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Economia

Brasil avança para mudar forma de calcular preços de medicamentos

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CMED fala sobre importantes propostas para o setor, em evento da Anahp

O Brasil avança nas discussões sobre mudança na forma de calcular os preços dos medicamentos e ter o valor final mais próximo da realidade nas farmácias, sem desestimular a prática de descontos; além de verificar defasagens no setor, ou seja, ter mais critérios para outras formas de revisão de preços.

Estes foram alguns pontos apresentados por Daniela Marreco Cerqueira, secretária-executiva da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão ligado à Anvisa, que participou do evento online “Nova política de preços de medicamentos no Brasil – O que esperar?”, promovido nesta terça-feira (19) pela Anahp – Associação Nacional de Hospitais Privados e reuniu virtualmente 795 pessoas.

Cerqueira explicou que existe um Projeto de Lei que prevê uma aproximação do preço médio praticado do preço teto, por conta dos descontos verificados na prática. Já em relação à Resolução 02/2004, que completou 20 anos, há mudanças previstas incluindo: melhoria da previsibilidade; aumento da transparência; regulamentação dos prazos processuais; e etapas regulatórias.

Além disso, há também discussões relacionadas à mudança dos países que servem como referência hoje: Austrália, Canadá, Espanha, EUA, França, Grécia, Itália, Nova Zelândia, Portugal, além do país de origem do produto. Hoje, o preço inicial dos medicamentos não pode ser maior do que o menor preço internacional.

Há também uma discussão para se ter preços provisórios. Em meados de 2024, a Anvisa disponibilizou uma ferramenta para atualização de preços provisórios buscando melhorar o gerenciamento de processos envolvendo medicamentos pendentes de informações para precificação definitiva.

Já para os hospitais, especificamente, a executiva falou que a atualização da Resolução 02/2018 deve ter um impacto maior no segmento, com o reembolso de medicamentos adquiridos por hospitais.

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Sobre a Anahp
Constituída em 2001, a Anahp (Associação Nacional de Hospitais Privados) é uma entidade que representa os principais hospitais privados de excelência no país e tem uma função estratégica no cenário político e social.
Por meio de iniciativas inovadoras e modelos de excelência, a associação foi criada para promover a qualidade da assistência médico-hospitalar no Brasil e defender os interesses e as necessidades do setor.
Siga a Anahp no Instagram (@anahp.br) e no Facebook (@anahpbrasil) e acompanhe os conteúdos divulgados em seu canal no YouTube www.youtube.com/anahpbrasil.

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Brasil

Brasileiros iniciam 2026 com maior otimismo nas finanças e no crédito

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Estudo da TransUnion revela que 73% das famílias esperam melhora financeira este ano, com a Geração Z liderando a confiança, apesar do alerta contínuo sobre a inflação

Os consumidores brasileiros entraram em 2026 com uma percepção renovada de otimismo em relação às suas perspectivas financeiras. De acordo com o mais recente estudo Consumer Pulse, conduzido pela TransUnion, 73% dos entrevistados acreditam que a situação econômica de suas famílias irá melhorar nos próximos 12 meses. O levantamento destaca que o crescimento recente da renda e a maior facilidade de acesso ao crédito são os principais pilares que sustentam esse sentimento positivo.

A Geração Z (jovens de 18 a 28 anos) desponta como o grupo mais confiante: 84% desses jovens preveem um cenário financeiro favorável para este ano. Entre os Millennials e a Geração X, a sensação de estabilidade também é predominante, com índices de 70% e 65%, respectivamente. Esse clima de esperança é reforçado pelo fato de que 76% dos brasileiros esperam novos aumentos salariais ou de renda ao longo de 2026.

Consumidores mantêm cautela e ajustes nos gastos opcionais

Apesar do otimismo generalizado, o planejamento das famílias brasileiras não está isento de preocupações. A inflação dos produtos de consumo diário é citada por 64% dos entrevistados como o maior desafio econômico, seguida pelas altas taxas de juros (52%) e pela insegurança em relação ao emprego (47%). Apenas 39% dos brasileiros acreditam que seus ganhos serão suficientes para acompanhar integralmente o aumento dos preços.

Para equilibrar as contas, os consumidores têm adotado uma postura de prudência:

  • Corte de supérfluos: 66% reduziram gastos com refeições fora de casa e 56% diminuíram o uso de aplicativos de entrega.

  • Viagens e lazer: 54% dos entrevistados afirmaram ter cortado ou adiado planos de viagens nos últimos três meses.

  • Serviços Digitais: Cerca de 21% cancelaram ou reduziram assinaturas de TV a cabo e internet para aliviar o orçamento mensal.

Motor de qualidade de vida e inclusão financeira

O acesso ao crédito continua sendo visto como um instrumento fundamental para o progresso socioeconômico no Brasil. Para 65% dos consumidores, o crédito é a via principal para alcançar objetivos de vida, como a casa própria, o financiamento de estudos ou a abertura de um novo negócio. Esse valor é ainda mais expressivo entre os jovens da Geração Z, onde 64% consideram o crédito vital para suas metas.

Helena Leite, especialista da TransUnion Brasil, observa que a confiança no sistema de crédito cresceu: 58% dos brasileiros sentem que têm acesso suficiente a produtos financeiros, um aumento notável em comparação ao final de 2024. No entanto, o estudo aponta uma desigualdade no atendimento: enquanto 71% das pessoas de alta renda se sentem bem atendidas, o índice cai para 47% entre a classe média, sugerindo uma demanda reprimida que as instituições financeiras ainda precisam suprir.

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Expectativas de alta atividade no setor bancário

Com a confiança em alta, a previsão é de um mercado de crédito aquecido para o restante do ano. Cerca de 38% dos brasileiros pretendem solicitar novos produtos financeiros ou refinanciar dívidas atuais nos próximos meses. Entre os produtos mais desejados estão:

  1. Novos cartões de crédito (38%)

  2. Empréstimos pessoais (36%)

  3. Aumento de limite de crédito (30%)

As instituições financeiras estão sendo desafiadas a utilizar dados alternativos para promover uma inclusão mais justa, permitindo que consumidores de rendas média e baixa também consigam aprovações. Para as empresas do setor, o momento é de fidelizar clientes através de ofertas personalizadas que antecipem as necessidades de consumo consciente desta nova fase econômica.


Com informações: TransUnion Brasil, Imagem Corporativa

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Distrito Federal

Vale-refeição no Distrito Federal cobre apenas 12 dias úteis, revela estudo

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Pesquisa da Pluxee aponta que valor médio pago pelas empresas em Brasília é de R$ 571,42, forçando trabalhadores a completarem o custo da alimentação com recursos próprios após a metade do mês

Um levantamento detalhado realizado pela Pluxee, empresa global de benefícios e engajamento, revelou um cenário desafiador para os trabalhadores do Distrito Federal em 2025. Segundo o estudo divulgado em 14 de janeiro de 2026, o vale-refeição (VR) durou, em média, apenas 12 dias úteis por mês na capital federal. O dado expõe uma lacuna significativa, já que um mês padrão possui, em média, 22 dias úteis, obrigando o colaborador a arcar com os custos de alimentação do próprio bolso em quase metade do período laboral.

O valor médio creditado pelas empresas brasilienses foi de R$ 571,42, enquanto o gasto mensal real dos usuários atingiu R$ 598,10. Essa diferença indica que o benefício não tem acompanhado integralmente o custo de vida local, exigindo que os profissionais adaptem seus hábitos de consumo ou complementem o saldo para garantir a refeição diária.

Diferença entre compras presenciais e digitais em Brasília

O estudo da Pluxee identificou que o brasiliense gasta, em média, R$ 43,99 por transação. No entanto, esse valor sofre variações consideráveis dependendo do canal de compra escolhido:

  • Transações Online: Registram um tíquete médio de R$ 64,55, refletindo taxas de entrega e preços geralmente mais elevados em plataformas de delivery.

  • Transações Presenciais: Apresentam um valor médio de R$ 41,95, demonstrando uma busca por opções mais econômicas no consumo direto nos estabelecimentos.

Antônio Alberto Aguiar (Tombé), diretor executivo da Pluxee, ressalta que o vale-refeição vai além do apoio financeiro, sendo um fator de retenção de talentos e cuidado com o bem-estar. Para ele, em um mercado de alta rotatividade, a efetividade deste benefício é crucial para manter o engajamento das equipes de forma genuína.

Distrito Federal supera média brasileira em duração e valor

No recorte nacional, a situação é ainda mais restrita. Em todo o país, o vale-refeição cobriu apenas 10 dias úteis por mês em 2025, repetindo o patamar registrado em 2024. Embora o valor facial médio pago pelas empresas no Brasil (R$ 649,00) seja superior ao praticado em Brasília, o custo por transação e a frequência de uso acabam reduzindo o tempo de duração do benefício no restante do país.

A pesquisa nacional também revelou um forte traço de fidelidade: 49% dos usuários utilizam o benefício em apenas três estabelecimentos diferentes ao longo do mês. Esse comportamento reforça a estratégia do trabalhador em buscar locais conhecidos pela praticidade, controle de gastos ou programas de fidelidade que ajudem a “esticar” o saldo mensal.

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Necessidade de alinhamento com a realidade econômica

Os dados da Pluxee servem como um alerta para os departamentos de Recursos Humanos e gestores de empresas. A defasagem entre o valor pago e o custo real das refeições pode impactar a satisfação e a produtividade dos colaboradores. A orientação para as companhias é que fiquem atentas aos índices de inflação de alimentos e às novas expectativas dos profissionais.

Garantir que o benefício cubra uma parcela maior do mês é visto como uma estratégia de Responsabilidade Social Corporativa (CSR). Ao oferecer soluções que realmente atendam às necessidades diárias, as empresas fortalecem vínculos mais sustentáveis e duradouros com seus funcionários, promovendo um ambiente de trabalho mais equilibrado e focado na saúde do trabalhador.


Com informações: Pluxee, JeffreyGroup Brasil

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Brasil

Ibovespa supera 175 mil pontos e dólar cai para R$ 5,28 em novo recorde

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Mercado reage com otimismo ao recuo de tarifas comerciais de Donald Trump, impulsionando a entrada de capital estrangeiro no Brasil e gerando o terceiro recorde consecutivo da bolsa

O mercado financeiro brasileiro viveu uma jornada de euforia nesta quinta-feira (22), consolidando um cenário de forte recuperação em 2026. O Ibovespa, principal índice da B3, fechou em alta de 2,2%, atingindo a marca histórica de 175.589 pontos. Este é o terceiro recorde consecutivo do índice, que chegou a flertar com os 178 mil pontos durante o pregão.

O principal motor dessa alta foi o alívio nas tensões geopolíticas. O mercado reagiu positivamente após o presidente dos EUA, Donald Trump, recuar de ameaças de tarifas contra a Europa em meio às negociações sobre a Groenlândia. Esse movimento global de apetite ao risco favoreceu diretamente os países emergentes, trazendo um saldo positivo de capital externo de quase R$ 8,8 bilhões somente nos primeiros 20 dias de janeiro.

Destaques do Mercado: Recordes e Câmbio

A valorização da bolsa e a queda da moeda americana refletem uma semana de ganhos expressivos para o investidor no Brasil.

  • Bolsa em Alta: O índice acumula alta de 9% no ano. O volume de negociações atingiu R$ 44,1 bilhões, muito acima da média diária de R$ 30 bilhões registrada no início de 2026.

  • Ações de Bancos: O setor bancário foi o grande protagonista do dia, liderando a subida devido ao seu peso no índice e à realocação de fundos globais.

  • Dólar Abaixo de R$ 5,30: Pela primeira vez desde novembro, o dólar comercial fechou cotado a R$ 5,284 (-0,67%). No ano, a moeda americana já acumula uma queda de 3,73%.

Indicador Fechamento (22/01) Variação
Ibovespa 175.589 pts +2,20%
Dólar Comercial R$ 5,284 -0,67%
S&P 500 (EUA) 6.120 pts (est.) +0,55%

Contexto Internacional e Expectativas

A redução das incertezas comerciais globais permitiu que o Ibovespa caminhasse para o seu melhor desempenho semanal desde outubro de 2022. Em Wall Street, o otimismo também foi sentido, com o S&P 500 operando em terreno positivo. Analistas indicam que a continuidade dessa alta depende da manutenção da estabilidade política nos EUA e dos próximos passos das negociações comerciais envolvendo a Europa.


Com informações: Reuters e Agência Brasil

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