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Congresso Nacional

DF tem segunda maior demanda no CPNU 2, com mais de 102 mil inscritos

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Distrito Federal registra 102.940 inscrições no Concurso Público Nacional Unificado 2, sendo 62,9% mulheres. Edital prevê ações afirmativas e busca promover equidade no acesso ao serviço público federal

O Distrito Federal registrou 102.940 inscrições confirmadas na segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), o segundo maior número entre as unidades da Federação, ficando atrás apenas do Rio de Janeiro. O concurso, promovido pelo Governo Federal, oferece 3.652 vagas — sendo 3.144 para nível superior e 508 para nível intermediário — distribuídas entre 32 órgãos e entidades públicas federais.

As inscrições foram realizadas por pessoas de 4.951 municípios em todos os estados do Brasil, totalizando 761.528 candidatos em todo o país. O CPNU 2 tem como objetivo garantir igualdade de acesso ao serviço público federal, valorizando a diversidade regional e promovendo inclusão social.

Maioria dos inscritos no DF é mulher

No Distrito Federal, as mulheres representam 62,9% do total de inscritos, com 64.798 candidaturas confirmadas. Os homens somam 38.125 inscrições (37%), e 17 pessoas não declararam o gênero. Em âmbito nacional, a participação feminina também é majoritária: 60% dos inscritos são mulheres, um aumento em relação ao CPNU 1, quando o percentual foi de 56,2%.

Blocos mais concorridos no DF

Os brasilienses demonstraram maior interesse pelos seguintes blocos temáticos:

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  • Bloco 5 – Administração: 25.886 inscrições
  • Bloco 9 – Intermediário – Regulação: 24.479
  • Bloco 1 – Seguridade Social: Saúde e Assistência: 11.744
  • Bloco 7 – Justiça e Defesa: 10.226
  • Bloco 6 – Desenvolvimento Socioeconômico: 8.855

Os demais blocos com menor número de inscritos no DF foram: Cultura e Educação (7.585), Intermediário – Saúde (6.008), Ciências, Dados e Tecnologia (5.115) e Engenharia e Arquitetura (3.042).

Distribuição nacional das inscrições

Em todo o Brasil, as regiões com maior número de inscritos foram:

  • Sudeste: 247.838
  • Nordeste: 229.436
  • Centro-Oeste: 150.870
  • Norte: 84.651
  • Sul: 48.733

O bloco temático mais concorrido nacionalmente foi o Bloco 9 – Intermediário – Regulação, com 177.598 inscritos, seguido pelo Bloco 5 – Administração (173.829) e pelo Bloco 1 – Seguridade Social (127.970).

Compromisso com equidade e inclusão

O CPNU 2 incorpora medidas afirmativas robustas para promover diversidade e justiça social. Entre as ações:

  • Equiparação de gênero: Caso haja desequilíbrio na classificação feminina após a prova objetiva, será garantido que pelo menos 50% das vagas na fase discursiva sejam ocupadas por mulheres, desde que haja candidatas não eliminadas com pontuação suficiente.
  • Reserva de vagas:
    • 25% para pessoas negras
    • 5% para pessoas com deficiência
    • 3% para indígenas
    • 2% para pessoas quilombolas
  • Atendimento especial: Gestantes e lactantes têm direito a tempo adicional e apoio para amamentação durante as provas.

Valorização do serviço público

O CPNU 2 soma-se a 6.640 vagas do CPNU 1 e a mais de 4.505 vagas oferecidas em outros 43 concursos federais realizados desde 2024. Juntos, esses processos reforçam o compromisso do Governo Federal com a valorização do serviço público e com a democratização do acesso a cargos públicos em todo o território nacional.

O edital completo e mais informações sobre o concurso estão disponíveis no site oficial: gov.br/concursonacional


Com informações: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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Congresso Nacional

Emendas parlamentares consomem quase 80% da verba livre de ministérios em 2025

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Fatia do Orçamento controlada por deputados e senadores atingiu nível recorde, drenando recursos que seriam destinados a investimentos diretos do Governo Federal

Em 2025, o avanço do Congresso Nacional sobre o Orçamento da União atingiu um patamar histórico, comprometendo a capacidade de planejamento do Poder Executivo. Dados oficiais revelam que as emendas parlamentares chegaram a consumir até 78,9% da verba discricionária (recursos destinados a investimentos e custeio, que não incluem salários e gastos obrigatórios) de pastas estratégicas. O Ministério do Turismo e o Ministério do Esporte lideram o ranking de dependência, com a maior parte de seus orçamentos livres sendo direcionada por indicações de deputados e senadores.

O fenômeno reflete uma mudança estrutural na política brasileira, onde o Legislativo passou a deter o controle de fatias cada vez maiores do tesouro nacional. Se em 2015 as emendas representavam apenas 2,5% do orçamento discricionário total do Executivo, em 2025 esse percentual saltou para 21,9%. Esse cenário gera um debate intenso sobre a separação de Poderes e a transparência no uso desses recursos, especialmente após operações da Polícia Federal investigarem desvios em projetos financiados por essas verbas.

Ministérios sob maior domínio do Congresso

A tabela abaixo detalha as pastas onde os parlamentares detêm o maior controle sobre os recursos de investimento:

Ministério % da Verba Discricionária por Emendas Principais Destinos
Turismo 78,9% Apoio a eventos (como o Carnaval), obras e pontos turísticos.
Esporte 65,2% Projetos sociais de futebol, construção de ginásios e e-sports.
Saúde ~40% Custeio de hospitais, ambulatórios e secretarias locais.

Impacto na Saúde e no Planejamento Federal

Embora Turismo e Esporte tenham os maiores percentuais relativos, o Ministério da Saúde é o que executa o maior volume financeiro absoluto. Em 2025, dos R$ 47,3 bilhões empenhados pela pasta, mais de R$ 25,7 bilhões foram definidos pelo Congresso. Especialistas alertam que essa descentralização excessiva dificulta a criação de políticas nacionais unificadas, uma vez que o recurso acaba fragmentado em milhares de pequenas obras e convênios locais que nem sempre priorizam as necessidades técnicas mais urgentes do SUS.

O debate no STF e o Orçamento 2026

O futuro dessa dinâmica está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Flávio Dino é o relator de uma ação que questiona a impositividade das emendas e exige regras mais rígidas de transparência. Enquanto isso, para o ano de 2026, o Congresso já aprovou um montante superior a R$ 61 bilhões em emendas parlamentares. O governo Lula enfrenta o dilema de manter o apoio da base aliada do “Centrão”, que comanda essas pastas, ou tentar recuperar o controle do Orçamento para viabilizar as promessas de campanha e grandes obras de infraestrutura federal.


Com informações: Folhapress e ICL Notícias

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Brasil

Lula sanciona Orçamento de 2026 com 26 vetos e fixa salário mínimo em R$ 1.621

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Texto aprovado pelo Congresso prevê gastos de R$ 6,5 trilhões e destina R$ 61 bilhões para emendas parlamentares

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei Orçamentária para o ano de 2026 com 26 vetos em trechos considerados inviáveis pelo Executivo. O documento, publicado no Diário Oficial da União, estabelece um orçamento total de R$ 6,5 trilhões, sendo que uma parcela significativa de 28% será direcionada ao pagamento de juros da dívida pública. Entre as definições mais aguardadas, o novo valor do salário mínimo foi fixado em R$ 1.621, seguindo as regras de valorização e correção pela inflação.

No campo das metas fiscais, o governo trabalha com uma previsão de superávit primário de R$ 34,26 bilhões, embora o arcabouço fiscal permita um déficit de até R$ 6,75 bilhões sem que a meta seja considerada descumprida. Para garantir a execução de obras estruturantes, o governo poderá investir até R$ 5 bilhões no Novo PAC sem que esses valores sejam contabilizados no cálculo do déficit primário.

Distribuição de Recursos e Emendas

O orçamento de 2026 mantém um volume expressivo de recursos para o Legislativo, distribuídos da seguinte forma:

  • Emendas Parlamentares: O total chega a R$ 61 bilhões.

  • Emendas Impositivas: R$ 37,8 bilhões têm pagamento obrigatório.

  • Individuais e Bancada: R$ 26,6 bilhões para indicações de deputados e senadores, e R$ 11,2 bilhões para bancadas estaduais.

Principais Vetos Presidenciais

Lula barrou pontos que aumentariam a rigidez orçamentária ou facilitariam gastos sem planejamento técnico. Os destaques dos vetos incluem:

  1. Fundo Partidário: Foi vetado o aumento do valor destinado ao financiamento das legendas, sob a justificativa de preservação do orçamento da Justiça Eleitoral.

  2. Licenciamento Ambiental: O presidente vetou o pagamento de emendas para obras que não possuam licença ambiental prévia ou projetos de engenharia aprovados.

  3. Restos a Pagar: Foi barrada a tentativa de liberar verbas de emendas não pagas entre os anos de 2019 e 2023.

  4. Contingenciamento: Lula rejeitou a proibição de bloqueio de verbas para áreas como agências reguladoras e defesa agropecuária, visando manter a flexibilidade na gestão das contas públicas.

Resumo das Metas e Valores (2026)

Indicador Valor / Meta
Orçamento Total R$ 6,5 trilhões
Salário Mínimo R$ 1.621
Juros da Dívida R$ 1,82 trilhão
Meta de Superávit R$ 34,26 bilhões
Déficit Máximo Permitido R$ 6,75 bilhões

Com informações: Agência Brasil e ICL Notícias

 

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Congresso Nacional

Ministro Flávio Dino suspende tentativa do Congresso de ressuscitar orçamento secreto

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Decisão liminar barra trecho de projeto de lei que liberava R$ 1,9 bilhão em emendas antigas, alegando inconstitucionalidade e falta de transparência

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu neste domingo (21) um dispositivo aprovado pelo Congresso Nacional que permitia o pagamento de emendas parlamentares de anos anteriores, incluindo o extinto “orçamento secreto”. A decisão atende a um pedido da Rede Sustentabilidade e de deputados do PSOL, que argumentaram que a medida tentava validar gastos julgados inconstitucionais pela Corte em 2022.

O trecho suspenso havia sido inserido “de carona” em um projeto de lei voltado ao aumento da arrecadação, que trata da tributação de casas de apostas (bets) e benefícios fiscais. Segundo Dino, a proposta buscava ressuscitar uma modalidade de emenda que fere o princípio da transparência e da responsabilidade fiscal, ao tentar reativar recursos que já haviam sido cancelados e estavam fora do ciclo orçamentário regular.

Impacto financeiro e político

A estimativa é que o dispositivo liberaria cerca de R$ 1,9 bilhão, sendo R$ 1 bilhão oriundo especificamente do antigo orçamento secreto (RP9). O ministro destacou que a revalidação desses valores equivale à criação de novos gastos sem o devido lastro na lei orçamentária vigente, o que comprometeria o equilíbrio das contas públicas previsto para 2026.

Próximos passos judiciais

Apesar da suspensão desse artigo específico, o restante do projeto de lei que aumenta impostos para equilibrar o orçamento continua válido e segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva até o dia 12 de janeiro.

  • Efeito Suspensivo: A decisão de Dino permanece em vigor mesmo se o presidente sancionar o texto.

  • Julgamento no Plenário: A liminar precisará ser referendada pelos demais ministros do STF após o fim do recesso judiciário, em fevereiro de 2026.

  • Plantão do STF: Durante o mês de janeiro, o controle das decisões urgentes ficará sob a responsabilidade dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes.


Com informações: Brasil de Fato e ICL Notícias.

 

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