final de 2026

O programa Minha Casa, Minha Vida já passou por diversas transformações desde sua criação em 2009, entregando mais de 8,4 milhões de unidades. No entanto, o foco para 2026 é a diversificação de modalidades. Além das novas construções, o governo federal direcionou atenção especial para a reforma e melhoria habitacional, com uma previsão de investimento de R$ 30 bilhões até o fim deste ano. Esse fôlego financeiro visa não apenas dar um teto, mas garantir que as residências existentes tenham condições dignas de habitabilidade.

A sugestão de criar uma linha específica do programa voltada ao trabalhador da indústria — com subsídios diferenciados ou cotas exclusivas — ganha fôlego entre empresários, prefeitos e sindicatos. Essa medida poderia acelerar a reconstrução de uma classe média produtiva, especialmente em regiões que buscam atrair novas plantas industriais tecnológicas. O objetivo é evitar que o custo imobiliário em áreas próximas a distritos industriais se torne um impedimento para o crescimento econômico regional.

Em Fortaleza, por exemplo, entregas recentes como as do Residencial Cidade Jardim III mostram o potencial de transformação dessas comunidades. No entanto, o desafio para o restante de 2026 será garantir que esses novos projetos estejam conectados a eixos de transporte e emprego. Integrar a justiça ambiental com a eficiência econômica parece ser o caminho para que o Brasil não apenas produza mais, mas produza com maior coesão social e sustentabilidade a longo prazo.

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Com informações: Diplomatique

 

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Distrito Federal

Banco de Brasília descarta intervenção e afirma ter solidez patrimonial

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Instituição financeira nega risco iminente, projeta venda de ativos do Banco Master e esclarece que eventuais aportes não afetarão o orçamento público

O Banco de Brasília (BRB) ocupou o centro do debate econômico nesta segunda-feira (19) ao vir a público descartar, de forma categórica, qualquer risco de intervenção por parte das autoridades monetárias. Em nota oficial, a instituição controlada pelo Governo do Distrito Federal (GDF) afirmou possuir “suficiência patrimonial” para absorver os impactos das investigações relacionadas às operações com o Banco Master. A manifestação surge como uma resposta estratégica para acalmar o mercado financeiro e os correntistas, após especulações sobre a necessidade urgente de uma injeção de capital bilionária.

A estratégia do banco para manter sua estabilidade envolve a venda de ativos recuperados do banco privado, buscando reforçar seu caixa sem depender exclusivamente de recursos governamentais. De acordo com o comunicado, qualquer medida de recomposição de capital só será concretizada após o encerramento das auditorias independentes e das análises detalhadas conduzidas pelo Banco Central (BC). O BRB enfatizou que, caso um aporte do acionista controlador seja necessário, os recursos não serão retirados das áreas destinadas a políticas públicas essenciais, como saúde e educação.

O Ministério da Fazenda também se pronunciou para dissipar rumores de um possível socorro financeiro imediato. Em nota, a pasta negou que o ministro Fernando Haddad tenha estabelecido prazos ou cobrado o governo do DF sobre aportes sob ameaça de intervenção. Embora a Fazenda tenha mantido silêncio sobre as discussões técnicas com o Banco Central, a negativa oficial retira o caráter de urgência política do caso, transferindo o foco para os resultados das investigações forenses que ainda estão em curso para dimensionar os prejuízos reais.

No vídeo abaixo, entenda como as investigações do Banco Central impactam as instituições financeiras estatais e quais são os mecanismos de proteção aos correntistas em casos de desenquadramento prudencial.

A ausência do balanço financeiro referente ao terceiro trimestre tem sido um dos pontos de maior atenção dos analistas. O BRB justificou o atraso afirmando que os valores exatos de eventuais perdas estão sendo apurados por uma auditoria independente e pelo próprio Banco Central. A instituição reforçou que qualquer dado não oficial que circule publicamente sobre prejuízos deve ser tratado como “meramente especulativo”, garantindo que as operações de atendimento ao público e serviços bancários seguem funcionando dentro da normalidade.

A crise que envolve o BRB está diretamente ligada à sua relação com o Banco Master, investigado por supostas fraudes em carteiras de crédito. Dados do Banco Central indicam que a instituição estatal adquiriu cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras que, posteriormente, foram apontadas como fraudulentas. Além disso, estima-se que o banco tenha injetado outros R$ 5 bilhões em operações variadas com o Master. A nova gestão do BRB agora trabalha para auditar cada contrato assinado entre 2024 e 2025, visando separar ativos legítimos de operações irregulares.

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Essas movimentações financeiras levaram o banco a um descumprimento temporário dos limites prudenciais exigidos pelo BC no início de 2025. O “desenquadramento” resultou em uma determinação do Banco Central para que o BRB limitasse a compra de novos ativos e apresentasse um plano de solução definitivo até abril de 2026. Mesmo diante desse cenário de monitoramento rigoroso, a cúpula do banco insiste que a estrutura de capital é resiliente e que os mecanismos de governança interna foram reforçados para evitar novos desvios.

O desfecho do caso depende agora da conclusão da investigação forense conduzida por um escritório de advocacia independente. Enquanto isso, o governo local monitora a situação de perto, ciente da importância do BRB para a economia do Distrito Federal. A transparência nos próximos relatórios trimestrais será decisiva para confirmar se a “suficiência patrimonial” alegada pela diretoria será capaz de estancar a crise de confiança gerada pelas operações com o Banco Master.

Para o leitor comum, o recado da instituição é de estabilidade: os depósitos e investimentos seguem seguros, enquanto a disputa técnica se concentra nos bastidores da alta gestão financeira. O compromisso com a isonomia e a prestação de contas agora aguarda os números finais das auditorias para encerrar o ciclo de incertezas que cercam a maior instituição financeira do Centro-Oeste.


*Com informações: Agência Brasil

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Brasil

Porto de Santos bate recorde histórico com 186 milhões de toneladas

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O maior complexo portuário da América Latina cresceu 3,6% em 2025, impulsionado pela soja e pelo comércio com a China, consolidando-se como motor do PIB

O Porto de Santos, em São Paulo, encerrou o ano de 2025 com uma marca sem precedentes na história da logística nacional. O complexo movimentou 186,4 milhões de toneladas de carga, superando o recorde anterior de 2024 e reafirmando sua posição como a principal porta de saída das riquezas brasileiras. Esse crescimento de 3,6% reflete não apenas a pujança do agronegócio, mas também a eficiência das recentes expansões na infraestrutura portuária.

As exportações foram o grande destaque do ano, somando 137,4 milhões de toneladas, um salto de 4,6%. No topo da lista de embarques aparecem as commodities que sustentam a balança comercial: a soja liderou com quase 45 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar, milho e celulose. Esse fluxo massivo de mercadorias fez com que o porto fosse responsável por quase 30% de toda a corrente comercial do Brasil, evidenciando que quase um terço de tudo o que o país negocia com o mundo passa pelo cais santista.

A relação comercial com a China continua sendo o pilar central das operações em Santos. Em 2025, o gigante asiático foi o destino ou origem de 29,6% de todo o fluxo de cargas. Esse alinhamento estratégico permitiu que o porto registrasse recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres, demonstrando uma resiliência operacional que acompanhou o crescimento da demanda global por alimentos e matérias-primas brasileiras.

Investimentos e infraestrutura para 2026

O sucesso operacional de 2025 é creditado ao planejamento de longo prazo e à segurança jurídica atraída pelo setor. Segundo Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária, a constância nos recordes mensais prova que os investimentos em dragagem e acessos terrestres estão surtindo efeito. O porto não apenas recebeu mais carga, mas operou mais navios: foram 5.708 atracações ao longo do ano, um aumento de 2,7% que exigiu precisão cirúrgica na gestão do tráfego marítimo.

Olhando para o futuro imediato, o governo federal aposta em projetos estratégicos para manter o ritmo de crescimento. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da capacidade de contêineres, através de projetos como o Tecon Santos 10, será o próximo divisor de águas. Essas obras visam preparar o porto para uma nova classe de navios gigantes, garantindo que o Brasil não perca competitividade frente a outros centros logísticos globais.

Nas importações, o porto manteve estabilidade com 49 milhões de toneladas desembarcadas. Os insumos para o campo, como adubos e fertilizantes, lideraram as entradas, seguidos por combustíveis e trigo. Essa dinâmica de “mão dupla” — exportar alimento processado e importar insumos para a produção — cria um ecossistema econômico vital para o interior do país, especialmente para estados produtores que dependem da ferrovia e das rodovias que desaguam em Santos.

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Com informações: Agência Brasil

 

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