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Indústria de tintas movimenta R$ 40 bilhões e gera milhares de empregos no Brasil

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A indústria de tintas desempenha um papel relevante na geração de empregos e na movimentação de bilhões de reais por ano. Impulsionado pela presença de grande parte dos maiores produtores globais e de empresas de capital nacional que investem fortemente em tecnologia, o setor fatura cerca de R$40 bilhões anualmente e proporciona trabalho, direta e indiretamente, a mais de 600 mil profissionais, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

A indústria de tintas do Brasil produz cerca de 2 bilhões de litros anualmente, que são utilizados nas mais variadas aplicações: imóveis, veículos e autopeças, eletrodomésticos, móveis, aviões, embarcações, máquinas e equipamentos, embalagens metálicas, plataformas de petróleo, tubulações, sinalização viária e muitas outras. O setor se destaca pela capacidade de inovação, desenvolvendo produtos com padrões técnicos comparáveis aos dos centros mais avançados do mundo.

Os cerca de 2 mil fabricantes no país, de grande, médio e pequeno portes, empregam mais de 20 mil trabalhadores, que se somam aos milhares de funcionários dos 100 mil pontos de venda de tintas espalhados pelo Brasil e a um número estimado em 500 mil pintores.

O reconhecimento da importância econômica da indústria de tintas ganhou um reforço em março com a criação da Semana Mundial das Tintas (De 24 a 28). A iniciativa, promovida pelo World Coatings Council (WCC) pela priemria vez, contou com o apoio da Abrafati e de outras entidades globais e teve como objetivo ampliar a visibilidade do setor, destacando temas como sustentabilidade, inovação e oportunidades de carreira.

“Espero que esta iniciativa informe um número ainda maior de pessoas sobre a relevância das tintas para o mundo e inspire a próxima geração de talentos a dar o primeiro passo rumo a uma carreira gratificante na nossa indústria. Temos muito do que nos orgulhar: os fabricantes de tintas ao redor do mundo ajudam a aumentar a segurança, a eficácia e a aparência dos produtos; criam espaços incríveis; possibilitam a comunicação e a expressão; e oferecem benefícios funcionais, como proteção e maior durabilidade para bens, produtos alimentícios e obras de infraestrutura essenciais”, afirma Tom Bowtell, presidente do World Coatings Council.

Com um mercado em transformação, impulsionado pela busca por soluções mais sustentáveis e tecnológicas, a indústria de tintas se consolida como um vetor relevante para o crescimento econômico do país.

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O presidente-executivo da Abrafati, Luiz Cornacchioni, ressalta que “a indústria de tintas vai muito além da sua contribuição para o embelezamento de bens e estruturas “. Segundo ele, o setor gera empregos, fomenta inovação e contribui diretamente para segmentos estratégicos, como construção civil, automotivo e bens de consumo. “O Brasil tem um mercado altamente competitivo, e a decisão do World Coatings Council de lançar a Semana Mundial das Tintas é uma ótima oportunidade para evidenciar as contribuições do nosso setor e dar visibilidade ao seu papel no desenvolvimento sustentável e na inovação”, afirma.

Desempenho 2024

Em 2024, o mercado brasileiro de tintas atingiu um volume recorde de 1,98 bilhão de litros, representando um aumento de 6% em relação ao ano anterior. Esse desempenho posiciona o Brasil entre os quatro maiores produtores mundiais, ultrapassando a Alemanha, que agora ocupa a quinta posição, e ficando atrás apenas de China, Estados Unidos e Índia.

O segmento de tintas imobiliárias foi o principal impulsionador desse crescimento, com um avanço de 5,9%, totalizando 1,49 bilhão de litros comercializados. Outros segmentos também registraram resultados expressivos: as tintas automotivas originais cresceram 9,7%, acompanhando o aumento das vendas de veículos, enquanto as tintas industriais tiveram alta de 6,3%, impulsionadas pela demanda por bens de consumo duráveis e investimentos em infraestrutura.

Sobre a Abrafati

Fundada em 1985, a Abrafati – Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas representa a indústria de tintas, produto utilizado para proteger e embelezar todo tipo de bem e estrutura (imóveis, veículos, móveis, eletrodomésticos, embarcações, aeronaves, máquinas e equipamentos, tubulações, pontes, embalagens e muito mais). Reúne 37 fabricantes – que representam mais de 80% da produção nacional de tintas imobiliárias, automotivas, de repintura automotiva e de uso na indústria em geral – e 31 fornecedores de matérias-primas e insumos.

Além de ser membro da LatinPin (Federação Latino-Americana de Associações de Técnicos e Fabricantes de Tintas) e do World Coatings Council, a Associação é responsável por impulsionar o crescimento e desenvolvimento sustentável da cadeia de tintas, atuando na representação e defesa do setor, facilitando o acesso a conteúdo, promovendo a capacitação e proporcionando oportunidades de relacionamento. Desempenha também um papel crucial na promoção da sustentabilidade, qualidade e inovação na indústria de tintas

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*Abrafati

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Minha Casa Minha Vida pode ser o motor da reindustrialização

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Integração entre moradia e polos fabris surge como estratégia para reduzir rotatividade, aumentar a produtividade e fortalecer o pilar social do ESG

A discussão sobre o futuro da indústria brasileira ganhou um novo e fundamental ingrediente: a localização da moradia do trabalhador. Em um artigo recente, o deputado federal Zeca Dirceu defende que o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV) deve deixar de ser visto apenas como uma política de assistência social para se tornar uma ferramenta estratégica de desenvolvimento econômico. A proposta é clara: integrar a habitação aos polos industriais para solucionar gargalos históricos de contratação e retenção de mão de obra.

Atualmente, muitas empresas enfrentam dificuldades operacionais porque seus colaboradores residem longe das fábricas. O resultado é um ciclo oneroso de alta rotatividade e baixa produtividade, além do desgaste físico e mental de quem enfrenta horas no transporte público. Sob a ótica do ESG (Governança Ambiental, Social e Corporativa), garantir moradia digna e próxima ao emprego não é apenas uma questão de bem-estar, mas um fator de competitividade que atrai investimentos e estabiliza as cadeias produtivas.

O impacto positivo dessa integração é sistêmico. Quando o trabalhador mora perto da fábrica, ele reduz gastos com transporte e aluguel, aumentando sua renda disponível. Para a empresa, os custos de rotatividade diminuem. Para o município, há uma melhoria no planejamento urbano e na arrecadação. “A nova política industrial brasileira começa na porta da fábrica e na chave da casa própria”, ressalta o parlamentar, destacando que países desenvolvidos já tratam habitação e produção como agendas inseparáveis.

O novo MCMV e as metas para o final de 2026

O programa Minha Casa, Minha Vida já passou por diversas transformações desde sua criação em 2009, entregando mais de 8,4 milhões de unidades. No entanto, o foco para 2026 é a diversificação de modalidades. Além das novas construções, o governo federal direcionou atenção especial para a reforma e melhoria habitacional, com uma previsão de investimento de R$ 30 bilhões até o fim deste ano. Esse fôlego financeiro visa não apenas dar um teto, mas garantir que as residências existentes tenham condições dignas de habitabilidade.

A sugestão de criar uma linha específica do programa voltada ao trabalhador da indústria — com subsídios diferenciados ou cotas exclusivas — ganha fôlego entre empresários, prefeitos e sindicatos. Essa medida poderia acelerar a reconstrução de uma classe média produtiva, especialmente em regiões que buscam atrair novas plantas industriais tecnológicas. O objetivo é evitar que o custo imobiliário em áreas próximas a distritos industriais se torne um impedimento para o crescimento econômico regional.

Em Fortaleza, por exemplo, entregas recentes como as do Residencial Cidade Jardim III mostram o potencial de transformação dessas comunidades. No entanto, o desafio para o restante de 2026 será garantir que esses novos projetos estejam conectados a eixos de transporte e emprego. Integrar a justiça ambiental com a eficiência econômica parece ser o caminho para que o Brasil não apenas produza mais, mas produza com maior coesão social e sustentabilidade a longo prazo.

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Com informações: Diplomatique

 

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Porto de Santos bate recorde histórico com 186 milhões de toneladas

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O maior complexo portuário da América Latina cresceu 3,6% em 2025, impulsionado pela soja e pelo comércio com a China, consolidando-se como motor do PIB

O Porto de Santos, em São Paulo, encerrou o ano de 2025 com uma marca sem precedentes na história da logística nacional. O complexo movimentou 186,4 milhões de toneladas de carga, superando o recorde anterior de 2024 e reafirmando sua posição como a principal porta de saída das riquezas brasileiras. Esse crescimento de 3,6% reflete não apenas a pujança do agronegócio, mas também a eficiência das recentes expansões na infraestrutura portuária.

As exportações foram o grande destaque do ano, somando 137,4 milhões de toneladas, um salto de 4,6%. No topo da lista de embarques aparecem as commodities que sustentam a balança comercial: a soja liderou com quase 45 milhões de toneladas, seguida pelo açúcar, milho e celulose. Esse fluxo massivo de mercadorias fez com que o porto fosse responsável por quase 30% de toda a corrente comercial do Brasil, evidenciando que quase um terço de tudo o que o país negocia com o mundo passa pelo cais santista.

A relação comercial com a China continua sendo o pilar central das operações em Santos. Em 2025, o gigante asiático foi o destino ou origem de 29,6% de todo o fluxo de cargas. Esse alinhamento estratégico permitiu que o porto registrasse recordes mensais consecutivos na movimentação de contêineres, demonstrando uma resiliência operacional que acompanhou o crescimento da demanda global por alimentos e matérias-primas brasileiras.

Investimentos e infraestrutura para 2026

O sucesso operacional de 2025 é creditado ao planejamento de longo prazo e à segurança jurídica atraída pelo setor. Segundo Anderson Pomini, presidente da Autoridade Portuária, a constância nos recordes mensais prova que os investimentos em dragagem e acessos terrestres estão surtindo efeito. O porto não apenas recebeu mais carga, mas operou mais navios: foram 5.708 atracações ao longo do ano, um aumento de 2,7% que exigiu precisão cirúrgica na gestão do tráfego marítimo.

Olhando para o futuro imediato, o governo federal aposta em projetos estratégicos para manter o ritmo de crescimento. O ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacou que a ampliação da capacidade de contêineres, através de projetos como o Tecon Santos 10, será o próximo divisor de águas. Essas obras visam preparar o porto para uma nova classe de navios gigantes, garantindo que o Brasil não perca competitividade frente a outros centros logísticos globais.

Nas importações, o porto manteve estabilidade com 49 milhões de toneladas desembarcadas. Os insumos para o campo, como adubos e fertilizantes, lideraram as entradas, seguidos por combustíveis e trigo. Essa dinâmica de “mão dupla” — exportar alimento processado e importar insumos para a produção — cria um ecossistema econômico vital para o interior do país, especialmente para estados produtores que dependem da ferrovia e das rodovias que desaguam em Santos.

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Com informações: Agência Brasil

 

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Mercosul e União Europeia assinam acordo histórico após 26 anos

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O tratado cria a maior zona de livre comércio do mundo, integrando 720 milhões de pessoas e eliminando tarifas para 90% dos produtos bilaterais

Neste sábado (17), um capítulo decisivo da história econômica global foi escrito em Assunção, no Paraguai. Representantes do Mercosul e da União Europeia (UE) assinaram o acordo de livre comércio que vinha sendo negociado desde junho de 1999. A cerimônia ocorreu no Teatro José Asunción Flores, local simbólico onde o Mercosul foi fundado em 1991, selando a união de dois blocos que, juntos, representam um mercado consumidor de proporções gigantescas.

O Brasil foi representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, uma vez que o presidente Lula permaneceu no Rio de Janeiro após receber a cúpula europeia na véspera. O tratado prevê a redução gradual de tarifas para produtos industriais e agrícolas, com prazos de transição que chegam a 15 anos. A expectativa do governo brasileiro, compartilhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, é que a ratificação ocorra ainda no primeiro semestre, permitindo que o acordo entre em vigor no segundo semestre de 2026.

Os Pilares do Acordo: Indústria e Agronegócio

A implementação do tratado deve trazer ganhos imediatos e estruturais para a economia brasileira. Segundo estimativas da ApexBrasil, o incremento nas exportações nacionais pode chegar a US$ 7 bilhões.

  • Zerar de Tarifas: O Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus, enquanto a UE fará o mesmo para 95% dos bens sul-americanos.

  • Setores Industriais Beneficiados: Máquinas, equipamentos, automóveis, autopeças e produtos químicos terão tarifa zero ou reduzida, facilitando a integração do Brasil às cadeias globais de valor.

  • Cotas Agrícolas: Para proteger produtores sensíveis, produtos como carne bovina, frango e açúcar terão cotas limitadas de importação com tarifas reduzidas. Acima desses volumes, a tributação padrão é mantida.

  • Compras Públicas: Empresas brasileiras agora poderão disputar licitações públicas em solo europeu, abrindo um novo mercado multibilionário.

Compromisso Ambiental e Desafios

Um dos pontos mais debatidos e que garantiu a assinatura final foi a inclusão de cláusulas ambientais vinculantes. O acordo estabelece que produtos beneficiados não podem estar vinculados ao desmatamento ilegal. Além disso, o texto prevê a suspensão do tratado caso haja violação dos compromissos assumidos no Acordo de Paris.

Apesar do otimismo dos governos, o tratado ainda enfrenta resistência. Agricultores europeus, especialmente na França e Irlanda, temem a competitividade da agropecuária sul-americana. Por outro lado, o governo brasileiro e a ministra Marina Silva defendem que o texto final é equilibrado, promovendo o desenvolvimento econômico sem sacrificar a preservação da natureza.

Próximos Passos para a Vigência

A assinatura no Paraguai é o fim da fase diplomática, mas o início da fase legislativa. Para que os benefícios comecem a valer, o texto precisa ser aprovado:

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  1. Pelo Parlamento Europeu em Bruxelas.

  2. Pelos Congressos Nacionais dos países do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai).


Com informações: Agência Brasil

 

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