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Saúde

Dia Nacional da Imunização: entenda a importância da vacinação ao longo da vida, da infância à idade adulta

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A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população

Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.Com a proximidade do Dia Nacional da Imunização, comemorado no dia 9 de junho, é essencial valorizar essa intervenção de saúde que salva milhões de vidas anualmente e incentivar a conscientização sobre a importância de manter o calendário vacinal atualizado.2,3

Para cada fase da vida – seja bebê, criança, adolescente, gestante, adulto ou idoso -, existem diversas vacinas recomendadas e disponíveis no país.4-7 O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente mais de 20 imunizantes que protegem contra mais de 25 doenças para todos os públicos, em todos os ciclos da vida, desde o nascimento até a terceira idade.5,7 Na rede privada também estão disponíveis vacinas para a imunização de todas as faixas etárias, complementando o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunizações (PNI).4,6

Marcelo Freitas (CRM DF 12.770), gerente médico da GSK, explica um pouco mais sobre a importância da vacinação além da infância. “Muitas pessoas pensam erroneamente que as vacinas são específicas para as crianças, quando, na verdade, as infecções podem nos acometer em qualquer fase da vida, em diferentes condições. Nós temos doenças que acometem muito na infância e podem levar à internações e óbitos, mas temos também diversas doenças que acontecem na adolescência, no adulto jovem e no idoso. Então, por isso, temos vacinas para todas essas faixas etárias, inclusive com doses de reforços ao longo da vida, para que ela possa continuar protegendo o indivíduo contra infecções e contra quadros graves, como hospitalização e outras complicações. Além disso, é importante reforçar que as vacinas têm um papel de proteção não apenas individual, mas também na saúde coletiva da população, na medida que elas reduzem a circulação de agentes infecciosos e, consequentemente, a transmissão de doenças, protegendo assim toda a comunidade.”

Importância da imunização para adultos e idosos

Aliada com outros hábitos, como a alimentação balanceada, a prática de atividades físicas e o sono regular, a imunização na idade adulta e na terceira idade está diretamente ligada à qualidade de vida e ao envelhecimento saudável.8,9 A explicação é que, conforme os indivíduos envelhecem, seu sistema imunológico também envelhece e sofre alterações contínuas, que caracterizam o processo chamado de imunossenescência. E esse processo de envelhecimento do sistema imunológico contribui para um aumento no risco de infecções e de evolução para formas graves de doenças.10

“A partir dos 40, 50 anos, o nosso sistema imunológico vai perdendo efetividade e essa perda vai aumentando ao longo dos anos. Por isso que, em pessoas mais velhas, um simples resfriado pode evoluir para uma pneumonia com mais facilidade, por exemplo. Com a vacinação, o nosso organismo cria anticorpos e faz com que estas doenças sejam menos invasivas. Então, é muito importante que os adultos e os idosos procurem seus médicos ou um profissional de saúde, e busquem informação sobre as vacinas recomendadas para a sua idade e mantenham a vacinação em dia. Além disso, vale ressaltar que, com uma idade mais avançada, outras complicações podem surgir, como a presença de comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial, doenças respiratórias, que podem aumentar uma predisposição a um quadro mais grave quando adquire alguma infecção, além de uma descompensação dessas doenças de base”, alerta Dr. Marcelo, que complementa:

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“Outra preocupação para os idosos deve ser o herpes zoster. Pesquisas mostram que cerca de 90% da população já está infectada com o vírus varicela zoster, causador da doença, sendo o mesmo vírus responsável pela catapora. Este vírus pode ficar latente no organismo durante toda a vida e pode vir a se manifestar quando menos esperamos e ter um impacto severo na saúde e na qualidade de vida da população. O herpes zoster é uma doença que pode causar uma dor debilitante e pode trazer sequelas de longo prazo, como a neuralgia pós-herpética, uma dor que persiste por três meses ou mais. A boa notícia é que é uma doença prevenível por vacinação”.8,22-26

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferece gratuitamente no SUS diversas vacinas para adultos e idosos, como, influenza, difteria e tétano (dT), hepatite B, febre amarela e COVID-19, que são recomendadas de acordo com a idade do indivíduo, seu histórico vacinal e presença de comorbidades, entre outros fatores.4,5 Já na rede privada, estão disponíveis imunizantes contra herpes zoster; difteria, tétano e coqueluche (dTpa ou dTpa-VIP); Vírus Sincicial Respiratório (VSR); doença pneumocócica (VPC13, VPC15, VPC20 e VPP23); além de vacinas recomendadas para situações especiais, como hepatite A e B, meningite ACWY e C, e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).4

Atenção no período outono-inverno

Estamos em uma época em que há uma maior variação de temperatura ao longo do dia e, com a chegada do inverno, devido às chuvas e o frio, as pessoas tendem a ficar em locais fechados, sem ventilação adequada e muitas vezes em aglomerações, favorecendo o aumento da circulação de vírus e bactérias que podem causar doenças sérias como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), influenza (gripe), meningite, entre outros. Por isso, é importante ter atenção e ainda mais cuidado nessa época do ano.11-13

“Os recentes boletins InfoGripe da Fiocruz mostram um cenário de alta circulação de diversos vírus respiratórios como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e influenza, causando casos graves e hospitalizações em crianças pequenas e idosos. Isso reforça a importância do cuidado com a saúde e com a vacinação em dia de todos. Os adultos raramente são testados para o VSR e, como os sintomas podem ser confundidos com um resfriado, como coriza, tosse, febre e mal-estar, a doença acaba sendo pouco conhecida e é subdiagnosticada. Em crianças, ele é conhecido por causar bronquiolite, já em idosos, principalmente aqueles que possuem condições crônicas de saúde pré-existentes, também chamadas de comorbidades, como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva, o VSR pode evoluir para doenças mais graves, como pneumonia, e até mesmo levar a óbito”, reforça o médico.

Segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, anualmente, o VSR leva a aproximadamente de 60 a 160 mil hospitalizações em adultos com 60 anos ou mais.14 No Brasil, entre 2020 e 2022 foram notificados mais de 30 mil casos da doença, com uma taxa de letalidade em SRAG por VSR de 20,77% em 2022 em adultos de 60 anos ou mais.15 Em 2024, essa taxa de letalidade em hospitalizações por SRAG causada por VSR no Brasil, na mesma faixa etária, chegou a 20%.16

A transmissão do VSR acontece por meio de gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro e contato com superfícies contaminadas.17 Outra doença que possui forma de transmissão semelhante e também é mais comum no outono-inverno é a meningite meningocócica.11,18 É uma doença de transmissão respiratória, que provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e se destaca por sua gravidade devido à rápida evolução, que pode deixar sequelas permanentes no paciente e até mesmo levar a óbito em até 24 horas. A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a doença.18-20 Atualmente, existem vacinas diferentes para a prevenção de cinco sorogrupos da doença: A, B, C, W e Y.4,5,18-21

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Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

Sobre a GSK

A GSK é uma biofarmacêutica multinacional, presente em mais de 75 países, que tem como propósito unir ciência, tecnologia e talento para vencer as doenças e impactar a saúde global. A companhia pesquisa, desenvolve e fabrica vacinas e medicamentos especializados nas áreas de Doenças Infecciosas, HIV, Oncologia e Imunologia/Respiratória. No Brasil, a GSK é líder nas áreas de HIV e Respiratória e uma das empresas líderes em Vacinas. Para mais informações, visiteGSK.

 

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. No Dia Nacional da Imunização, SBP reforça importância indispensável das vacinas e da orientação dos pediatras. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Vaccines and Immunization. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do nascimento à terceira idade: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) – 2024/2025. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Pneumologia. Guia de Imunização SBIm/SBPT (2024/2025). Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação é a maneira mais eficaz para evitar doenças. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Guia Prático Vacinação do Idoso. Disponível em: <Link >. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  9. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. 6 Tips for Healthy Aging. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA E SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Geriatria: guia de vacinação (2022/2023). Disponível em: <Link >. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  11. PREFEITURA DE SÃO PAULO. Saiba quais são as doenças mais comuns durante as estações de outono e inverno. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  12. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Alerta para doenças respiratórias no outono. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  13. FIOCRUZ. InfoGripe: alta circulação do VSR provoca aumento de casos. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  14. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em:08 de maio de 2025.
  15. DE VERAS, Bruna Medeiros Gonçalves et al. CASOS GRAVES DE VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO EM ANOS DE PANDEMIA: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA DA BASE DE DADOS DO SIVEP-GRIPE NO BRASIL (2020-2022). The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 27, p. 103129, 2023.
  16. BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Semana 52 de 2024 | Vigilância das Síndromes Gripais Influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  17. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  18. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde de A a Z. Meningite. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  19. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Newsroom. Fact Sheets. Details. Meningitis. Disponível em: <link> Acesso em: 08 de maio de 2025.
  20. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Família SBIm. Doenças. Meningite meningocócica. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  21. BRASIL. Ministério da Saúde. INSTRUÇÃO NORMATIVA DO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO 2024. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  22. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
  23. REIS, ALEXANDA DIAS, CLAUDIO SÉRGIO PANNUTI, and VANDA AKICO UEDA FICK DE SOUZA. “Prevalência de anticorpos para o vírus da varicela-zoster em adultos jovens de diferentes regiões climáticas brasileiras.” Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 36 (2003): 317-320.
  24. CLEMENS, S. et al. Soroepidemiologia da varicela no Brasil – resultados de um estudo prospectivo transversal. Jornal de Pediatria, v. 75, p. 433-441, 1999.
  25. LUKAS, K. et al. The impact of herpes zoster and post-herpetic neuralgia on quality of life: patient-reported outcomes in six European countries. J Public Health, 20:441-451, 2012.
  26. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Shingles vaccines. Disponível em: <link>. Acesso em: 07 mar. 2025

 

NP-BR-AVU-BRF-250014 – Junho/2025

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Comportamento

Acidentes com lagartas em crianças exigem atenção redobrada durante o verão

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O contato com cerdas venenosas pode causar desde irritações leves até hemorragias graves; o gênero Lonomia é o principal risco para a saúde pública no Brasil

Com a elevação das temperaturas e o aumento das atividades de lazer em áreas verdes, cresce também o risco de acidentes por erucismo — a reação provocada pelo contato da pele com as cerdas de lagartas. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 26 mil ocorrências entre 2019 e 2023, sendo que 20% das vítimas eram crianças de até 9 anos. O Hospital Pequeno Príncipe, referência nacional em pediatria, alerta que o público infantil é o mais vulnerável devido à menor massa corporal e à fragilidade do sistema imunológico.

O perigo reside nas cerdas pontiagudas que, ao serem tocadas, injetam veneno diretamente na pele. Em crianças, a dificuldade em relatar os sintomas precocemente e o hábito de brincar próximo a troncos e folhagens potencializam a toxicidade do acidente, exigindo vigilância constante de pais e responsáveis em parques, quintais e áreas arborizadas.

Identificação das lagartas e os sintomas hemorrágicos

As lagartas envolvidas em acidentes no Brasil dividem-se basicamente em duas famílias. As “cabeludas” (Megalopygidae) possuem pelos sedosos que escondem cerdas urticantes. Já as “espinhudas” (Saturniidae), com aparência de pequenos pinheiros, incluem o gênero Lonomia, o mais perigoso para a saúde humana.

Enquanto a maioria das lagartas causa apenas dor intensa, queimação e inchaço local, o veneno da Lonomia interfere diretamente na coagulação sanguínea. Se não houver tratamento rápido, o quadro pode evoluir para:

  • Manchas roxas pelo corpo e sangramentos nas gengivas;

  • Presença de sangue na urina;

  • Insuficiência renal aguda e risco de morte.

O Brasil é pioneiro e único produtor mundial do soro antilonômico, desenvolvido pelo Instituto Butantan e distribuído gratuitamente pelo SUS. O antídoto é a única forma de neutralizar os efeitos graves do envenenamento, que costumam apresentar piora progressiva nas primeiras 12 horas após o contato.

Procedimentos imediatos para reduzir a absorção do veneno

Ao identificar que uma criança teve contato com uma lagarta, a recomendação médica é agir com rapidez, mas sem aplicar substâncias caseiras. A dermatologista pediátrica Flavia Prevedello orienta o uso de fita adesiva para remover cerdas que ainda estejam presas à pele, seguido de lavagem com água e sabão. Compressas frias podem ser utilizadas para aliviar a dor local.

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O que nunca fazer:

  • Não esfregar o local: Isso pode quebrar mais cerdas e espalhar o veneno.

  • Não aplicar álcool ou vinagre: Essas substâncias podem agravar a irritação.

  • Não usar aspirina ou anti-inflamatórios: Esses medicamentos aumentam o risco de sangramento, o que é fatal em casos de acidente com Lonomia.

  • Não fazer torniquetes ou sucção: Tais práticas são ineficazes e danificam os tecidos.

Como evitar o contato e proteger as áreas de lazer

O aumento de lagartas em zonas urbanas está diretamente ligado ao desequilíbrio ambiental e ao desmatamento. Para prevenir acidentes, é essencial observar atentamente troncos e galhos antes de permitir que crianças se aproximem. O uso de luvas em atividades de jardinagem e a recomendação de nunca tocar em lagartas, mesmo as que pareçam mortas (pois as cerdas mantêm a toxicidade), são medidas eficazes.

Em caso de emergência, além de procurar uma unidade de saúde, é recomendável fotografar o inseto para auxiliar na identificação pela equipe médica. O Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) atende pelo telefone 0800 644 6774 para orientações específicas sobre animais peçonhentos em todo o país.


Com informações: Hospital Pequeno Príncipe, Ministério da Saúde

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Saúde

Check-up anual é essencial para detectar doenças silenciosas e garantir longevidade

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A negligência com exames preventivos pode atrasar o diagnóstico de condições graves como diabetes e hipertensão; especialistas recomendam revisões periódicas conforme a faixa etária

A busca por atendimento médico no Brasil ainda está fortemente atrelada ao surgimento de sintomas, deixando de lado a cultura da prevenção. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) confirmam que a maior parte da população só procura serviços de saúde em situações de doença já instalada. No entanto, médicos alertam que este comportamento é um risco para o diagnóstico de enfermidades silenciosas, como a hipertensão arterial, o diabetes e as dislipidemias (alterações no colesterol), que muitas vezes não apresentam sinais claros em estágios iniciais.

De acordo com a médica Josie Velani Scaranari, do Sabin Diagnóstico e Saúde, o acompanhamento periódico é a ferramenta mais eficaz para identificar fatores de risco e evitar complicações que podem comprometer a qualidade de vida a longo prazo. O check-up atua como um mapeamento da saúde atual do paciente, permitindo intervenções precoces que aumentam significativamente as chances de sucesso em tratamentos e reduzem a necessidade de internações de emergência.

Orientações variam conforme o sexo e o histórico familiar

O Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Cardiologia estabelecem diretrizes específicas para a realização do check-up, levando em conta que as necessidades do organismo mudam ao longo do tempo. A recomendação geral é dividida da seguinte forma:

  • Adultos de 18 a 40 anos: Devem realizar uma revisão clínica completa a cada três anos, caso sejam saudáveis e não possuam sintomas.

  • Acima de 40 anos: A orientação passa a ser de revisões bienais (a cada dois anos), com foco aumentado na saúde cardiovascular.

  • Idosos (acima de 60 anos): Devem realizar exames anuais, especialmente aqueles que já possuem fatores de risco conhecidos, como histórico familiar de doenças graves ou sedentarismo.

Os exames fundamentais incluem o hemograma completo, testes de glicemia, perfil lipídico (colesterol e triglicerídeos), além da aferição da pressão arterial e avaliação do índice de massa corporal (IMC). Para as mulheres, somam-se os exames ginecológicos preventivos e a mamografia, essenciais para o diagnóstico precoce de câncer.

Revisão do cartão vacinal é etapa obrigatória do cuidado preventivo

Um aspecto frequentemente esquecido do check-up anual é a atualização da imunização. A prevenção de doenças infectocontagiosas contribui diretamente para a redução de casos graves, especialmente em grupos de risco. Durante a consulta, a revisão do cartão de vacinas permite identificar doses de reforço necessárias ou novas vacinas indicadas para a fase atual de vida do paciente.

Entre os imunizantes que devem estar no radar de adultos e idosos em 2026 estão os contra a Influenza (Gripe), COVID-19, Tríplice Bacteriana (dTpa) e as vacinas pneumocócicas. Manter o sistema imunológico atualizado é considerado por especialistas como um dos pilares da medicina preventiva moderna, funcionando como uma barreira extra contra complicações sistêmicas.

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Hábitos saudáveis potencializam os resultados dos exames

Para que o check-up não seja apenas uma formalidade burocrática, ele deve estar inserido em um contexto de cuidado integral. A Dra. Josie Scaranari ressalta que o estilo de vida influencia diretamente os indicadores laboratoriais. O planejamento de refeições nutritivas e a prática regular de atividades físicas são estratégias fundamentais para manter os níveis de glicose e colesterol sob controle, mesmo para quem possui uma rotina acelerada.

Além da saúde física, o sono de qualidade e o bem-estar emocional são pilares indissociáveis. O estresse crônico e a privação de sono podem desencadear alterações metabólicas e hipertensão, mascarando os benefícios de uma vida teoricamente saudável. Portanto, olhar para a saúde de forma holística — corpo e mente — é o caminho para garantir que os resultados do check-up reflitam uma longevidade real e sustentável.


Com informações: Sabin Diagnóstico e Saúde, Ministério da Saúde, IBGE

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Saúde

Mapeamento genético surge como novo pilar na prevenção ao melanoma

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Estudo genético complementa o uso de protetor solar ao identificar mutações hereditárias, auxiliando no combate ao câncer de pele mais agressivo, que pode registrar aumento de 80% em mortes até 2040

O cuidado com a pele durante o verão e as férias escolares ganhou um novo aliado tecnológico: o mapeamento genético. Embora a fotoproteção diária continue sendo a regra de ouro, especialistas ressaltam que a identificação de predisposições hereditárias é fundamental para enfrentar o melanoma, o tipo mais grave de câncer de pele. Projeções da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC) indicam um cenário alarmante, com o número de óbitos pela doença no Brasil podendo chegar a 4 mil por ano até 2040.

Atualmente, a exposição solar inadequada e o uso de câmaras de bronzeamento são responsáveis por cerca de 75% dos casos mundiais. No entanto, o avanço da medicina personalizada permite agora que o histórico genético do paciente seja utilizado para traçar estratégias de vigilância muito mais rigorosas e eficazes, indo além das recomendações gerais de saúde pública.

Identificação de mutações e acompanhamento individualizado

O teste genético foca na busca por variantes patogênicas em genes específicos que predispõem o indivíduo ao melanoma. De acordo com a dermatologista Ana Cândida Bracarense, do Hospital Orizonti, o exame não é um substituto para o filtro solar, mas sim um guia para um cuidado personalizado. Quando uma mutação é detectada, o protocolo de atendimento muda drasticamente para garantir a detecção precoce.

As principais medidas para pacientes com risco genético incluem:

  • Dermatoscopia Digital: Realização do mapeamento corporal completo para monitorar a evolução de sinais e manchas ao longo do tempo.

  • Consultas Frequentes: Redução do intervalo entre as visitas ao dermatologista para exames clínicos minuciosos.

  • Autoexame Rigoroso: Orientação específica para que o paciente identifique novas lesões ou mudanças em sinais já existentes.

Critérios de indicação e síndromes de risco

Apesar de sua eficácia, o mapeamento genético não é indicado para a população em geral de forma indiscriminada, uma vez que a maioria dos melanomas é esporádica (causada por fatores externos). O teste é recomendado para grupos específicos que apresentam maior vulnerabilidade biológica:

  1. Histórico Familiar: Pessoas com parentes de primeiro grau que já tiveram melanoma.

  2. Histórico Pessoal: Pacientes que já foram diagnosticados com um melanoma primário anteriormente.

  3. Síndrome do Nevo Displásico: Indivíduos que possuem uma quantidade elevada de sinais irregulares espalhados pelo corpo.

A importância de manter os cuidados de rotina

Mesmo com o diagnóstico genético em mãos, a prevenção clássica permanece insubstituível. A radiação ultravioleta (UV) tem efeito cumulativo na pele, e a proteção física e química é a única barreira contra os danos ao DNA celular causados pelo sol. O uso de chapéus, óculos com proteção UV e roupas adequadas, somado à busca por sombra nos horários críticos, compõe o tripé da segurança cutânea.

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A integração entre a tecnologia de ponta e os hábitos saudáveis é, atualmente, a estratégia mais robusta para reduzir a mortalidade por câncer de pele. Como ressalta a equipe do Hospital Orizonti, o teste genético define a intensidade da vigilância, mas é a proteção diária que impede a formação de novas lesões, garantindo que mesmo os perfis mais vulneráveis possam desfrutar do período de verão com segurança.


Com informações: Hospital Orizonti, IARC, JeffreyGroup

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