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Saúde

Contraste em exames de imagem: 10 mitos e verdades que você precisa conhecer

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Especialistas esclarecem mitos comuns sobre o uso de contraste em tomografia e ressonância. Saiba quando é seguro, se causa alergia e por que é essencial para diagnósticos precisos

1. “Contraste faz mal à saúde.” – Mito

Os meios de contraste são seguros para a maioria dos pacientes. Reações adversas graves são raras:

  • Entre 0,04% e 0,004% nos contrastes iodados (usados em tomografia)
  • Entre 0,003% e 0,008% nos contrastes à base de gadolínio (usados em ressonância)

Antes da aplicação, o histórico clínico do paciente é avaliado para garantir segurança.

2. “O contraste é necessário em todos os exames.” – Mito

O uso de contraste não é obrigatório em todos os casos. O médico decide com base na necessidade de visualizar estruturas internas com maior precisão, como órgãos, vasos sanguíneos ou tumores. Quando indicado, o contraste melhora a qualidade do diagnóstico e pode permitir a detecção precoce de doenças.

3. “Pessoas com alergia a frutos do mar podem ter reação ao contraste.” – Mito

Não há relação direta entre alergia a frutos do mar e reação ao contraste iodado.

  • A alergia a frutos do mar é causada por proteínas (como a tropomiosina), não pelo iodo.
  • As reações ao contraste estão ligadas a outras substâncias na formulação, não ao iodo em si.

Portanto, ter alergia a mariscos não significa risco automático ao contraste.

4. “O contraste pode prejudicar os rins.” – Verdade (em alguns casos)

Em pacientes com insuficiência renal, o contraste iodado pode sobrecarregar os rins. Por isso, é obrigatório realizar exames de sangue (como a dosagem de creatinina) antes do procedimento, para avaliar a função renal e decidir sobre o uso seguro do contraste.

5. “Todo contraste é igual, só muda o nome.” – Mito

Existem diferentes tipos de contraste, com composições e finalidades distintas:

  • Iodados: usados em tomografia
  • À base de gadolínio: usados em ressonância magnética

Além disso, variações em osmolaridade, viscosidade e perfil de segurança influenciam na escolha do produto ideal para cada paciente.

6. “O contraste é radioativo.” – Mito

O contraste não é radioativo. A radiação nos exames vem do equipamento (como no caso da tomografia), não do contraste. O produto é eliminado naturalmente pelos rins em poucas horas e não se acumula no corpo.

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7. “Doenças cardíacas aumentam o risco de reação ao contraste.” – Verdade (em alguns casos)

Pacientes com insuficiência cardíaca, hipertensão grave ou doença arterial coronariana têm risco aumentado de reações adversas ao contraste iodado, especialmente com grandes volumes ou administração rápida. Esse risco é minimizado com avaliação prévia, hidratação e escolha adequada do contraste.

8. “O contraste pode causar calor ou gosto metálico na boca.” – Verdade

É comum sentir calor no corpo ou gosto metálico na boca após a injeção do contraste iodado. Essas sensações são normais, temporárias e inofensivas, desaparecendo em minutos.

9. “É preciso interromper a amamentação ao usar contraste.” – Mito (com ressalvas)

A amamentação não precisa ser suspensa após exames com contraste. Estudos mostram que a quantidade excretada no leite é mínima e pouco absorvida pelo bebê. Caso a mãe se sinta insegura, pode ordenhar e descartar o leite nas primeiras 12 a 24 horas, embora isso não seja clinicamente necessário.

10. “Quem tem diabetes não pode usar contraste.” – Mito (com cuidados)

Pacientes com diabetes podem fazer exames com contraste, mas devem informar o uso de medicamentos como a metformina, que pode precisar ser suspenso temporariamente se houver risco renal. Com acompanhamento médico e hidratação, o procedimento é seguro.

Conclusão: contraste é aliado do diagnóstico preciso

O contraste é uma ferramenta essencial para diagnósticos mais precisos e precoces. Quando bem indicado e aplicado com cuidado, oferece muito mais benefícios que riscos. O importante é basear decisões em evidências científicas e orientar o paciente com transparência.

Sobre a Guerbet:

A Guerbet é líder global em soluções para diagnóstico por imagem, com mais de 90 anos de experiência. Pioneira no desenvolvimento de meios de contraste, a empresa possui a única fábrica da América Latina no setor, localizada no Rio de Janeiro. Investe 10% de sua receita em P&D e está presente em 115 países.

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Informações para a imprensa: Brodeur Partners

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2 Comentários

1 comentário

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Brasil

Alerta na Saúde do Trabalhador: Lesões de ombro e fraturas dominam afastamentos em 2025

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Dados do Ministério da Previdência Social revelam que o Brasil atingiu o recorde de 4 milhões de benefícios por incapacidade; traumas ortopédicos ocupam metade do “Top 10” de causas.


O cenário da saúde ocupacional no Brasil encerrou 2025 com números alarmantes. De acordo com o levantamento mais recente do Ministério da Previdência Social, o país registrou cerca de 4 milhões de afastamentos do trabalho, o maior volume dos últimos cinco anos. O que chama a atenção de especialistas é a predominância de traumas ortopédicos, que ocupam cinco das dez principais posições no ranking de causas.

As lesões de ombro aparecem em 5º lugar, com mais de 135 mil registros, evidenciando como os membros superiores estão vulneráveis em diversas atividades profissionais.

O Ranking da Incapacidade (Top 10)

As fraturas e lesões ortopédicas são as grandes vilãs da produtividade e do bem-estar dos brasileiros:

Posição Tipo de Lesão Total de Afastamentos
3º lugar Fratura de perna e tornozelo 179.743
5º lugar Lesões do ombro 135.093
7º lugar Fraturas de punho e mão 111.534
8º lugar Fratura do antebraço 109.909
9º lugar Fratura do pé 104.775

Entendendo a Gravidade e o Tempo de Recuperação

Para especialistas das Sociedades Brasileiras de Trauma Ortopédico (TRAUMA), Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC) e Cirurgia da Mão (SBCM), a complexidade varia conforme o tipo de trauma:

  • Níveis de Fratura: Podem ser simples (quando o osso quebra em duas partes) ou cominutivas (múltiplos fragmentos). As fraturas expostas são as mais graves pelo risco de infecção.

  • Consequências Comuns: Perda de força, limitação de movimentos e, em casos de tratamento inadequado, dor crônica e rigidez articular.

  • Tempo de Recuperação: Uma fratura simples leva, em média, de 6 a 12 semanas para consolidar, mas a reabilitação total para o retorno ao trabalho pode levar de 4 a 6 meses, dependendo da função exercida.

Por que o ombro sofre tanto no trabalho?

As lesões de ombro, em particular, costumam estar ligadas a dois cenários principais:

  1. Traumas Agudos: Quedas de altura (comuns na construção civil) ou quedas do próprio nível com o braço estendido.

  2. Esforço Repetitivo: Atividades que exigem manter os braços acima da linha dos ombros por longos períodos (como eletricistas, estoquistas e pintores), gerando as famosas tendinites e rupturas de manguito rotador.

Prevenção é o Caminho

As sociedades médicas reforçam que o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), pausas programadas e a adequação ergonômica do ambiente de trabalho são essenciais para reduzir esses índices em 2026.

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Com informações: Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (TRAUMA) / Predicado Comunicação.

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Brasil

Alerta à Saúde: Verificação do CRM é arma essencial contra falsos médicos

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Federação das Santas Casas (Fehosp) reforça que consulta ao registro profissional é medida de segurança básica após caso de empresário que se passava por médico no litoral paulista.


Um caso inusitado e perigoso acendeu o alerta para a segurança dos pacientes este mês. Um empresário foi preso em Cananéia (SP) após atuar ilegalmente como médico em uma unidade de saúde. A farsa foi descoberta de forma bizarra: o impostor afirmou ter visualizado a vesícula de uma paciente durante um exame de ultrassom — o detalhe é que a paciente já havia retirado o órgão em uma cirurgia prévia.

Diante da gravidade do ocorrido, a Fehosp (Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo) emitiu um comunicado urgente reforçando que a checagem do CRM (Conselho Regional de Medicina) deve ser uma prática rotineira tanto para gestores de hospitais quanto para a população.

Como Garantir um Atendimento Seguro

A consulta ao registro profissional é gratuita, simples e pode ser feita online. Ela permite confirmar:

  • Habilitação Real: Se o profissional é, de fato, formado em medicina.

  • Situação Regular: Se o médico está ativo e sem restrições éticas ou sanções que o impeçam de trabalhar.

  • Especialidades: Se o profissional possui Registro de Qualificação de Especialista (RQE) para atuar em áreas específicas, como pediatria ou cardiologia.

Responsabilidade Compartilhada

Para o diretor-presidente da Fehosp, Edson Rogatti, a verificação é uma barreira ética fundamental. “Para quem contrata, é uma forma de garantir aptidão; para quem recebe atendimento, é uma garantia de respeito à própria saúde”, afirma.

A prática ajuda a coibir o exercício ilegal da medicina, protegendo não apenas a vida dos pacientes, mas também a integridade jurídica das instituições de saúde, que podem ser responsabilizadas pela contratação de falsos profissionais.


Passo a Passo: Como consultar um médico no DF e Entorno

Embora o alerta venha de São Paulo, a orientação é vital para moradores do Distrito Federal e de Goiás:

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  1. Acesse o site do Conselho Federal de Medicina (CFM) ou dos conselhos regionais (CRM-DF ou CRM-GO).

  2. Busque pela seção “Busca de Médicos”.

  3. Digite o nome completo do profissional ou o número do CRM.

  4. Confira se a foto e os dados conferem com a pessoa que está realizando o atendimento.


Com informações: Fehosp / Predicado Comunicação.

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Distrito Federal

Maternidade do Hospital Regional do Gama recebe novos leitos e tecnologia para recém-nascidos

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Investimentos em mobiliário e equipamentos de fototerapia visam reduzir o tempo de internação e aumentar o conforto de mães e bebês; unidade realizou mais de 3,5 mil partos em 2025.


A maternidade do Hospital Regional do Gama (HRG), unidade de referência fundamental para os moradores do Gama e também do Novo Gama (GO), passa por um processo de modernização. Os 45 leitos da unidade estão recebendo novas camas, berços, poltronas para acompanhantes e mesas de refeição, renovando o ambiente de acolhimento para as famílias.

Para a chefia da maternidade, a melhoria vai além da estética: o novo mobiliário e os equipamentos tecnológicos impactam diretamente na eficiência do tratamento, permitindo que mães e bebês recebam alta com mais rapidez e segurança.

Avanço no tratamento de Icterícia Neonatal

Um dos destaques da renovação é a chegada de oito novos aparelhos de fototerapia, utilizados para tratar a icterícia (o popular “amarelão” em recém-nascidos). Além disso, a unidade agora conta com o BiliCheck, uma tecnologia que transforma a experiência do bebê:

  • Diagnóstico sem dor: O aparelho mede os níveis de bilirrubina apenas encostando na pele (testa ou peito) do recém-nascido.

  • Rapidez: O resultado é instantâneo, eliminando a necessidade de coletas de sangue frequentes e picadas de agulha desnecessárias.

O Hospital do Gama e o Entorno Sul

Os dados preliminares de 2025 reforçam o papel estratégico do HRG para a região do Entorno. No último ano, nasceram mais de 3,5 mil bebês na unidade, consolidando o hospital como o terceiro em número de partos em todo o Distrito Federal.

Um dado chama a atenção para a nossa realidade local: quase 80% das mães que deram à luz no Hospital do Gama em 2025 possuem residência registrada no estado de Goiás, evidenciando como o HRG é o principal porto seguro para as famílias de cidades como Novo Gama, Valparaíso e Cidade Ocidental.


Perfil dos Nascimentos no DF (Top 3 – 2025):

  1. Hospital Regional de Santa Maria (HRSM)

  2. Hospital Regional de Ceilândia (HRC)

  3. Hospital Regional do Gama (HRG)


Com informações: Agência Brasília.

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