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Comportamento

ChatGPT pode permitir criação de pornô por inteligência artificial

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Empresa à frente do ChatGPT considera passar a permitir que usuários criem pornô por meio da inteligência artificial — mas sem deep fake

OpenAI — empresa que é dona do ChatGPT — afirmou estar prestes a tomar uma decisão polêmica: permitir que usuários criem pornô por meio de inteligência artificial. A informação está em um documento publicado na última quarta-feira (8/5).

Em nota, a empresa explica que acredita que os desenvolvedores e usuários devem ter maior flexibilidade e usar os serviços como acharem melhor, desde que dentro do que permitem as políticas de uso.

“Estamos explorando se podemos fornecer de forma responsável a capacidade de gerar conteúdo NSFW em contextos apropriados para a idade por meio da API e do ChatGPT”, disse a OpenAI.

Mas vale ressaltar: ainda que a geração de textos eróticos ou imagens explícitas passem a ser permitidas nos bots, o uso de deepfake — inserção do rosto de uma pessoa que existe em uma outra foto ou vídeo — continua terminantemente proibida.

Malefícios do pornô

Em uma sociedade com educação sexual ainda escassa, o consumo de pornô, por mais inofensivo que possa parecer — ou efetivamente ser, em alguns casos —, pode causar diversos malefícios à vida sexual das pessoas quando adultas.

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Alguns dos principais pontos da problemática da pornografia é a visão distorcida do que seria o sexo e a objetificação das mulheres, uma vez que o pornô é, geralmente, feito por homens e para homens.

Em muitos casos, o excesso do consumo de conteúdo pornográfico pode vir a gerar uma tendência à diminuição da “criatividade” de estímulos eróticos, sem contar com a possibilidade do vício em pornô e consequentes disfunções sexuais.

“A ansiedade por temor de desempenho e a ejaculação precoce são alguns exemplos de possíveis consequências do vício em pornografia”, elucida a sexóloga Tâmara Dias.

Para aumentar o repertório e não cair na dependência do audiovisual, algumas dicas da especialista são: leitura erótica, contos por áudio, meditação erótica, músicas sexuais, lembranças de sexos anteriores e até mesmo banhos sensuais e relaxantes.


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Ciência

Cientistas fazem descoberta surpreendente a respeito dos sonhos

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Pesquisadores do Laboratório de Sono e Cognição da Universidade da Califórnia procuram possíveis funções que têm ligação com ato de sonhar

Ao longo dos séculos, o sonho vem despertando extremo interesse da sociedade e dos pesquisadores. Agora, cientistas do Laboratório de Sono e Cognição da Universidade da Califórnia, em Irvine, nos Estados Unidos, procuraram identificar possíveis funções que tenham ligação com o ato de sonhar.

O estudo foi publicado na revista científica Scientific Reports e revelou resultados surpreendentes.

“Descobrimos que as pessoas que relatam ter sonhado apresentam maior processamento de memória emocional, o que sugere que os sonhos nos ajudam a lidar com nossas experiências emocionais”, declarou a professora de Ciências Cognitivas da universidade e diretora do laboratório, Sara Mednick, em comunicado.

“Isso é significativo, porque sabemos que os sonhos podem refletir nossas experiências quando estamos acordados, mas essa é a primeira evidência de que eles desempenham um papel ativo na transformação de nossas respostas a essas experiências, priorizando as memórias negativas em detrimento das neutras e reduzindo nossa resposta emocional a elas no dia seguinte”, destacou a cientista.

Em resumo, os pesquisadores concluíram que as pessoas que se lembravam dos sonhos tiveram melhor regulação emocional e consolidação de memória. Além disso, passaram a reagir melhor diante de experiências negativas do dia anterior do que aquelas que não sonharam.

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O trabalho envolveu 125 mulheres, com média de idade de 30 anos, que já participavam de um outro estudo maior sobre ciclos menstruais.

A pesquisa teve início às 19h30, quando elas analisavam inúmeras imagens que mostravam experiências negativas ou neutras, como, por exemplo, um acidente de carro e um campo de grama. Elas, então, assinalavam uma pontuação de 0 a 9 em uma escala de intensidade do sentimento em relação a cada uma das fotos.

Na sequência, elas recebiam outro conjunto de imagens com fotografias novas e outras repetidas. A tarefa era assinalar de novo a pontuação de sentimento e indicar quais fotos estavam aparecendo novamente.

O objetivo das missões era medir o padrão da memória de cada voluntária e a resposta emocional às específicas experiências retratadas.

Depois disso, as mulheres iam dormir, ou em casa ou no próprio laboratório da universidade, e usavam um anel que monitorava os padrões de sono.

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No dia seguinte, elas contavam se sonharam ou não. As voluntárias que declararam ter sonhado escreviam em uma espécie de diário exatamente o que ocorreu em sua imaginação, com detalhes. Além disso, diziam qual o humor geral do sonho dentro de uma escala de sete pontos, que vai de negativo para positivo. Depois, todas repetiam o teste das imagens feito na noite anterior.

Confira o resultado final

Como resultado, as participantes que relataram ter sonhado demonstraram melhores desempenhos de memória ao relembrar as fotos e foram menos reativas às imagens consideradas negativas, algo que não foi observado nas mulheres que não se lembraram de ter sonhado.

Outro aspecto interessante é que quanto mais positivo era o sonho, também mais positiva era a classificação das imagens no dia seguinte.

“Nosso trabalho fornece o primeiro suporte empírico para o envolvimento ativo do sonho no processamento da memória emocional dependente do sono, sugerindo que sonhar após uma experiência emocional pode nos ajudar a nos sentirmos melhor pela manhã”, declarou Jing Zhang, um dos autores do estudo, que faz pós-doutorado na Universidade de Harvard.

“Essa pesquisa nos dá uma nova visão do papel ativo que os sonhos desempenham na forma como processamos naturalmente nossas experiências cotidianas e pode levar a intervenções que aumentem o sonho para ajudar as pessoas a superar experiências difíceis na vida”, acrescentou Sara  Mednick.


Fato Novo com informações: Revista Fórum

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Comportamento

Especialistas explicam como o luto materno e a nova política de humanização apoia milhares de mulheres

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A Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental foi aprovada em abril de 2024 pela Câmara e agora está em análise no Senado

Com a aprovação da Política Nacional de Humanização do Luto Materno e Parental pela Câmara, o atendimento humanizado e destinado às mães, pais e familiares no momento do luto por perda gestacional, óbito fetal e neonatal estará assegurado. Entre os diferenciais apontados pela nova política, está a necessidade de as gestantes que sofreram com a perda de seus bebês serem acomodadas em ala separada nos hospitais onde deram à luz. O texto é de autoria da deputada Geovania de Sá (PSDB-SC), e aproveitou-se o material da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher.

Dados divulgados pelo Painel de Monitoramento da Mortalidade Infantil e Fetal, em 2023, mostram que foram registradas 20,2 mil mortes, o menor de uma série histórica desde 1996. O número representa queda de 62% das mortes até 1 ano, se comparado com o início do monitoramento, quando o total ficou em 53,1 mil. Apesar da queda nos números, ainda é alarmante. Segundo a psicóloga e especialista em luto, Lília Lavor, o luto é um processo natural, uma reação esperada diante da perda de algum vínculo importante.

“Quando falamos de luto, falamos do rompimento de um vínculo que estrutura nossa identidade de alguma forma, que nomeia nosso lugar no mundo. Quando a questão é a perda perinatal, é sobre alguém que espera algo que não chega, que não vai ser apresentado para a família, que não vai responder à expectativa. A morte de um bebê é o fim de uma narrativa construída no imaginário familiar, a interrupção de inúmeras possibilidades”, explica a especialista que faz parte do Cuida, um projeto cujo objetivo é estimular a prática do cuidado entre as pessoas.

Quais as principais necessidades que uma mãe enlutada necessita?

A invalidação do luto tem potencial traumático e não é raro perceber essa dinâmica em frases como “calma, você é jovem, poderá ter outros filhos”, “pelo menos ainda não tinha nascido”. O não reconhecimento desse sofrimento sufoca as emoções que envolvem a perda. “A vivência desse processo é complexa e intensa, podendo ter impacto nas dimensões física, psíquica, espiritual e social, mas é por meio desse processo que é possível construir novas formas de funcionar no mundo sem a pessoa amada”, explica a psicóloga Lília.

A médica paliativista e intensivista, Carol Sarmento, complementa que a maior ajuda e estratégia que as pessoas próximas podem ter é dar espaço para que a pessoa entre em contato com a dor, fale dela, vivencie e sinta o luto. “Somente assim a pessoa enlutada poderá elaborar e lidar melhor com o luto. Não existe um tempo pré-determinado para durar o luto. O tempo necessário para elaboração da perda e para a vivência do luto é individual e variável de pessoa para pessoa; quanto mais validado o luto seja, melhor a capacidade de elaboração da perda”, explica a idealizadora do projeto Cuida.

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“Percebo uma tendência social em pouco validar o luto perinatal, que inclui as perdas ocorridas na gestação a partir da 22ª semana até completar 29 dias de vida do bebê. Nessas questões do luto perinatal, especialmente, há que se ter um cuidado extremo durante gestações de alto risco, nas comunicações com a gestante e familiares, até nos cuidados e vigilância pós-óbito. A perda gestacional/neonatal é socialmente desconsiderada, o que torna esse luto pouco reconhecido, em que o enlutado não se sente autorizado a expressar a dor da sua perda e seu luto”, conclui Carol Sarmento.

Sobre o luto perinatal e a relação do médico e paciente

A paliativista e intensivista, Carol Sarmento, explica que além de uma comunicação empática e adequada para dar a má notícia, é preciso demonstrar uma postura sem julgamentos das escolhas que a família ou a mãe tenham tomado no cenário: “é importante estimular e encorajar o contato da mãe e do bebê, no sentido de permitir que sejam criadas memórias e recordações. É preciso permitir que a mãe fique com o filho o maior tempo possível, prover uma estrutura física acolhedora para que essas interações sejam possíveis, preparar a família para o contato com o bebê natimorto”.

“Explicar como vai estar a pele, o aspecto, se tem alguma má formação, limpar sem dar banho, vestir o bebê, chamar o bebê pelo nome, estar perto dessa família e especialmente dessa mãe com uma distância respeitosa. Também é importante auxiliar a guardar recordações, fazer registros fotográficos, estimular a caixinha de memórias do bebê com mechinha de cabelo, fotos, impressão plantar e palmar, carimbo da placenta e pulseira de identificação. Pode ser acolhedor e importante a equipe prover um cartão ou lembrança carinhosa para essa mãe e família”, explica Carol sobre como o profissional de saúde pode lidar com quem vive o luto.

SOBRE O CUIDA – O Cuida é um projeto idealizado pela médica intensivista e paliativista Carol Sarmento, cujo objetivo é estimular a prática do cuidado entre as pessoas. Com uma abordagem moderna e escrita facilitada, seu propósito se baseia na produção de conteúdo digital em diversas plataformas, alertando sobre a importância do cuidado e do autocuidado para bem viver. Aqui, o cuidado é apresentado por uma equipe de multiespecialistas como uma jornada acolhedora, responsável e flexível, buscando aumentar a autonomia e o protagonismo das pessoas em relação à sua saúde.


Fato Novo com informações: Carolasarmento e cuidagenteinsta no instagram.

 

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Brasil

Solidão e culpa: uma em cada 4 gestantes sofre de depressão pós-parto

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Gestantes e mães que deram à luz comentam sobre dificuldades enfrentadas com maternidade e cobrança pela performance de um perfil “feliz”

Ao se tratar da maternidade, principalmente no Dia das Mães, comemorado no último domingo (12/5), é comum ver esse laço de parentesco ser resumido a um momento exclusivamente de alegrias. No entanto, para uma em cada quatro mulheres que dão à luz no Brasil, essa pode ser uma experiência angustiante, traumática e solitária.

Elaborado pela Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz (ENSP-Fiocruz), o estudo Nascer no Brasil, maior pesquisa de parto e nascimento feita no país até o momento, revela que 26,3% das gestantes do país apresentaram algum sintoma de depressão após o parto.

O dado é maior, inclusive, do que a expectativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) para países de baixa renda – de menos que 20%.

Entre os sintomas da depressão pós-parto estão: insônia, perda de apetite, apatia, falta de disposição, irritabilidade intensa e sentimentos de pânico. Na maioria dos casos, os sinais costumam ser identificados entre os seis e 12 primeiros meses após o nascimento dos bebês.

Os motivos para o número elevado de casos são diversos. Em primeiro lugar, há as alterações fisiológicas por quais passa o corpo de uma pessoa grávida. “Durante a gestação, ocorre uma variação do estrogênio e da progesterona, os ‘hormônios femininos’, que têm efeito neuroendócrino: afetam o corpo, mas, também, o centro de humor da gestante”, afirma a especialista em ginecologia e obstetrícia, Janice Bauab.

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Além disso, nos dois primeiros meses pós-gravidez, ocorre uma readaptação dos níveis hormonais conhecida popularmente como “baby blues“. A fase costuma se distinguir pela variação de humores da pessoa no puerpério, bem como por sinais de apatia e falta de disposição. No entanto, o quadro não se configura necessariamente como uma depressão.

Para Janice, apesar de essas alterações serem suficientes para colocar gestantes “em uma posição de fragilidade emocional e psicológica”, outros fatores podem ter papel considerável para desenvolvimento do quadro depressivo.

“Em média, 70% das mulheres que passam pela depressão pós-parto têm ou tiveram algum outro diagnóstico [da doença] ao longo da vida. Outras condições, como diabetes ou o histórico familiar, também podem ter um papel muito importante. E, claro, fatores psicossociais, como o contexto da gestação, a insuficiência de recursos ou a falta de uma rede de apoio, fortalecem ainda mais essa condição”, completou a médica.

Abandono

Diagnosticada com depressão pós-parto, Darla Rodrigues, 21 anos, não teve uma gestação como esperava, especialmente pela falta de apoio da família e do pai da criança.

“Eu ia às consultas, escutava o coração do bebê e queria contar para alguém, mas ninguém fazia questão. Meu pai duvidava de mim e de que eu fosse cuidar de meu filho, porque eu era muito jovem e não tinha um relacionamento com o genitor [do bebê]. Para mim, era como se fosse o fim da linha, e eu sentia uma culpa muito grande de estar grávida”, desabafou a mãe de Leonam, 5 meses.

Além da solidão provocada pela própria família, Darla lidou com a perda de amizades e com a mudança de tratamento das pessoas com ela, conforme a gestação avançava. “Eu esperava que fosse ser mais amada, mas as pessoas viam apenas uma barriga. Cada vez que minha ela crescia, eu era mais deixada de lado. Os outros se interessam, tocam-na e até conversam com ela, mas se esquecem de você. Então, eu comecei a ter crises ainda piores. Várias vezes cheguei a pensar em fazer algo comigo, se não fosse pelo bebê”, confessou a jovem.

Apoio materno

Devido às crises e a um histórico prévio de necessidades psicoterapêuticas, Darla teve de ser internada na 30ª semana de gestação. Durante o período no hospital, ela conheceu o serviço de atendimento perinatal oferecido pelo Sistema Unificado de Saúde (SUS), onde conheceu a psicóloga Lorena Alves, 31, que estava no sétimo mês de gravidez.

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Apesar das expectativas que tinha pela maternidade, Lorena engravidou em um momento que não estava preparada. “Eu tinha perdido minha irmã havia menos de um ano e passava por uma depressão. Em nenhum momento da gestação eu via aquela criança como minha. Eu tinha liberdade para trabalhar, viajar, e aquela fase era como uma sentença. Eu sentia muita culpa e que não tinha lugar neste mundo”, relatou.

A mãe de Lara, 4 meses, contou que, assim como Darla, teve pensamentos de autoextermínio. O quadro só não levou a consequências graves devido a uma internação e ao apoio de Divânia, avó materna da criança. “Ela fez o enxoval e me levou para todas as consultas. Eu não tinha forças nem disposição para lidar com aquilo, mas eu via que isso a fazia superar o luto [pela morte da outra filha], então continuei”, completou a psicóloga.

Subnotificação

Entre as várias consequências da depressão pós-parto, o suicídio aparece nas pesquisas como uma das mais graves. Dados do Painel de Monitoramento da Mortalidade Materna estimam que, em cada 100 mil gestações, o número de mães que tiraram a própria vida é o dobro daquele referente às mortes por hemorragia no parto e maior do que os casos de infecção puerperal.

E, quando não são fatais, os efeitos da depressão pós-parto podem durar décadas, segundo a psicóloga perinatal e de parentalidade Alessandra Arrais. “Um dia, uma paciente de 40 e poucos anos chegou a meu consultório, disse ter um sentimento de pânico muito grande e que sentia isso desde que a filha nasceu. Quando perguntei a idade da menina, ela respondeu: ‘É essa moça de 20 anos que veio me deixar na consulta’”, detalhou a especialista.

Ainda segundo a psicóloga, relatos como esse não são incomuns no Distrito Federal. Seja na rede pública ou privada, ainda é perceptível a falta de conscientização de profissionais e da população, o que faz da depressão pós-parto uma doença com altos índices de subdiagnóstico.

Alessandra destacou, porém, ser possível identificar esses sintomas nos os primeiros meses da gestação. No entanto, os estereótipos sobre a maternidade dificultam a percepção dos sinais. “Comentários como ‘Não há motivo para você ficar triste’ ou ‘Não era você quem queria ter filho?’ ou ‘Você se arrependeu de ser mãe?’, ditos principalmente pelos parceiros ou pela família da gestante, fazem com que ela se esqueça de cuidar de si ou se sinta culpa por isso”, alertou a psicóloga.

Efeitos prolongados

Grávida há cinco meses, a universitária Lays Justo, 21, conta com o namorado, João Pedro, 22, e as famílias de ambos, mas ainda se sente despreparada para lidar com esse momento. “Tenho medo de não cuidar do meu filho, não consigo dormir pensando nisso e não tenho mais disposição. Não me sinto eu mesma nem pronta para ser mãe”, desabafou.

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A psicóloga Rita Rocha, 48, também enfrentou a inexperiência e a sensação de despreparo para ser mãe quando engravidou do primeiro filho, aos 17 anos. “Eu não cogitava engravidar nessa idade nem tinha segurado um bebê no colo antes [à época]. Não conseguia nem ficar com meu filho sozinho, pois tinha medo de que não fosse capaz de mantê-lo vivo”, recordou-se a mãe.

Outro ponto que provoca angústia para muitas mães é o fato de que os sintomas da depressão pós-parto não afetam apenas a elas, como também o desenvolvimento social, afetivo e cognitivo dos bebês. Os efeitos ainda podem se prolongar durante a infância e a adolescência dos filhos.

Por causa disso, Rita lidou com os sintomas da doença até a segunda gestação. Só depois de seis anos e dois filhos ela superou medos e encontrou autoconfiança, segundo relatou. “Encontrei meu propósito na dor, voltei a estudar e me formei, junto a meu filho, em psicologia. Hoje, atendo outras mães, para que elas tenham um apoio que, naquela época, eu não tive”, completou.

Atualmente, Rita atende mães e adolescentes em um instituto que administra, em Taguatinga; apresenta um podcast voltado à maternidade; e é uma das coordenadoras do movimento Maio Furta-Cor, que chama a atenção para o cuidado com a saúde mental materna. Após dois anos de campanha, a iniciativa tem mais de 300 representantes nas cinco regiões do Brasil e em 17 países.


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