Entrega do Cartão Uniforme Escolar começou nesta segunda-feira (22) e segue até 21 de janeiro. Todos os alunos matriculados na rede pública terão acesso ao valor de R$ R$ 282,99 para compra das vestimentas
Começou nesta segunda-feira (22) a entrega do Cartão Material Escolar, benefício criado por este Governo do Distrito Federal (GDF) para assegurar a vestimenta aos mais de 400 mil estudantes da rede pública de ensino. O cartão garante apoio financeiro de R$ 282,99 por aluno matriculado em 2025, para a compra dos uniformes em mais de 90 malharias credenciadas. Os locais e as datas para retirada, que seguem disponíveis até 21 de janeiro, podem ser conferidos nos canais oficiais da Secretaria de Educação (SEEDF) e do BRB.
Para ter acesso ao benefício, é necessário que os dados do estudante e do responsável estejam atualizados na unidade escolar. Cada responsável recebe um cartão com o valor total correspondente à soma dos créditos dos alunos da família e precisa apresentar documento oficial com foto e CPF no momento da retirada. O valor é o mesmo para todos, independente da fase de ensino, e deve ser creditado a partir de 26 de janeiro.
A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, destacou o impacto direto da iniciativa na rotina das famílias e dos estudantes da rede. “Quando garantimos o uniforme, estamos oferecendo mais tranquilidade às famílias e acolhendo nossos estudantes desde o primeiro dia de aula”, afirmou. “Cuidar da educação também é cuidar das pessoas. É olhar para cada estudante com atenção, garantindo dignidade, organização e confiança no serviço público.
O benefício deve ser utilizado exclusivamente em lojas credenciadas para a venda do kit de uniforme escolar, composto por sete peças — três camisetas de manga curta, duas bermudas, uma calça comprida e um casaco. As malharias credenciadas são indicadas nos canais oficiais da Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF).
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, reforçou a importância da política pública. “O desenvolvimento social e a educação caminham juntos para apoiar as famílias em diferentes frentes”, observou. “O Cartão Uniforme Escolar contribui para a permanência das crianças na escola, se soma a outras políticas como o acesso à creche e ao material escolar e ainda fortalece a economia local, com 91 malharias credenciadas e mais de 1,1 mil empresas participantes nos programas sociais do Distrito Federal.”
Facilidade
Sancionado em outubro deste ano, o Cartão Uniforme Escolar surgiu para apoiar a permanência dos estudantes na rede pública de ensino, substituindo a antiga entrega por um modelo mais simples e rápido. O programa funciona de forma semelhante ao Cartão Material Escolar, outra iniciativa deste GDF que impulsiona a economia local e promove dignidade e bem-estar à população.
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Em Ceilândia, os cartões serão entregues a mais de 37 mil famílias no primeiro lote, impactando a rotina escolar de mais de 95 mil estudantes. A coordenadora regional substituta de ensino da cidade, Ana Soares, destacou que o modelo permite que os pais tenham mais autonomia na escolha das roupas. “É uma iniciativa importante porque permite que o pai possa escolher o tamanho certinho das crianças no kit completo, que tem calça, agasalho, bermuda e camiseta”, comentou.
Mãe de um menino com deficiência, a dona de casa Bárbara Barreto, 36 anos, ficou feliz com a criação do benefício justamente devido à autonomia na aquisição da vestimenta. “Ano passado, umas peças vieram grandes, outras pequenas. Então, para mim, essa ideia é muito boa, melhor do que pegar na escola”, disse.
A despachante de carga Bruna Mendes, 26, também elogiou a iniciativa. Ela contou que, no ano passado, o filho recebeu o uniforme depois do início do ano letivo e precisou utilizar outras roupas para frequentar as aulas. Agora, o problema foi solucionado, e o menino terá acesso às vestimentas adequadas no tempo correto. “Esse cartão vai ser ótimo, ele vai ter o uniforme garantido desde o começo das aulas”, disse.
A chefe da Unidade de Apoio e Infraestrutura Educacional de Ceilândia, Luciana Neri, ressaltou que novos lotes de retirada serão disponibilizados ao longo do ano, para atender a todos os discentes matriculados na rede. “A entrega não vai acontecer só agora, virão outros lotes também, então as famílias não precisam se preocupar se o nome não estiver na lista nesse primeiro momento. Agora, temos um volume muito grande: são 37 mil famílias já com cartão disponível para retirada”, detalhou.
Mudança de escola
Estudantes que mudarem de unidade escolar — até por causa da definição de vaga para o ano letivo de 2026 — também terão direito ao Cartão Uniforme Escolar, desde que a matrícula seja confirmada e os dados estejam atualizados no sistema da Secretaria de Educação.
As informações sobre o programa, incluindo o cronograma de entrega, os locais de retirada e as orientações gerais, serão divulgadas e atualizadas continuamente nos canais oficiais da Secretaria de Educação e do BRB.
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Confira aqui locais e datas para a retirada do cartão.
Jovem de 14 anos foi assassinada dentro de casa; suspeito, que cumpria prisão domiciliar, confessou o crime após ser localizado pela PMDF
A manhã deste domingo (18) foi marcada por uma tragédia que abalou a comunidade de Planaltina, no Distrito Federal. Uma adolescente de apenas 14 anos foi encontrada morta em seu quarto, vítima de um crime de extrema brutalidade. O principal suspeito é o companheiro da mãe da vítima, um homem de 28 anos, que foi detido horas depois em uma operação rápida da Polícia Militar. O caso está sendo tratado pelas autoridades como feminicídio.
O crime ocorreu em um contexto que deveria ser de celebração. Segundo relatos da mãe à polícia, a família comemorava a aquisição do novo apartamento na noite anterior, com o consumo de bebidas alcoólicas. A mulher suspeita que o agressor tenha dopado sua bebida, pois ela não acordou durante a madrugada. Ao despertar por volta das 6h40, encontrou a filha já sem vida, com sinais de asfixia e ferimentos no rosto. O suspeito fugiu do local levando aparelhos eletrônicos da família.
A captura do agressor foi possível graças ao rastreio de um dos celulares roubados, que levou os militares até a região da Estância III. No momento da prisão, o homem apresentou resistência física, mas acabou confessando o crime aos policiais. Ele alegou ter enforcado a jovem após ela tentar impedi-lo de consumir drogas dentro do apartamento. As investigações revelaram que o indivíduo é reincidente, com passagens por estupro e roubo, e deveria estar cumprindo prisão domiciliar.
Detalhes da Investigação e Perfil do Agressor
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da 16ª Delegacia de Polícia, trabalha para esclarecer todos os detalhes dessa noite fatídica:
Antecedentes: O suspeito possui uma ficha criminal extensa, o que levanta questões sobre a eficácia do monitoramento de sua prisão domiciliar.
Modus Operandi: Há indícios de premeditação, uma vez que o homem teria orientado a filha mais nova da mulher a dormir em outro quarto e, supostamente, dopado a companheira.
Provas: Além da confissão informal aos policiais, os pertences da vítima (notebook e celulares) foram encontrados com o agressor no momento da abordagem.
Autuação: O homem foi autuado em flagrante por feminicídio e furto, permanecendo à disposição da Justiça.
Canais de Apoio e Relevância Social
Casos de violência doméstica e feminicídio reforçam a necessidade de vigilância e denúncia imediata. O Distrito Federal oferece diversos canais para proteção de mulheres e menores:
Polícia Militar: 190 (Emergência).
Polícia Civil: 197 (Denúncia anônima).
Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM): Atendimento 24h.
Conselho Tutelar: Para denúncias envolvendo crianças e adolescentes.
“Além das Grades, Dentro de Mim” reúne relatos de 19 internas da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, em um esforço de ressocialização pela escrita.
O sistema prisional do Distrito Federal acaba de ganhar uma obra que rompe o silêncio das celas para humanizar os processos judiciais. O livro “Além das Grades, Dentro de Mim: Relatos Autobiográficos de Mulheres na Prisão” foi lançado oficialmente como resultado do projeto “(Re)escrevendo Vidas: Vozes Femininas no Cárcere”. A iniciativa, promovida pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) em parceria com a Penitenciária Feminina (PFDF) e o Centro Educacional 01 (CED 01), propõe que a literatura seja uma ferramenta de reinvenção pessoal.
Para as 19 internas selecionadas, o projeto não foi apenas um exercício de redação, mas um processo terapêutico e reflexivo. Orientadas por professoras e inspiradas por obras de mulheres resilientes, como Viola Davis, elas mergulharam em suas próprias memórias para construir os quatro capítulos da obra: o mundo que as formou, o que as fragilizou, o que as aprisionou e o mundo que hoje as refaz. Como escreveu a interna Mayara B.: “Nunca é tarde para recomeçar”.
Segundo a promotora de justiça Raquel Tiveron, coordenadora do Nupri, a obra é fundamental para que os operadores do Direito e a sociedade enxerguem além dos autos. “A leitura nos tira da frieza do processo e nos apresenta o lado humano”, destacou. O projeto, que foca na justiça ambiental e social dentro do sistema carcerário, foi premiado em 2025 por sua proposta inovadora de inclusão e fortalecimento da autoestima.
A Estrutura da Obra e o Processo Criativo
O livro foi cuidadosamente editado para refletir a complexidade das trajetórias dessas mulheres, sem romantizar o crime, mas reconhecendo a humanidade ferida.
Temas Centrais: Infâncias marcadas pela pobreza, violência doméstica, abandono e o impacto devastador da dependência química.
Oficinas Pedagógicas: Encontros conduzidos pelas professoras Valdiceli Rocha e Márcia Daniela Fernandes, focados em escuta ativa e respeito.
Objetivo Social: Ressignificar o passado para projetar um futuro de liberdade com vínculos familiares e sociais restabelecidos.
Inovação: O projeto foi selecionado pelo Edital de Inovação Institucional do MPDFT (2025).
A educação e a cultura dentro das unidades prisionais, como a “Colmeia” (PFDF), são pilares essenciais para reduzir a reincidência e promover a verdadeira ressocialização no DF.
Com 28 anos de magistratura, o titular do 2º Juizado Especial Cível de Brasília discute o impacto da Inteligência Artificial e a descoberta tardia do autismo
O Programa História Oral do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) disponibilizou um novo e emocionante capítulo de sua série de entrevistas. Desta vez, o convidado foi o juiz Flavio Augusto Martins Leite, que conversou abertamente com o 1º vice-presidente da Casa, desembargador Roberval Belinati. A entrevista, disponível na íntegra no YouTube, traça um perfil que vai muito além das sentenças, revelando um magistrado apaixonado pelo conhecimento e resiliente diante de desafios pessoais.
Natural de Franca (SP) e egresso da Polícia Civil paulista — onde atuou como delegado até 1998 — Flavio Leite ingressou na magistratura candanga para construir uma carreira sólida e diversificada. Ao longo de quase três décadas, passou por áreas complexas como a Vara de Falências e Registros Públicos, acumulando experiências que, segundo ele, trouxeram uma compreensão profunda sobre o comportamento humano. “A educação é algo que ninguém nos tira”, afirmou o magistrado, reforçando seu compromisso com o aprendizado contínuo aos 62 anos.
Um dos pontos altos da conversa foi o relato pessoal sobre o diagnóstico de autismo, recebido aos 47 anos. O juiz compartilhou como a descoberta tardia foi um divisor de águas, permitindo-lhe desenvolver estratégias específicas para lidar com dificuldades sensoriais ou sociais que antes não compreendia plenamente. Sua história serve como um poderoso exemplo de inclusão e neurodiversidade no serviço público de alto escalão, provando que o espectro autista abriga competências extraordinárias.
Tecnologia e o Futuro do Judiciário
Para Flavio Leite, a experiência do passado não o impede de olhar com entusiasmo para o futuro. O magistrado destacou seu interesse crescente pela Inteligência Artificial (IA), ferramenta que ele acredita ser o motor de uma “nova Justiça”.
Uso Cauteloso: O juiz defende que a IA não é boa nem ruim por natureza, mas que sua eficácia dependerá da ética e da cautela de quem a opera.
Eficiência nos Juizados: Titular de um Juizado Especial Cível, ele vê na tecnologia uma forma de dar celeridade a processos que buscam resolver conflitos do cotidiano dos cidadãos de forma simples e rápida.
Aprendizado sobre si mesmo: Ao refletir sobre sua jornada, Flavio concluiu com uma frase marcante sobre autoconhecimento: “Tem coisas que não sabemos nem sobre nós mesmos”.
Resumo da Carreira: Flavio Augusto Martins Leite
Atributo
Detalhes
Cargo Atual
Titular do 2º Juizado Especial Cível de Brasília
Formação
Direito (Faculdade de Franca) e Pós em Direito Penal (UCB)
Experiência Anterior
Delegado da Polícia Civil de São Paulo (até 1998)
Tempo de Magistratura
28 anos dedicados ao TJDFT
Áreas de Atuação
Falências, Concordatas, Registros Públicos e Cível
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