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Economia

Ibovespa sobe 0,59% com impulso da China, apesar de tensões Brasil-EUA

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Mineradoras puxam alta após anúncio de megahidrelétrica na China; Vale e CSN Mineração valorizam. Dólar cai a R$ 5,56. Tensões comerciais seguem no radar.

Ibovespa recupera terreno com demanda chinesa
O Ibovespa fechou em alta de 0,59% nesta segunda-feira (21/07), aos 134.166,72 pontos , recuperando parte das perdas registradas na semana anterior. O movimento de recuperação foi impulsionado principalmente pelo setor de mineração e siderurgia, com destaque para o avanço do minério de ferro no mercado internacional.

O minério negociado na bolsa de Dalian saltou mais de 2% , impulsionado pelo anúncio da construção da maior usina hidrelétrica do mundo na China — projeto que deve exigir grandes volumes de insumos metálicos e reforçar a expectativa de aumento na demanda industrial.

Mineradoras e siderúrgicas lideram ganhos
A Vale (VALE3) fechou com alta de 2,73% , cotada a R$ 56,05, sendo o principal vetor de alta do índice. Acompanharam o movimento CSN Mineração (CMIN3) , que subiu 4,76% , Gerdau (GGBR4) com +3,17% e Usiminas (USIM5) com +2,30% .

Analistas destacam que as margens robustas das siderúrgicas chinesas também contribuíram para o otimismo no setor, sinalizando sustentabilidade na demanda por matérias-primas nos próximos meses.

Dólar recua e fecha abaixo de R$ 5,57
O dólar comercial encerrou o dia com queda de 0,40% , cotado a R$ 5,5651 na venda. Com isso, a moeda norte-americana acumula desvalorização de 9,94% em 2025, refletindo fluxo cambial positivo, relativo apetite por risco e perspectivas de estabilidade fiscal no Brasil.

Tensões comerciais entre Brasil e EUA permanecem no radar
Apesar do cenário externo favorável, persistem incertezas no campo diplomático. O governo dos Estados Unidos anunciou restrições de visto a autoridades brasileiras, medida vista como retaliação indireta ao posicionamento do Brasil em fóruns internacionais.

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Além disso, aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro nos EUA sinalizam possíveis novas sanções comerciais, incluindo manutenção ou ampliação das tarifas de 50% sobre exportações brasileiras de produtos como aço e cobre.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad , afirmou que o governo monitora os impactos e está pronto para adotar medidas de apoio aos setores afetados. Ele reiterou a preferência pelo diálogo, mas não descartou respostas proporcionais caso as medidas sejam confirmadas.

China estimula mercados globais
Além do anúncio da megahidrelétrica, a China manteve estáveis suas taxas básicas de juros, mas indicou que novos estímulos econômicos estão em avaliação para fortalecer a recuperação doméstica. A postura reforçou o sentimento positivo nos mercados globais, especialmente para commodities.

Nos Estados Unidos, as bolsas fecharam com desempenho misto, mas em patamares elevados. O S&P 500 (+0,14%) e o Nasdaq (+0,38%) bateram recordes de fechamento, impulsionados pela Alphabet e pela expectativa de balanços sólidos das grandes tecnológicas nesta semana. O Dow Jones recuou levemente, 0,043%, a 44.323,07 pontos.


Com informações: ICL Notícias / Valor Econômico

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Brasil

Selic Mantida em 15%: Copom sinaliza primeiros cortes para março após queda na inflação

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Banco Central mantém juros no maior nível em quase 20 anos, mas comunicado unânime abre caminho para flexibilização monetária caso cenário econômico permaneça estável

Em sua primeira reunião de 2026, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, manter a Taxa Selic em 15% ao ano. O resultado já era aguardado pelo mercado financeiro, consolidando a quinta manutenção consecutiva dos juros básicos no patamar mais elevado desde julho de 2006.

A grande novidade, no entanto, veio no comunicado oficial. O Banco Central confirmou a intenção de iniciar a redução dos juros na próxima reunião, em março, desde que a inflação continue sob controle e não surjam novos choques econômicos.

O Cenário da Inflação em 2026

A decisão de manter os juros altos ocorre em um momento de alívio nos preços. Em 2025, a inflação oficial (IPCA) fechou em 4,26%, o menor índice anual desde 2018, situando-se dentro do teto da meta estabelecida.

Indicador Situação Atual
Taxa Selic 15% ao ano
IPCA (Acumulado 2025) 4,26%
Meta de Inflação 3% (tolerância até 4,5%)
Projeção PIB 2026 1,6% a 1,8%

O Novo Sistema de Meta Contínua

Desde janeiro de 2026, o Brasil opera sob o sistema de meta contínua. Diferente do modelo anterior, onde a meta era verificada apenas no fechamento de dezembro, agora a apuração é feita mês a mês, considerando sempre os últimos 12 meses acumulados. Isso dá ao Banco Central mais flexibilidade para ajustar a política monetária sem a pressão do calendário civil.

Impacto no Bolso do Consumidor

A manutenção da Selic em 15% significa que o crédito continua caro para o cidadão comum e para o empresário. Juros altos servem para frear o consumo e segurar a inflação, mas também dificultam o financiamento de imóveis, veículos e investimentos produtivos.

“O Comitê antevê iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta”, destacou a nota do BC.

Desfalque na Diretoria

A reunião ocorreu com o colegiado incompleto, já que os mandatos de dois diretores expiraram no fim de 2025. As novas indicações do presidente Lula devem ser enviadas ao Senado em fevereiro, após o recesso parlamentar, o que pode influenciar o tom das discussões na reunião decisiva de março.

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Com informações: Agência Brasil, Banco Central do Brasil

 

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Brasil

Inflação de janeiro: Conta de luz e passagens aéreas puxam IPCA-15 para baixo

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Prévia da inflação oficial fecha em 0,20% no primeiro mês de 2026; acumulado de 12 meses atinge 4,5%, tocando o teto da meta estabelecida pelo governo

A inflação brasileira começou o ano de 2026 perdendo fôlego. O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, fechou janeiro em 0,20%, uma queda em relação aos 0,25% registrados em dezembro. O alívio no bolso dos brasileiros veio, principalmente, de dois itens essenciais: a energia elétrica e o setor de transportes.

Com este resultado, o índice acumula 4,5% nos últimos 12 meses, exatamente o limite máximo da meta de inflação (que é de 3% com margem de 1,5 p.p.). Os dados foram divulgados nesta terça-feira (23 de janeiro de 2026) pelo IBGE.

O alívio: Energia e Passagens Aéreas

O grupo Habitação (-0,26%) foi o grande destaque positivo do mês. A queda foi impulsionada pela conta de luz, que recuou 2,91%. A explicação é técnica: a Aneel alterou a bandeira tarifária de amarela para verde, eliminando a taxa extra de R$ 1,885 a cada 100 kWh que estava sendo cobrada no mês anterior.

No grupo Transportes (-0,13%), o destaque foi a queda de 8,92% nas passagens aéreas. Além disso, medidas locais, como a “tarifa zero” aos domingos e feriados em Belo Horizonte, ajudaram a reduzir o custo dos ônibus urbanos.

O alerta: Alimentos e Combustíveis

Se por um lado a luz baixou, por outro, comer em casa ficou mais caro. Após sete meses de queda, os alimentos voltaram a subir (0,21%), com altas expressivas no tomate (16,28%) e na batata-inglesa (12,74%).

Já os combustíveis subiram 1,25% no período da coleta, sendo a gasolina a vilã individual da inflação no mês. No entanto, o cenário deve melhorar em fevereiro, já que a Petrobras anunciou hoje um corte de 5,2% no preço da gasolina para as distribuidoras.

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IPCA-15: Entenda os números de janeiro

Setor Variação (%)
Saúde e cuidados pessoais + 0,81%
Comunicação + 0,73%
Alimentação e bebidas + 0,31%
Educação + 0,05%
Transportes – 0,13%
Habitação – 0,26%

Diferença entre IPCA-15 e IPCA

A prévia (IPCA-15) utiliza a mesma metodologia do índice oficial, mas coleta os preços entre o meio do mês anterior e o meio do mês atual. Para moradores de Brasília e Goiânia, os dados são especialmente relevantes, pois as duas capitais fazem parte das 11 localidades onde a pesquisa é realizada.

O IPCA “cheio” (fechado) de janeiro, que abrange mais cidades e o mês completo, será divulgado no dia 10 de fevereiro.


Com informações: IBGE, Agência Brasil

 

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Distrito Federal

Nova regra da Tarifa Social pode reduzir conta de luz de 66 mil famílias no DF

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Ampliação do benefício inclui famílias com renda de até um salário mínimo por pessoa; concessão do desconto ocorre de forma automática via CadÚnico.


A atualização nas normas de concessão de benefícios tarifários no setor elétrico entrou em vigor neste início de 2026, trazendo alívio financeiro para milhares de lares no Distrito Federal. A nova regulamentação amplia o alcance da Tarifa Social de Energia Elétrica (TSEE) através da criação do “Desconto Social”, uma faixa suplementar que deve beneficiar cerca de 66 mil novas famílias em toda a capital federal.

O objetivo da medida é assegurar o acesso à energia elétrica para populações em situação de vulnerabilidade econômica, garantindo que o abatimento chegue diretamente à fatura mensal. De acordo com a Neoenergia Brasília, distribuidora local, aproximadamente 23 mil famílias já foram integradas ao novo sistema desde a implementação das regras.

Como funciona o novo Desconto Social

Diferente do modelo tradicional da Tarifa Social, que foca em rendas extremamente baixas, o novo Desconto Social é direcionado a famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal per capita entre meio e um salário mínimo.

No Distrito Federal, este grupo passa a ter um abatimento de 10,58% incidindo sobre os primeiros 120 kWh consumidos no mês. Caso a unidade consumidora ultrapasse esse limite, o valor excedente é cobrado pela tarifa comum, sem a aplicação do desconto. Esta regra incentiva o consumo consciente e garante que o benefício cumpra seu papel de auxílio essencial.

Categorias e níveis de benefício

A estrutura tarifária para baixa renda no DF agora está dividida em duas modalidades principais, baseadas na faixa de renda e perfil do consumidor:

Modalidade Perfil de Renda / Público Benefício no DF
Tarifa Social Até meio salário mínimo por pessoa Gratuidade nos primeiros 80 kWh mensais
Desconto Social Entre meio e um salário mínimo por pessoa Desconto de 10,58% até 120 kWh mensais
BPC / Especiais Idosos, PcDs (via BPC), Indígenas e Quilombolas Regras específicas de isenção e descontos

Além desses critérios, famílias residentes em áreas isoladas (fora do Sistema Interligado Nacional) também possuem direito aos abatimentos, independentemente da categoria específica de renda, desde que cadastradas.

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Automatização e requisitos de titularidade

Um ponto fundamental da nova regra é a automaticidade. Não é necessário que o cidadão compareça a uma agência da Neoenergia para solicitar o desconto, desde que os dados do CadÚnico estejam atualizados há menos de dois anos. O sistema da distribuidora cruza informações com o banco de dados do Governo Federal para aplicar o abatimento.

Entretanto, para que o processo ocorra sem falhas, a conta de luz deve estar obrigatoriamente no nome de um dos integrantes do núcleo familiar registrado no CadÚnico. Além disso, o endereço informado na prefeitura (CRAS) precisa ser idêntico ao endereço cadastrado na conta de energia. Divergências nesses dados são os principais motivos para o bloqueio ou não aplicação do benefício.

Orientações para garantir o benefício

A Neoenergia Brasília ressalta que moradores que atendem aos requisitos de renda, mas ainda não recebem o desconto, devem verificar a titularidade da fatura. Caso o nome no boleto seja de um antigo inquilino ou proprietário, a alteração de titularidade deve ser feita imediatamente pelos canais digitais (site ou aplicativo) ou em postos de atendimento presencial.

A atualização cadastral no CadÚnico também é vital. Se as informações da família não forem renovadas a cada 24 meses junto aos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), o benefício pode ser suspenso automaticamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL). Atualmente, o Distrito Federal já conta com mais de 120 mil unidades consumidoras atendidas pela Tarifa Social em suas diversas modalidades.


Com informações: Agência Brasília

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