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Brasil

Governo Lula impulsiona Nordeste; região cresce acima da média nacional

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Parlamentares petistas destacam investimentos estratégicos do Governo Federal na região

O Nordeste brasileiro consolida-se como um dos principais motores do crescimento econômico do País, com desempenho acima da média nacional em 2024. Dados do Boletim Macro Regional – Nordeste (março/2025), do FGV IBRE, revelam que a região cresceu 4% no ano passado. Superou a média brasileira de 3,8%. O avanço reflete os efeitos das políticas públicas do Governo Lula, que priorizou investimentos estratégicos na região, ao combinar infraestrutura, industrialização e inclusão social.

Destaque para o Ceará (5,5%) e Pernambuco (4,7%), estados que lideraram o crescimento, beneficiados pelo fortalecimento do setor de serviços e da indústria de transformação. A Bahia, com alta de 3,1%, também contribuiu para o resultado positivo, reforçando a diversificação econômica regional.

PAC

O líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), afirmou que o Presidente Lula sempre priorizou investimentos no Nordeste, especialmente no terceiro mandato, impulsionando o crescimento econômico e a renda familiar na região. “Desde o lançamento do novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), os investimentos públicos se ampliaram, tornando-se fundamentais para o desenvolvimento do Nordeste”, disse Guimarães. No Ceará, os recursos do PAC somam R$ 47,1 bilhões, sendo R$ 33,4 bilhões em investimentos diretos do governo federal e R$ 13,7 bilhões em projetos regionais.

Até dezembro de 2024, mais de R$ 16 bilhões, do PAC Seleções, foram aplicados no estado, distribuído em área como educação, saúde, esporte, cultura e infraestrutura. “Temos R$ 136 milhões em institutos federais, R$ 536,6 milhões em universidades, R$ 285 milhões em equipamentos de saúde e 59 milhões em esporte e cultura”, detalhou o deputado. Além disso, obras em aeroportos, portos, ferrovias e rodovias estão modernizando a infraestrutura cearense, garantindo maior eficiência e segurança.

Guimarães também destacou outras iniciativas, como o Minha Casa, Minha Vida, Bolsa Família e crédito agrícola, que fortalecem a economia local. “É a força do governo federal que faz do Nordeste uma ponta de lança para o desenvolvimento social, geração de renda e segurança alimentar”, afirmou. “São investimentos em todas as áreas, desde a questão hídrica até políticas sociais, parte da reconstrução do Brasil que Lula está liderando”, completou, ao celebrar os avanços no estado.

Transformação histórica

Para o deputado Jorge Solla (PT-BA), o Nordeste vive uma transformação histórica. “Antes visto apenas como fornecedor de mão-de-obra barata, o Nordeste passou a ser protagonista graças a políticas estruturantes do Governo Lula, desde seu primeiro mandato em 2003”. Solla citou a expansão do ensino profissionalizante, a criação de polos industriais e megaprojetos como a Transposição do São Francisco como fatores-chave. “As políticas sociais aumentaram o poder de consumo, enquanto as obras de infraestrutura integraram a região ao desenvolvimento nacional”, afirmou.

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Com o retorno de Lula à Presidência em 2023, o Nordeste voltou a receber atenção especial, com investimentos em energia renovável, logística e incentivos à indústria local. O modelo combate desigualdades regionais e prova que a inclusão social e o crescimento econômico andam juntos.

Atividade industrial

De acordo com os dados da FGV, a atividade industrial no Nordeste registrou um crescimento de 2,5% em 2024. O número superou expectativas e reforçou a recuperação setorial. Destaque para os estados do Rio Grande do Norte e Ceará, que se consolidaram como o segundo e terceiro maiores crescimentos industriais do Brasil, impulsionados por investimentos em logística, energia renovável e incentivos fiscais.

Serviços

No setor de serviços, o Nordeste apresentou um desempenho excepcional, com Sergipe liderando a expansão regional (7,1%), seguido por Paraíba (4,8%) e Pernambuco (4,4%). O crescimento foi puxado pelo turismo, tecnologia e serviços especializados, refletindo a diversificação econômica da região.

Comércio

O Nordeste brilhou no comércio, com todos os estados acima da média nacional em 2024. No varejo, a Paraíba se destacou com um crescimento extraordinário de 11,4% (o segundo maior do País), seguida pelo Ceará (7,8%). Já no comércio ampliado (que inclui veículos e materiais de construção), os destaques foram novamente a Paraíba (11%) e Pernambuco (7,5%), demonstrando o fortalecimento do consumo interno.

Pernambuco e Bahia lideraram as vendas no setor automotivo, beneficiados por financiamentos acessíveis e renovação de frotas. Bahia e Ceará registraram forte expansão no comércio de materiais de construção, reflexo do aquecimento imobiliário e de programas federais de habitação.

Centro de consumo

Dados divulgados nesta segunda-feira (19/5) pelo jornal Estadão revelam que, após dois anos, o Nordeste deve ultrapassar a região Sul e retomar a posição de segundo maior centro de consumo do Brasil em 2025. Segundo o levantamento anual da IPC Maps, as famílias nordestinas devem movimentar R$ 1,515 trilhão em 2025. O Nordeste deverá responder por 18,59% do consumo brasileiro. Ao todo, as famílias brasileiras deverão movimentar R$ 8,151 trilhões, alta de 3,01% na comparação com 2024.

O salto no consumo nordestino reflete os efeitos combinados da expansão do Bolsa Família – garantindo renda básica às famílias mais vulneráveis; aumento real do salário mínimo – fortalecendo o poder de compra da população; investimentos bilionários em energia renovável – com parques eólicos e solares gerando empregos e desenvolvimento regional; e obras de infraestrutura – como a Refinaria Abreu e Lima, modernização de portos, aeroportos e recuperação da malha viária.

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Para o deputado Carlos Veras (PT-PE), primeiro-secretário da Câmara, os números comprovam uma transformação estrutural. “Esse avanço é fruto direto das políticas públicas e dos investimentos feitos na região: na indústria automotiva, portos, aeroportos, refinaria Abreu e Lima, saneamento, energia renovável e acesso à água. Quando o Brasil investe no Nordeste, reduz desigualdades e promove um desenvolvimento mais justo para todo o país”.

O deputado João Daniel (PT-SE) reforçou o papel do Governo Lula nesse processo. “Lula tem um olhar sensível e estratégico para nossa região. O Bolsa Família, o salário mínimo e os investimentos em energia e infraestrutura estão gerando emprego, renda e dignidade. É assim que se constrói um País mais justo, com desenvolvimento equilibrado”.

Já o deputado Josias Gomes (PT-BA) celebrou a conquista como um reconhecimento histórico. “Pela primeira vez, o Nordeste recebe atenção proporcional à sua importância. Superar o Sul e se tornar o segundo maior polo de consumo não surpreende os nordestinos – é apenas o reconhecimento do nosso potencial, há tanto tempo subestimado”.

Renda do trabalho

Dados do estudo da FGV Social revelam que o Nordeste foi a região que mais ampliou a renda dos trabalhadores em 2024, ao registrar um crescimento impressionante de 13% – quase o dobro da média nacional (7,1%). Esse desempenho excepcional consolida a região como a que mais avança na redução das desigualdades sociais e econômicas do País.

Entre os estados que mais tiveram crescimento, os quatro primeiros são nordestinos: Sergipe (32,47%), Pernambuco (19,78%), Bahia (19,42%) e Paraíba (18,62). Oito estados do Nordeste, dos nove que compõem a região, estão entre os dez primeiros.

Inclusão social

Além do crescimento acima da média, o estudo aponta para um movimento de inclusão social no mercado de trabalho. Grupos historicamente marginalizados, como pessoas com pouca instrução, negros e mulheres registraram ganhos de renda mais significativos.

Para a deputada Ivoneide Caetano (PT-BA) esses números representam mais do que estatísticas. “O Nordeste mostra sua potência quando o estado investe com prioridade. Estamos vendo a materialização de um projeto que coloca o povo nordestino no centro do desenvolvimento nacional. Esses resultados comprovam que estamos no caminho certo para construir um Brasil mais justo e igualitário”.

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Turismo

Os números do Ministério do Turismo em parceria com a Embratur e a Polícia Federal, mostram que o Nordeste está vivendo seu melhor momento no turismo internacional. Só nos dois primeiros meses de 2025, houve um aumento de 65,3% na chegada de turistas estrangeiros aos destinos nordestinos em comparação com o mesmo período de 2024.

Na comparação entre os períodos, o número de turistas internacionais que desembarcaram no Brasil pelos estados da Bahia, Ceará, Pernambuco e Rio Grande do Norte em janeiro e fevereiro de 2025 alcançou 95.075. Esse total representa um crescimento expressivo em relação ao mesmo intervalo de 2024, quando a região recebeu 62.048 visitantes vindos do exterior.

A Bahia, que lidera a entrada desses visitantes na região, registrou um salto de 61% na chegada visitantes apenas nos dois primeiros meses de 2025, em comparação com igual período do ano anterior. Em seguida aparece o Ceará, que cresceu 55% de um ano para o outro e Pernambuco e Rio Grande do Norte, onde ambos cresceram 37%. A análise foi feita nos estados que possuem aeroportos internacionais.

O deputado Merlong Solano (PT-PI) atribui esse sucesso às políticas federais. “O Governo Lula está reduzindo as desigualdades regionais através do turismo, agricultura familiar e energias renováveis. Isso gera emprego e renda para toda a região”.

Startups

Pela primeira vez, o Nordeste aparece como segunda maior região em número de startups mapeadas, com 23,53% do total nacional, atrás apenas do Sudeste, que lidera com 36,15%​. O Sul responde por 21,06% dos startups mapeados. O Levantamento do Sebrae Startups Report Brasil 2024, desenvolvido pelo Observatório Sebrae Startups, mapeou 18.056 startups ativas no Brasil.

Uma startup é uma empresa nova, normalmente de base tecnológica, que se caracteriza por ter um modelo de negócio inovador, escalável e repetível. Elas buscam resolver problemas de forma criativa e rápida, com foco em crescimento e impacto no mercado.

“Os dados refletem o compromisso do Presidente Lula com a região Nordeste. A melhora da renda da população e os resultados efetivos de diversas políticas públicas que já estão aparecendo são sinais de que começamos a colher os frutos da reconstrução do Brasil”, disse o deputado Mineiro (PT-RN).

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Na mesma linha, o deputado Flávio Nogueira (PT-PI) apontou que o crescimento do Nordeste é reflexo das ações do Governo Lula para diminuir as desigualdades o que resulta no aumento de “investimentos públicos e privados, transformando a região, que está na liderança da transição energética”.

O deputado Luiz Couto (PT-PB) observou que os dados não apenas refletem uma mudança significativa na dinâmica regional, mas também demonstram o potencial do Nordeste para contribuir de maneira ainda mais robusta para a economia nacional. “É um momento crucial que deve ser celebrado e apoiado, pois representa novas oportunidades de crescimento e inclusão social para todas as pessoas da nossa região”.


Do PT na Câmara

Fonte: PT

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Minha Casa Minha Vida pode ser o motor da reindustrialização

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Integração entre moradia e polos fabris surge como estratégia para reduzir rotatividade, aumentar a produtividade e fortalecer o pilar social do ESG

A discussão sobre o futuro da indústria brasileira ganhou um novo e fundamental ingrediente: a localização da moradia do trabalhador. Em um artigo recente, o deputado federal Zeca Dirceu defende que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve deixar de ser visto apenas como uma política de assistência social para se tornar uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico. A proposta é clara: integrar a habitação aos polos industriais para solucionar gargalos históricos de contratação e retenção de mão de obra.

Atualmente, muitas empresas enfrentam dificuldades operacionais porque seus colaboradores residem longe das fábricas. O resultado é um ciclo oneroso de alta rotatividade e baixa produtividade, além do desgaste físico e mental de quem enfrenta horas no transporte público. Sob a ótica do ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), garantir moradia digna e próxima ao emprego não é apenas uma questão de bem-estar, mas um fator de competitividade que atrai investimentos e estabiliza as cadeias produtivas.

O impacto positivo dessa integração é sistêmico. Quando o trabalhador mora perto da fábrica, ele reduz gastos com transporte e aluguel, aumentando sua renda disponível. Para a empresa, os custos de rotatividade diminuem. Para o município, há uma melhoria no planejamento urbano e na arrecadação. “A nova política industrial brasileira começa na porta da fábrica e na chave da casa própria”, ressalta o parlamentar, destacando que países desenvolvidos já tratam habitação e produção como agendas inseparáveis.

O novo MCMV e as metas para o final de 2026

O programa Minha Casa, Minha Vida já passou por diversas transformações desde sua criação em 2009, entregando mais de 8,4 milhões de unidades. No entanto, o foco para 2026 é a diversificação de modalidades. Além das novas construções, o governo federal direcionou atenção especial para a reforma e melhoria habitacional, com uma previsão de investimento de R$ 30 bilhões até o fim deste ano. Esse fôlego financeiro visa não apenas dar um teto, mas garantir que as residências existentes tenham condições dignas de habitabilidade.

A sugestão de criar uma linha específica do programa voltada ao trabalhador da indústria — com subsídios diferenciados ou cotas exclusivas — ganha fôlego entre empresários, prefeitos e sindicatos. Essa medida poderia acelerar a reconstrução de uma classe média produtiva, especialmente em regiões que buscam atrair novas plantas industriais tecnológicas. O objetivo é evitar que o custo imobiliário em áreas próximas a distritos industriais se torne um impedimento para o crescimento econômico regional.

Em Fortaleza, por exemplo, entregas recentes como as do Residencial Cidade Jardim III mostram o potencial de transformação dessas comunidades. No entanto, o desafio para o restante de 2026 será garantir que esses novos projetos estejam conectados a eixos de transporte e emprego. Integrar a justiça ambiental com a eficiência econômica parece ser o caminho para que o Brasil não apenas produza mais, mas produza com maior coesão social e sustentabilidade a longo prazo.

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Com informações: Diplomatique

 

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Porto de Santos bate recorde histórico com 186 milhões de toneladas

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O maior complexo portuário da América Latina cresceu 3,6% em 2025, impulsionado pela soja e pelo comércio com a China, consolidando-se como motor do PIB

O Porto de Santos, em São Paulo, encerrou o ano de 2025 com uma marca sem precedentes na história da logística nacional. O complexo movimentou 186,4 milhões de toneladas de carga, superando o recorde anterior de 2024 e reafirmando sua posição como a principal porta de saída das riquezas brasileiras. Esse crescimento de 3,6% reflete não apenas a pujança do agronegócio, mas também a eficiência das recentes expansões na infraestrutura portuária.

As exportações foram o grande destaque do ano, somando 137,4 milhões de toneladas, um salto de 4,6%. No topo da lista de embarques aparecem as commodities que sustentam a balança comercial: a soja liderou com quase 45 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar, milho e celulose. Esse fluxo massivo de mercadorias fez com que o porto fosse responsável por quase 30% de toda a corrente comercial do Brasil, evidenciando que quase um terço de tudo o que o país negocia com o mundo passa pelo cais santista.

A relação comercial com a China continua sendo o pilar central das operações em Santos. Em 2025, o gigante asiático foi o destino ou origem de 29,6% de todo o fluxo de cargas. Esse alinhamento estratégico permitiu que o porto registrasse recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres, demonstrando uma resiliência operacional que acompanhou o crescimento da demanda global por alimentos e matérias-primas brasileiras.

Investimentos e infraestrutura para 2026

O sucesso operacional de 2025 é creditado ao planejamento de longo prazo e à segurança jurídica atraída pelo setor. Segundo Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária, a constância nos recordes mensais prova que os investimentos em dragagem e acessos terrestres estão surtindo efeito. O porto não apenas recebeu mais carga, mas operou mais navios: foram 5.708 atracações ao longo do ano, um aumento de 2,7% que exigiu precisão cirúrgica na gestão do tráfego marítimo.

Olhando para o futuro imediato, o governo federal aposta em projetos estratégicos para manter o ritmo de crescimento. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da capacidade de contêineres, através de projetos como o Tecon Santos 10, será o próximo divisor de águas. Essas obras visam preparar o porto para uma nova classe de navios gigantes, garantindo que o Brasil não perca competitividade frente a outros centros logísticos globais.

Nas importações, o porto manteve estabilidade com 49 milhões de toneladas desembarcadas. Os insumos para o campo, como adubos e fertilizantes, lideraram as entradas, seguidos por combustíveis e trigo. Essa dinâmica de “mão dupla” — exportar alimento processado e importar insumos para a produção — cria um ecossistema econômico vital para o interior do país, especialmente para estados produtores que dependem da ferrovia e das rodovias que desaguam em Santos.

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Com informações: Agência Brasil

 

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Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos

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O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e eliminando tarifas para 90% dos produtos bilaterais

Neste sábado (17), um capítulo decisivo da história econômica global foi escrito em Assunção, no Paraguai. Representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram o acordo de livre comércio que vinha sendo negociado desde junho de 1999. A cerimônia ocorreu no Teatro José Asunción Flores, local simbólico onde o Mercosul foi fundado em 1991, selando a união de dois blocos que, juntos, representam um mercado consumidor de proporções gigantescas.

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma vez que o presidente Lula permaneceu no Rio de Janeiro após receber a cúpula europeia na véspera. O tratado prevê a redução gradual de tarifas para produtos industriais e agrícolas, com prazos de transição que chegam a 15 anos. A expectativa do governo brasileiro, compartilhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, é que a ratificação ocorra ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo entre em vigor no segundo semestre de 2026.

Os Pilares do Acordo: Indústria e Agronegócio

A implementação do tratado deve trazer ganhos imediatos e estruturais para a economia brasileira. Segundo estimativas da ApexBrasil, o incremento nas exportações nacionais pode chegar a US$ 7 bilhões.

  • Zerar de Tarifas: O Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus, enquanto a UE fará o mesmo para 95% dos bens sul-americanos.

  • Setores Industriais Beneficiados: Máquinas, equipamentos, automóveis, autopeças e produtos químicos terão tarifa zero ou reduzida, facilitando a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

  • Cotas Agrícolas: Para proteger produtores sensíveis, produtos como carne bovina, frango e açúcar terão cotas limitadas de importação com tarifas reduzidas. Acima desses volumes, a tributação padrão é mantida.

  • Compras Públicas: Empresas brasileiras agora poderão disputar licitações públicas em solo europeu, abrindo um novo mercado multibilionário.

Compromisso Ambiental e Desafios

Um dos pontos mais debatidos e que garantiu a assinatura final foi a inclusão de cláusulas ambientais vinculantes. O acordo estabelece que produtos beneficiados não podem estar vinculados ao desmatamento ilegal. Além disso, o texto prevê a suspensão do tratado caso haja violação dos compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Apesar do otimismo dos governos, o tratado ainda enfrenta resistência. Agricultores europeus, especialmente na França e Irlanda, temem a competitividade da agropecuária sul-americana. Por outro lado, o governo brasileiro e a ministra Marina Silva defendem que o texto final é equilibrado, promovendo o desenvolvimento econômico sem sacrificar a preservação da natureza.

Próximos Passos para a Vigência

A assinatura no Paraguai é o fim da fase diplomática, mas o início da fase legislativa. Para que os benefícios comecem a valer, o texto precisa ser aprovado:

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  1. Pelo Parlamento Europeu em Bruxelas.

  2. Pelos Congressos Nacionais dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).


Com informações: Agência Brasil

 

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