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Política

José Dirceu defende criação de Ministério da Segurança Pública e critica conluio da direita com o crime organizado

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Em entrevista ao programa 20 MINUTOS, o ex-presidente do PT, José Dirceu, defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública como ferramenta essencial para o combate ao crime organizado no Brasil. Ele argumentou que o Governo Federal precisa assumir a segurança pública como uma “tarefa nacional” e criticou a gestão Bolsonaro por, segundo ele, ter agravado a situação ao apoiar milícias, liberar armas e não combater o narcotráfico. Dirceu citou o caso de Roraima, onde o narcotráfico teria ocupado o estado, e o Rio de Janeiro, com áreas ocupadas militarmente por criminosos

O ex-presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, foi entrevistado no programa 20 MINUTOS desta sexta-feira (21/11), onde defendeu a criação de um Ministério da Segurança Pública para enfrentar o crime organizado.

Dirceu relembrou que a criação da pasta foi uma promessa de campanha do presidente Lula em 2022 e estava decidida na transição, mas acabou não sendo implementada. No entanto, ele destacou que a atuação do atual ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, se assemelha à de um ministro de Segurança Pública.

Segurança Pública como “Tarefa Nacional”

Segundo o ex-ministro, o governo não conseguirá tirar o tema da segurança pública do centro da agenda pública e, por isso, precisa focar em apresentar melhores resultados que a oposição.

Dirceu criticou a gestão anterior, afirmando que o Governo Bolsonaro “só agravou a situação” ao:

  • Apoiar as milícias.

  • Não combater o narcotráfico.

  • Liberar armas, permitindo que milhares de armas de CACs fossem vendidas a criminosos.

Ele alertou que o crime organizado se tornou um “grande problema para o país”, citando dois exemplos de ameaças diretas à soberania e à ordem social:

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  • Roraima: O estado estaria “ocupado pelo narcotráfico”, com a atuação de garimpeiros e a pesca ilegal abastecendo a rede de recursos, que também envolve ouro, diamantes e grilagem de terras indígenas.

  • Rio de Janeiro: Cenas diárias de áreas sendo “ocupadas militarmente por centenas de homens e mulheres armados”, que cobram taxa de segurança e vendem serviços como internet e gás.

Diante desse cenário, Dirceu afirmou que o Governo Federal tem que assumir isso como uma tarefa nacional.

A Agenda da Direita

Além da segurança, o ex-presidente do PT criticou o que chamou de agenda econômica da direita brasileira, que, segundo ele, segue pregando a continuidade da hegemonia do capital agrário-financista, defendendo:

  • Privatização da Petrobras e de bancos públicos.

  • Desvinculação do salário mínimo da aposentadoria.

  • Fim do piso da saúde e da educação.

  • Privatização da Previdência.


Com informações: Opera Mundi

 

Política

Crise entre lideranças evangélicas expõe racha político e ético para 2026

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Troca de acusações entre Silas Malafaia, Damares Alves e André Valadão revela fragmentação na base conservadora e divergências sobre apoio a nomes para o STF e eleições presidenciais

O cenário político-religioso brasileiro atravessa um período de turbulência inédito, marcado por uma exposição pública de divergências entre suas principais lideranças. O que começou como um embate sobre investigações parlamentares evoluiu para um sintoma de fragmentação da base evangélica, que até então mantinha um alinhamento quase monolítico em torno do projeto bolsonarista.

A crise ganhou contornos dramáticos após a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) mencionar o envolvimento de “grandes igrejas” em irregularidades investigadas pela CPMI do INSS. A declaração gerou uma reação imediata do pastor Silas Malafaia, que classificou a postura da parlamentar como leviana. O conflito escalou com a inclusão do pastor André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, no rol de citados pela comissão, inflamando um debate sobre ética, fofoca e a proteção institucional das denominações.

Investigação sobre o Banco Master arrasta pastores para o centro do debate

O estopim da discórdia foi o desdobramento das investigações que envolvem o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master. Segundo as apurações da CPMI, haveria indícios de conexão entre movimentações financeiras e lideranças religiosas.

  • Damares Alves: Defende um “saneamento” do campo evangélico, expondo nomes para evitar que o segmento inteiro seja maculado.

  • Silas Malafaia: Acusa a senadora de “traição” e de lançar suspeitas generalizadas sem provas nominais imediatas.

  • André Valadão: Reagiu duramente em vídeo, atacando o que chamou de “fofoca” e defendendo a autonomia das igrejas frente a investigações políticas.

Este embate não é isolado. Historiadores e analistas políticos recordam que a tensão entre Malafaia e Damares remonta a 2018, quando a senadora, então assessora de Magno Malta, assumiu o ministério que o pastor desejava ver ocupado pelo próprio Malta.

A indicação de Lula que dividiu a bancada da Bíblia

Outro ponto de ruptura significativa é a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF). Pela primeira vez em anos, a identidade religiosa de um indicado não foi suficiente para unificar o setor.

Enquanto o bispo Samuel Ferreira (Assembleia de Deus Madureira) e o deputado Otoni de Paula (MDB-RJ) sinalizaram apoio ao advogado-geral da União, figuras como Magno Malta (PL-ES) rejeitam a indicação veementemente. Malta afirma que a identidade evangélica de Messias é uma “conveniência política” e não um salvo-conduto ético, evidenciando que a pauta ideológica, em alguns casos, já se sobrepõe à identidade denominacional.

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Pastores buscam alternativa com maior “musculatura eleitoral”

A união férrea demonstrada nas eleições de 2018 e 2022 parece ameaçada para o próximo ciclo. A possível candidatura de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à presidência não encontra consenso.

  1. Crítica de Malafaia: O pastor declarou abertamente que Flávio é “fraco eleitoralmente” e carece de musculatura para enfrentar o pleito.

  2. A Preferência por Tarcísio: Grande parte da cúpula evangélica prefere uma chapa encabeçada pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, com Michelle Bolsonaro como vice.

  3. Lealdade de Damares: Em oposição a Malafaia, Damares declarou apoio total ao filho “01” de Jair Bolsonaro, prometendo mobilizar as bases em seu favor.

Risco de isolamento e enfraquecimento político

Analistas alertam que este “fogo amigo” pode enfraquecer a direita nas eleições municipais de 2024 e na sucessão presidencial de 2026. Otoni de Paula, em uma crítica ácida, sugeriu que a liderança de Malafaia se baseia mais na intimidação do que no consenso, afirmando que o pastor possui “muitos reféns e poucos amigos”.

Embora líderes como o bispo Robson Rodovalho tentem pregar a unidade para evitar a divisão da direita, os atritos públicos sugerem que a “Bancada da Bíblia” enfrentará o desafio de gerir crises internas de imagem enquanto tenta manter sua influência sobre o eleitorado conservador em um cenário de alta fragmentação.


Com informações: Folha de S.Paulo, ICL Notícias

 

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Política

Jones Manoel e a esquerda: A Estratégia dos progressistas para 2026

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O historiador pernambucano detalha sua candidatura a deputado federal pelo PSOL, critica a “austeridade” do governo Lula e defende um projeto de revolução brasileira diante da hegemonia da direita

Jones Manoel, uma das vozes mais influentes da esquerda radical no Brasil, confirmou que disputará uma vaga na Câmara dos Deputados em 2026. A estratégia envolve uma filiação democrática ao PSOL, já que seu partido de origem, o Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR), ainda não possui registro formal no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Jones busca quebrar um jejum de 40 anos sem um representante assumidamente comunista no Congresso Nacional.

Natural da favela da Borborema, em Recife, o historiador de 36 anos consolidou sua imagem através da internet, utilizando o YouTube e podcasts para “agitar e propagar” o marxismo-leninismo. Na entrevista ao Le Monde Diplomatique Brasil, ele revela que sua vontade inicial era disputar a presidência para pautar temas antissistêmicos, mas foi convencido pela tática do PCBR de focar no Legislativo para “organizar a classe e fazer denúncias” de dentro das instituições.

Os Três Pilares da Campanha

Jones Manoel aponta que sua atuação no Congresso focará em reformas estruturais que, segundo ele, são ignoradas pelo debate tradicional entre “petistas e bolsonaristas”:

  1. Relações de Trabalho: Crítica à precarização e à falta de perspectiva de aposentadoria, defendendo a redução da jornada e o aumento real de salários.

  2. Soberania dos Recursos Naturais: Defesa do controle nacional sobre o petróleo e as reservas de terras raras, questionando por que o Brasil, sendo autossuficiente, paga preços internacionais em combustíveis.

  3. Qualidade dos Serviços Públicos: Defesa do SUS e da educação pública com foco na ampliação quantitativa e qualitativa, visando retirar a classe trabalhadora da dependência dos planos de saúde privados.

Crítica ao Cenário Político de 2026

Para Jones, a ausência de uma candidatura de esquerda radical à presidência em 2026 é um erro estratégico que entrega o debate ideológico para a direita.

  • Polarização Limitada: Ele argumenta que o atual governo pratica uma política de “austeridade neoliberal” que fortalece o fascismo ao não resolver problemas estruturais.

  • Hegemonia da Direita: Jones alerta que a presença de múltiplos candidatos de direita (Zema, Caiado, Tarcísio) normaliza discursos extremos, fazendo com que candidatos moderados pareçam a única alternativa viável à esquerda.

  • Big Techs: O candidato relatou a exclusão de suas contas na Meta (Instagram/Facebook) como uma prova do caráter político dos algoritmos, que teriam predisposição a circular conteúdos de direita.

Formação Teórica para a Classe Trabalhadora

Questionado sobre como o eleitor deve se preparar para o próximo ano, Jones reforçou que “a direita trabalha com memes e fake news”, enquanto a esquerda precisa de densidade teórica para transformar a realidade.

Obra Recomendada Autor Tema Central
A Ordem do Capital Clara Mattei Como a austeridade econômica pavimenta o caminho para o fascismo.
A Dialética Radical do Brasil Negro Clóvis Moura A questão racial na formação do capitalismo dependente brasileiro.


Com informações: Diplomatique

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Política

Lula rebate projeto de Trump e defende multilateralismo: “Não aceitamos ser colônia”

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Em discurso no Encontro Nacional do MST, presidente brasileiro critica a criação do “Conselho da Paz” dos EUA, reafirma candidatura para 2026 e intensifica diálogo com Brics contra a hegemonia de Donald Trump

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra a política externa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o encerramento do 14º Encontro Nacional do MST, em Salvador, nesta sexta-feira (23). Lula classificou o momento atual da política mundial como “crítico” e acusou Trump de tentar “rasgar a carta da ONU” ao propor a criação de um Conselho da Paz independente, que arbitraria conflitos globais e facilitaria planos como a anexação da Groenlândia.

“O presidente Trump quer criar uma nova ONU onde ele sozinho é o dono”, afirmou Lula. Em resposta à estratégia unilateral de Washington, o presidente brasileiro revelou estar em uma ofensiva diplomática, mantendo conversas telefônicas constantes com líderes da China (Xi Jinping), Rússia (Vladimir Putin) e Índia (Narendra Modi) para preservar o multilateralismo e impedir que a “força das armas” prevaleça sobre o direito internacional.

Os Eixos do Discurso: Soberania e Geopolítica

Lula reforçou que o Brasil manterá relações comerciais com todos os blocos, mas sem submissão política a nenhuma potência.

  • Rejeição à Nova Guerra Fria: O presidente declarou que o Brasil não deseja participar de blocos antagônicos e lamentou conflitos atuais, citando a situação em Gaza como “extermínio”.

  • Defesa da Venezuela: Lula expressou indignação com a intervenção militar dos EUA na Venezuela, afirmando que o desrespeito à integridade territorial é inaceitável na América do Sul.

  • Reforma da ONU: Reiterou a urgência de reformar o Conselho de Segurança para refletir a realidade do século XXI, criticando o esvaziamento das instituições internacionais.

  • Alimentos vs. Agronegócio: Ao lado de lideranças do MST, Lula diferenciou a produção para exportação do agronegócio da produção de alimentos para a mesa dos brasileiros, feita pela agricultura familiar.

Rumo a 2026: Confirmação de Candidatura

O evento também serviu como palanque para as eleições presidenciais de 2026. Lula incentivou a militância a ocupar espaços no Congresso e confirmou sua intenção de buscar a reeleição.

“Gostar da política é assumir a responsabilidade de definir o projeto que a gente quer para o nosso país… Eu serei candidato, não importa quem sejam os opositores.” — Lula

Ponto de Conflito Posição de Trump Posição de Lula
Governança Global Unilateralismo / Conselho da Paz próprio Multilateralismo / Reforma da ONU
Território Interesse na anexação da Groenlândia Defesa da integridade territorial (ex: Venezuela)
Brics Vista como bloco opositor Ferramenta de equilíbrio de poder mundial
Conflitos Retórica bélica e tarifas comerciais Diplomacia de argumentos e narrativas


Com informações: Redação do PT e Agência Brasil

 

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