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Saúde

Médico com câncer grave tem remissão com terapia que ele mesmo criou

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Pesquisador do câncer de pele descobriu que tinha um tumor cerebral e decidiu aplicar seu próprio tratamento para combater a doença

O oncologista australiano Richard Scolyer, de 57 anos, foi o primeiro paciente a se submeter a um tratamento imunoterápico para o glioblastoma, um tipo agressivo de tumor cerebral. O prognóstico de vida do oncologista era de menos de um ano.

O método foi criado por ele mesmo ao lado de sua colega Georgina Long. O objetivo inicial era contribuir para a erradicação do melanoma, o tipo mais agressivo e profundo de câncer de pele, mas com o diagnóstico de Scolyer, os médicos decidiram testá-lo contra o glioblastoma.

A terapia foi feita há um ano, e o oncologista alcançou a remissão do tumor, ou seja, não foram encontrados rastros de sua presença em um exame de ressonância magnética feito na última semana.

“Estou muito emocionado e satisfeito. Não poderia estar mais feliz. Há muito tempo não me sentia tão bem e agora consegui até voltar a me exercitar diariamente”, disse ele em entrevista à BBC.

A inovação do protocolo criado pelos médicos australianos foi usar o tratamento de imunoterapia antes das cirurgias para a retirada do tumor. Scolyer criou uma vacina personalizada com células de combate criadas especificamente para combater o tumor dele.

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Os médicos agora estão trabalhando em um artigo acadêmico para detalhar o protocolo de tratamento usado por Scolyer e avaliar se ele poderá ser aplicado em larga escala futuramente.

“Precisamos realmente nos concentrar em mostrar que esse tipo de abordagem de imunoterapia combinada pré-operatória funciona em um grande número de pessoas”, concluiu o médico.

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Saúde

Tabagismo responde por 80% das mortes por câncer de pulmão no Brasil

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Estudo feito por pesquisadores da Fundação do Câncer aponta que o tabagismo responde por 80% das mortes por câncer de pulmão em homens e mulheres no Brasil

O trabalho foi apresentado nesta quinta-feira (16) pela fundação no 48º encontro do Group for Cancer Epidemiology and Registration in Latin Language Countries Annual Meeting (GRELL 2024, na sigla em inglês), na Suíça.

Em entrevista à Agência Brasil, o epidemiologista Alfredo Scaff, consultor médico da Fundação do Câncer, disse que o estudo visa a apresentar para a sociedade dados que possibilitem ações de prevenção da doença. “O câncer de pulmão tem uma relação direta com o hábito do tabagismo. A gente pode dizer que, tecnicamente, é o responsável hoje pela grande maioria dos cânceres que a gente tem no mundo, e no Brasil, em particular.”

Cigarro eletrônico

Alfredo Scaff acredita que o cigarro eletrônico poderá contribuir para aumentar ainda mais o percentual de óbitos do câncer de pulmão provocados pelo tabagismo. “O cigarro eletrônico é uma forma de introduzir a juventude no hábito de fumar.” O epidemiologista lembrou que a nicotina é, dentre as drogas lícitas, a mais viciante. O consultor da Fundação do Câncer destacou que a ideia de usar cigarro eletrônico para parar de fumar é muito controvertida porque, na maioria dos casos, acaba levando ao vício de fumar.

“E vai levar, sem dúvida, ao desenvolvimento de cânceres e de outras doenças que a gente nem tinha.”

O cigarro eletrônico causa uma doença pulmonar grave e aguda, denominada Evali, que pode levar a óbito, além de ter outro problema adicional: a bateria desse cigarro explode e tem causado queimaduras graves em muitos fumantes. “Ele é um produto que veio para piorar toda a situação que a gente tem em relação ao tabagismo.”

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Gastos

O estudo indica que o câncer de pulmão representa gastos de cerca de R$ 9 bilhões por ano, que envolvem custos diretos com tratamento, perda de produtividade e cuidados com os pacientes. Já a indústria do tabaco cobre apenas 10% dos custos totais com todas as doenças relacionadas ao câncer de pulmão no Brasil, da ordem de R$ 125 bilhões anuais.

“O tabagismo não causa só o câncer de pulmão, mas leva à destruição dos dentes, lesões de orofaringe, enfisema [doença pulmonar obstrutiva crônica], hipertensão arterial, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral [AVC] ou derrame. Ele causa uma quantidade enorme de outras doenças que elevam esses valores significativos de gastos do setor público diretamente, tratando as pessoas, e indiretos, como perda de produtividade, de previdência, com aposentadorias precoces por conta disso, e assim por diante”, afirmou Alfredo Scaff.

Para este ano, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima o surgimento no Brasil de 14 mil casos em mulheres e 18 mil em homens. Dados mundiais da International Agency for Research on Cancer (IARC), analisados por pesquisadores da Fundação do Câncer, apontam que, se o padrão de comportamento do tabagismo se mantiver, haverá aumento de mais de 65% na incidência da doença e 74% na mortalidade por câncer de pulmão até 2040, em comparação com 2022.

O trabalho revela também que muitos pacientes, quando procuram tratamento, já apresentam estágio avançado da doença. Isso ocorre tanto na população masculina (63,1%), como na feminina (63,9%). Esse padrão se repete em todas as regiões brasileiras.

Sul

O estudo constatou que na Região Sul o hábito de fumar é muito intenso. O Sul brasileiro apresenta maior incidência para o câncer de pulmão, tanto em homens (24,14 casos novos a cada 100 mil) quanto em mulheres (15,54 casos novos a cada 100 mil), superando a média nacional de 12,73 casos entre homens e 9,26 entre mulheres. “Você tem, culturalmente, um relacionamento forte com o tabagismo no Sul do país, o que eleva o consumo do tabaco na região levando aí, consequentemente, a mais doenças causadas pelo tabagismo e mais câncer de pulmão”, observou Scaff.

Apenas as regiões Norte (10,72) e Nordeste (11,26) ficam abaixo da média brasileira no caso dos homens. Já em mulheres, as regiões Norte, Nordeste e Sudeste ficam abaixo da média brasileira com 8,27 casos em cada 100 mil pessoas; 8,46; e 8,92, respectivamente.

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O Sul também é a região do país com maior índice de mortalidade entre homens nas três faixas etárias observadas pelo estudo: 0,36 óbito em cada 100 mil habitantes até 39 anos; 16,03, na faixa de 40 a 59 anos; e 132,26, considerando maiores de 60 anos. Entre as mulheres, a Região Sul desponta nas faixas de 40 a 59 anos (13,82 óbitos em cada 100 mil) e acima dos 60 anos (81,98 em cada 100 mil) e fica abaixo da média nacional (0,28) entre mulheres com menos de 39 anos: 0,26 a cada 100 mil, mesmo índice detectado no Centro-Oeste, revela o estudo.

Em ternos de escolaridade, o trabalho revelou que, independentemente da região, a maioria dos pacientes com câncer de pulmão tinha nível fundamental (77% para homens e 74% para mulheres). A faixa etária de 40 a 59 anos de idade concentra o maior percentual de pacientes com câncer de pulmão: 74% no caso dos homens e 65% entre as mulheres.

Embora as mulheres apresentem taxas mais baixas de incidência e de mortalidade do que os homens, a expectativa é que mulheres com 55 anos ou menos experimentem diminuição na mortalidade por câncer de pulmão somente a partir de 2026. Já para aquelas mulheres com idade igual ou superior a 75 anos, a taxa de mortalidade deve continuar aumentando até o período 2036-2040.


Fato Novo com informações e imagens: Agência Brasil / Canal Saúde

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Saúde

OMS atualiza lista de bactérias que mais ameaçam a saúde humana

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A Organização Mundial da Saúde, OMS, divulgou nesta sexta-feira a lista atualizada de Patógenos Bacterianos Prioritários, Bppl, de 2024

A atualização é considerada fundamental para enfrentar a resistência antimicrobiana, destacada pela agência como um dos maiores desafios de saúde global.

A resistência antimicrobiana ocorre quando bactérias, vírus, fungos e parasitas já não são contidos pelos medicamentos, aumentando o risco de propagação de doenças e mortes. O problema é motivado, em grande parte, pelo uso indevido e excessivo de antimicrobianos.

Ganhos da medicina moderna sob risco

O documento lançado pela OMS contém 15 famílias de bactérias resistentes a antibióticos agrupadas em categorias de priorização crítica, alta e média. A lista serve de referência para o desenvolvimento de novos tratamentos.

A diretora-geral adjunta de Resistência Antimicrobiana da OMS, Yukiko Nakatani, ressaltou a importância de mapear a carga global de bactérias resistentes aos medicamentos e avaliar o seu impacto na saúde pública.

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Segundo ela, “desde que a primeira Lista de Patógenos Bacterianos Prioritários foi lançada em 2017, a ameaça da resistência antimicrobiana intensificou-se, minando a eficácia de numerosos antibióticos e colocando em risco muitos dos ganhos da medicina moderna.”

Patógenos de prioridade crítica e alta

Dentre os agentes patogênicos de prioridade crítica estão as bactérias gram-negativas resistentes aos antibióticos de último recurso e o Mycobacterium tuberculosis, resistente ao antibiótico rifampicina. Eles representam grandes ameaças globais devido à sua elevada carga e à capacidade de resistir ao tratamento e espalhar a resistência a outras bactérias.

As bactérias Gram-negativas têm capacidades incorporadas para encontrar novas formas de resistir ao tratamento e podem transmitir material genético, fazendo com que outras bactérias também se tornem resistentes aos medicamentos.

Os agentes patogênicos de alta prioridade, como a Salmonella e a Shigella, representam um fardo particularmente elevado nos países de rendimentos baixo e médio, juntamente com a Pseudomonas aeruginosa e o Staphylococcus aureus, que representam desafios significativos nos ambientes de saúde.

Outros agentes patogênicos de alta prioridade são a Neisseria gonorrhoeae e Enterococcus faecium. Eles trazem desafios de saúde pública, incluindo infecções persistentes e resistência a múltiplos antibióticos.

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Coordenação internacional

Os agentes patogênicos de prioridade média incluem os estreptococos dos grupos A e B, Streptococcus pneumoniae e Haemophilus influenzae, que apresentam uma elevada carga de doença.

Estes agentes patogênicos requerem maior atenção, especialmente em populações vulneráveis, incluindo grupos de crianças e idosos, particularmente em locais com recursos limitados.

O diretor-geral adjunto da OMS para a Cobertura Universal de Saúde, Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis, Jérôme Salomon disse que “a resistência antimicrobiana põe em risco a nossa capacidade de tratar eficazmente infecções de alto impacto, como a tuberculose, levando a doenças graves e ao aumento das taxas de mortalidade”.

O Bppl atualizado incorpora novas evidências e conhecimentos de especialistas para orientar a pesquisa e o desenvolvimento de novos antibióticos e promover a coordenação internacional para fomentar a inovação.

Confira aqui a lista completa do Bppl de 2024.

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Fato Novo com informações e imagens: ONU News / Canal saúde

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Brasil

Rio Grande do Sul tem 1º óbito confirmado por leptospirose

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Nas últimas semanas, foram identificados 304 casos suspeitos da doença e 19 confirmados no Rio Grande do Sul

A Secretaria Estadual da Saúde (SES) do Rio Grande do Sul confirmou, na noite desta segunda-feira (20/5), o primeiro caso de óbito por leptospirose. A vítima é um homem de 67 anos, residente do município de Travesseiro, no Vale do Taquari.

Uma amostra analisada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre, confirmou o resultado positivo.

Nas últimas semanas, foram identificados 304 casos suspeitos da doença e 19 confirmados

A população já havia sido alertada do risco de contaminação de doenças transmitidas por água, como leptospirose, tétano e hepatite A.

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Sitomas de leptospirose
  • febre;
  • dor de cabeça;
  • fraqueza;
  • dores no corpo (em especial, na panturrilha);
  • calafrios.

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Fato Novo com informações e imagens: Metrópoles

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